segunda-feira, 31 de agosto de 2015
domingo, 30 de agosto de 2015
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Mountain Rag | Of The Southern Plains (2015)
Chega-nos de Austin, Texas este flamejante
power-trio chamado Mountain Rag que se estreia com o seu “Of the Southern Plains”: um disco acabado
de ser lançado e que transpira um Blues
cheio de garra e exuberância. Não foi nada difícil deleitar-me com a ambiência sonora
que este disco aprisiona, exibindo - ao longo dos seus 25 minutos de duração - o
lado mais poeirento e irreverente da música Blues. Estes texanos de claras
influências ZZ Top’eanas conduzem e domesticam o Blues de “Of the Southern Plains” com contagiante destreza e autoridade. A
guitarra envaidece-se com os solos expressivos, vertiginosos e acrobáticos por ela cuspidos,
o baixo serpenteia de forma incansável as indomáveis e irrequietas movimentações
da guitarra, a bateria cavalga de forma efusiva todo este orgasmo electrizante,
e a voz berrante – de contornos mélicos e ásperos – condimenta na perfeição
este extravagante “Of the Southern Plains”.
Este é um disco de alma tocante e sedutora que nos obriga a vivenciá-lo de
forma entusiasmante. É também um dos registos mais euforizantes do ano e uma
das mais sérias promessas da música Blues que parece estar novamente a ganhar
vitalidade. Abram uma garrafa de Jim Beam, recostem-se confortavelmente e
saboreiem esta inebriante destilação. Não vai ser fácil ouvi-lo apenas uma vez.
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Stone From The Sky | NGC 1976 (2015)
É aqui, em “NGC 1976”, que o
deserto e o cosmos se tocam e provocam em nós uma atónica e memorável
experiência. Natural de Le Mans, França, este power-trio chamado Stone
From The Sky dedica o seu primeiro álbum à sonoridade viajante e celestial
do Psych Rock e às exóticas e
cálidas brisas do Desert Rock numa
junção que muito me agrada e estimula. Esta jovem banda de instrumentos
empoeirados pelo deserto e abençoados pelo bafo das estrelas pode muito bem
orgulhar-se de “NGC 1976”. São 40 minutos de constante hipnose que nos induz,
seduz e conduz a uma inebriante odisseia pelas arenosas autoestradas do
universo bocejante. É um disco de ambiência tremendamente fascinante que tanto
nos tranquiliza com os seus solos de efeito sedativo, como nos empolga e euforiza
com os seus riffs enérgicos e
explosivos. É este contraste entre a densidade e a leviandade que nos impele a
recolher a âncora da lucidez e divagar à velocidade de cruzeiro pelo
morfínico oceano cósmico. Testemunhem esta verdadeira libertação de endorfina
causada pelas prazerosas e extasiantes divagações de uma guitarra narcotizada e
em constante delírio, descomponham-se perante as compactas e vistosas linhas de
um baixo de efeitos analgésicos, e agitem-se ao som de uma bateria
resplandecente que tempera na perfeição todos os momentos de “NGC 1976”.
Sintam-se agigantar pela obscuridade do cosmos e despertar na admirável Nebulosa de Órion (responsável principal pelo nome deste disco). Uma
das surpresas do ano está aqui. Relaxem, respirem fundo, rodem este “NGC 1976”
e sintam a vossa consciência transviar por caminhos nunca antes explorados.
domingo, 23 de agosto de 2015
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Agusa | Två (2015)
Depois do bem-sucedido ‘Högtid’
(falado aqui) lançado no passado ano de 2014, eis que – um ano depois – nasce
‘Två’ e herda o merecido protagonismo deixado pelo seu antecessor. A banda
sueca Agusa destaca-se pela sua
sonoridade fielmente direcionada ao Krautrock
e ao Progressive Rock, com discretos
chamamentos a Psych Rock. Esta fusão
de subgéneros resulta numa revivalista odisseia que nos apazigua e transcende. ‘Två’
é um disco de atmosfera imensamente onírica, oxigenada pelo misticismo cósmico que
supera a compreensão humana. Este quinteto musicalmente rico conduz-nos ao
longo de uma fascinante meditação narrada pelos seus instrumentos. Sintam-se desfalecer
prazerosamente ao som de uma guitarra endeusada que se exalta com os seus solos
acrobáticos e empolgantes; Deixem-se hipnotizar pelas mágicas e vistosas incursões
de um órgão astral que sobrevoa todo o disco; Oscilem à boleia de um baixo deliciosamente
ritmado que sombreia com robustez todo este cortejo ancestral; Agitem-se ao som
de uma bateria jazzística que pauta com exuberante e prazenteira perícia esta
divagação sideral; Deliciem-se com a dança étnica exalada de uma flauta serpenteante
que nos adorna e conquista. ‘Två’ tem algo de verdadeiramente encantador que
faz dele um dos melhores discos do ano. Fechem os olhos, recostem-se confortavelmente
e sintam-se gravitar os pesados domínios de Agusa numa das hipnoses mais profundas que a música pode germinar
em nós. Sejam astronautas do vosso próprio Cosmos ao longo dos 40 minutos de ‘Två’.
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