domingo, 9 de setembro de 2012

~ i see the space ritual ~


O soluçar de Charles Bukowski

"I sit here
drunk now.
I am
a series of
small victories
and large defeats
and I am as
amazed
as any other
that
I have gotten
from there to
here
without committing murder
or being
murdered;
without
having ended up in the
madhouse.
as I drink alone
again tonight
my soul despite all the past
agony
thanks all the gods
who were not
there
for me
then."

sábado, 1 de setembro de 2012

Cinema de Agosto


The Dark Knight Rises (2012) de Christopher Nolan
The Avengers (2012) de Joss Whedon
Pearl Jam Twenty (2011) de Cameron Crowe
Waiting For Superman (2010) de Davis Guggenheim
Sex in ’69: The Sexual Revolution in America (2009) de Mark Page
Food, Inc. (2008) de Robert Kenner
RocknRolla (2008) de Guy Ritchie
Auf Der Anderen Seite (2007) de Fatih Akin
The Notebook (2004) de Nick Cassavetes
The Hours (2002) de Stephen Daldry
Elephant (2003) de Gus Van Sant
Morvern Callar (2002) de Lynne Ramsay
Insomnia (2002) de Christopher Nolan
Buffalo ’66 (1998) de Vincent Gallo
Man in the Wilderness (1971) de Richard C. Sarafian
Lo Strano Vizio della Signora Wardh (1971) de Sergio Martino
The Apartment (1960) de Billy Wilder 


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Fuzz Manta - Vortex Memplex (2012)

Em 2009 comprava o meloso “Smokerings” dos dinamarqueses Fuzz Manta, persuadido pela requintada musicalidade com forte influência no Blues e no hard Rock setentista, mas também pelo ressurgimento vocal de Janis Joplin nas goelas de Lene. E se estava convencido com o disco de estreia, o 2º (“Opus II”) deixou em mim um sabor agridoce. E foi neste âmago da dualidade gustativa, que surgiu o mais recente disco da banda “Vortex Memplex” para me deixar de músculos faciais completamente anestesiados e de alma a divagar bem longe da minha presença corporal. É um disco soberbo com passagens verdadeiramente viajantes. O instrumental da banda está mais delirante que nunca, brindando-nos com verdadeiras odisseias pela ataraxia dos sentidos. A voz de Lene está mais aveludada que nunca, criando uma orgia com a guitarra, o baixo e a bateria. Depois de ouvir este disco, tenho a certeza de que somos seres espirituais a viver uma experiência humana e não seres humanos a viver uma experiência espiritual. É uma verdadeira terapia ventosa que serpenteia a alma e nos converte em peregrinos. Quanto a vocês não sei, mas quanto a mim: é o disco do ano (até ao presente). Uma prolongada vénia a Fuzz Manta. Nunca a Dinamarca foi tão quente.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Pearl Jam Twenty

Acabei de ver o magnífico documentário “Pearl Jam Twenty” e ainda não me recompus. O documentário ressuscitou velhas memórias de uma adolescência dedicada aos cinzentos céus de Seattle. Recordei uma fria noite de inverno em que um amigo (caixas) bateu à porta de minha casa. Trazia consigo um entusiasmo impaciente por me mostrar um tema (“Alive”) de uma banda (nossa desconhecida até ao momento) chamada Pearl Jam, que ouvira por mera casualidade. Tinha uns 16 anos e, desde então, dediquei grande parte do meu tempo a “molhar-me” debaixo dos céus do Grunge. Nessa altura, tinha uma banda de garagem. A paixão por Pearl Jam era tão pesada que tive de a levar comigo para os ensaios e conseguintes concertos que demos por Carrazeda de Ansiães. Encontrei na sonoridade de bandas como Pearl Jam, Alice in Chains e Screaming Trees, a personificação das manifestações da minha alma. Tinha ainda 17 anos, quando corri a Lisboa para ver os meus heróis ao vivo no Pavilhão Atlântico. Foi um concerto marcante, tão grandioso quanto a minha devota admiração pela banda. Regressei a casa com a voz do Eddie Vedder e os riffs do Stone Gossard bem presentes em mim. Depois de tanto tempo, foi com enorme nostalgia e lágrimas saudosistas que vi este testemunho deixado pelos eternos Pearl Jam. 


Espanholada!