domingo, 21 de junho de 2015

Siena Root @ Duna Jam 2015

Over the Edge (1979) ★★★★☆

 IMDB

Seventies Groove vol.8 : Light of Darkness - "Light of Darkness" (1971)

Alemanha, 1971. Gravado nos estúdios da Phillips em Hamburgo, “Light of Darkness” é hoje considerado um disco tão desconhecido quão especial. Foi o primeiro e único trabalho deste quarteto dedicado ao Heavy-Psych-Blues que em muito enriqueceu o Rock dos 70’s. A sonoridade irreverente e aguerrida de “Light of Darkness” faz dele um disco de natureza peculiar e um dos mais vibrantes do género. São 45 minutos de uma elegância rebelde e audaz que domina a ambiência de cada um dos sete temas que integram este disco. Como ingredientes fundamentais desta exuberante obra setentista estão: uma guitarra selvagem de Riffs fibróticos e solos extravagantes e afáveis, um baixo pulsante de linhas firmes e dinâmicas, uma bateria acrobática de fascinante orientação rítmica, e uma voz exótica que sobrevoa toda a sua estratosfera com emocionante autoridade. De destacar ainda – num papel mais secundário - a presença de uma harmónica endiabrada que se envaidece com distinção. Agitem-se prazerosamente perante a eufórica exalação de “Light of Darkness” ao qual dedico a mais sublime e inabalável devoção.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Arrakis | Ammu Dia (2015)

Electric Valley | Multiverse (2015)

O cartaz do Reverence Valada está fechado!


27 de Agosto (quinta-feira)
Jeff The Brotherhood
Keep Razors Sharp
The Vickers
Purple Heart Parade
Chicos de Nazca
Galgo
Beautify Junkyards
Luna Marada


28 de Agosto (sexta-feira)
Sleep
Jon Spencer Blues Explosion
Alcest
Bizarra Locomotiva
Stoned Jesus
Ufomammut
Grave Pleasures
The Warlocks
DeWolff
Cheatahs
Yawning Man
Black Rainbows
Process of Guilt
Electric Eye
Saturnia
Blown Out
Novella
Ancient River
Brahma Loka
Los Waves
The Blue Drones
The Dead Mantra
Fuzz
Bom Marido


29 de Agosto (sábado)
The Horrors
Amon Düül II
Sean Riley & The Slowriders
Joel Gion
FEAT Members of The Brian Jonestown Massacre
Samsara Blues Experiment
10 000 Russos
Electric Moon
Echo Lake
Spectres
Calibro 35
Dead Ghosts
Jaguwar
The Altered Hours
One Unique Signal
Magic Castles
The Act-Ups
Fast Eddie Nelson
Celica XX
Ghost Hunt
Acid Acid
Lâmina
The Jack Shits


BONGZILLA!


quarta-feira, 17 de junho de 2015

The Heavy Crown | Full of Haze (2015)


Que agradável surpresa proveniente da Bélgica. Este power-trio natural da cidade de Bruges traz-nos “Full of Haze”, um disco de sonoridade voltada para o Heavy-Psych-Blues tão bem resgatado dos anos 70. São 26 minutos distribuídos em 7 temas sobrecarregados de riffs entusiásticos e dinâmicos que depressa conquistam a unânime aprovação de quem os vivencia. Uma guitarra imensamente eufórica e sedutora que se envaidece com tremenda distinção, um baixo orgânico e murmurante que sombreia o riff na perfeição, uma bateria tanto explosiva e enérgica quanto serena e contemplativa, e ainda uma voz jovial que tão bem casa com o instrumental. São estes os quatro elementos que – em uniformidade – compõem toda esta atmosfera fascinante de ares veraneios. “Full of Haze” é um dos discos mais aliciantes que ouvira em 2015. Um verdadeiro cocktail sonoro com os mais inebriantes ingredientes. É demasiado fácil namorar este disco.

Desert Daze

domingo, 14 de junho de 2015

Seventies Groove vol.7 : Leaf Hound - "Growers of Mushroom" (1971)

Reino Unido, 1971. Apelidado por muitos como sendo o primeiro disco de Stoner Rock, “Growers of Mushroom” ostenta uma reputação bastante respeitável por entre o universo de seguidores da vertente mais viandante da música Rock. A sua sonoridade dinâmica e musculada oscila entre o Hard Rock e o Heavy Blues, resultando numa orgástica mistura que exulta os nossos sentidos. Os seus 44 minutos são suficientes para perpetuarem “Growers of Mushroom” no mais elevado patamar da consideração. As duas guitarras projectam-se numa prodigiosa exibição de onde Riffs corpulentos e eróticos se desprendem e em nós atracam. Este unigénito disco dos ingleses Leaf Hound apresenta – de resto – alguns dos mais admiráveis e entusiásticos Riffs da história da música Rock (algo em mim me obriga a enaltecer o Riff de “Freelance Fiend” e o de “Stray” que têm em mim um efeito incomensuravelmente euforizante e aos quais não sei responder de forma comedida). Para além da hipnótica vaidade transpirada das duas guitarras que se abraçam de forma incontida e transcendente, destaco as opulentes linhas do baixo, a exuberância rítmica da bateria e ainda a voz sedosa e vibrante que galanteia toda a latitude de “Growers of Mushroom”. Este é-me um disco tremendamente especial e ao qual dedico todo o entusiasmo e admiração. Um disco de essência inimitável que faz eclodir em nós uma verdadeira catalepsia.