quarta-feira, 7 de outubro de 2015
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
domingo, 4 de outubro de 2015
Brain Pyramid | "Magnetosphere" (2015)
Sempre tive uma especial
admiração por Brain Pyramid.
Admiração essa que no outono do passado ano de 2014 me fez deslocar até Viseu
para presenciar o intenso Psych n’ Blues
deste power-trio sediado em Rennes,
França. Nessa altura apresentavam ao vivo a sua recentíssima obra chamada “Chasma Hideout” que trazia ainda o odor
a estúdio. Hoje, um ano depois, tive o prazer de escutar com toda a dedicação o
seu novo trabalho “Magnetosphere” (pelo
selo italiano Vincebus Eruptum
Recordings) e devo confessar que escrevo estas palavras ainda sob o efeito
inebriante que este disco perpetuara em mim. Já esperava tratar-se de um grande
disco, mas a verdade é que “Magnetosphere”
rasgou todas as costuras das expectativas que lhe dedicara. De instrumentos
apontados ao Cosmos, este novo álbum do tridente francês é uma perfeita e
espantosa odisseia canalizada pelas artérias espirituais que desaguam na incrível
vastidão estelar. Sustentado pelo Psych
n’ Blues com indiscretos chamamentos ao Space Rock e Acid Rock, “Magnetosphere” presenteia-nos ao longo
dos seus 44 minutos de duração com uma extasiante, contemplativa e paralisante jam capaz de arrancar a nossa consciência
pela raiz e impulsioná-la a um profundo estado de latência. A perfumada guitarra
de Gaston Lainé adensa-se numa
elegante e apaixonante performance de onde desprende solos gritantes e
tresloucados que se perdem e encontram numa estonteante dança que nos orbita e
seduz. O hipnótico baixo de Paul Arends
envaidece-se com as suas linhas possantes e refinadas na incansável perseguição
à guitarra, e a enérgica bateria de Baptiste
Gautier-Lorenzo pauta com dinamismo e cativante orientação rítmica toda
esta loucura deliciosamente governada pelos três instrumentos de mãos dadas. É
demasiado fácil sentirem-se completamente absorvidos pela emocionante galopada que
este disco encerra, e testemunharem a vibrante detonação do prazer. Deixem-se
conduzir pelo fascinante caudal de “Magnetosphere”
e vivenciem-no com merecida agitação. Uma verdadeira epifania.
sábado, 3 de outubro de 2015
Belzebong | "Greenferno" (2015)
A impaciente espera terminou! “Greenferno”: o
novo disco do quarteto polaco Belzebong
está aí, e devo antecipar que – em relação aos efeitos psíquicos – não existe
qualquer diferença entre escutar este disco e inalar os ares psicotrópicos da cannabis.
Euforia, sensação de bem-estar, sonolência, sedação, síndrome de ansiedade, (…)
são alguns dos desejados e alcançados sintomas quando respirados os viscosos e fumarentos riffs oriundos do lado mais entorpecido
do Psych Doom. Vizinhos terrenos e
musicais dos incontornáveis Dopelord
e Major Kong, Belzebong tem dedicado
toda a sua existência à adoração do THC (tetraidrocanabinol),
traduzindo o seu misticismo esverdeado para os domínios da música. Com o
recurso a samples cirurgicamente
amputados de horror cult films que –
de forma intensamente fascinante – amortalham os espessos, gigantescos e
nebulosos riffs, “Greenferno”
representa a penetrante e estimulante levitação da nossa consciência rumo ao
paraíso narcótico. As duas guitarras adensam-se numa morfínica dança de
atmosfera incrivelmente anestesiante que nos prende do primeiro ao último
acorde. Os seus riffs lentos, robustos
e sobrecarregados de endorfina são erigidos e conduzidos com imensa destreza e sensibilidade.
O baixo de linhas vagarosas, pesadas e orgânicas implode numa hipnótica oscilação
que nos absorve com tremenda facilidade. A bateria disfere a sua
ofensiva rítmica nas zonas nevrálgicas do riff,
acelerando e expandindo a paralisante exaltação por eles transpirada. Há bem
pouco tempo, tive a honrosa oportunidade de assistir a Belzebong ao vivo no Sonic Blast (edição de 2015), que simbolizou uma perfeita
celebração psicotrópica à qual ninguém se recusou comungar. Regresso deste “Greenferno”
completamente devastado pela ébria radiação que este desprende. Vivenciem este
poderoso soporífero e sintam-se perecer numa tranquilizante desistência pela subsistência
da lucidez. Este é, sem dúvida, um dos grandes discos do ano.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















































