domingo, 7 de maio de 2017
sábado, 6 de maio de 2017
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Review: ⚡ Cachemira - 'Jungla' (2017) ⚡
Cachemira é hoje – muito possivelmente – a minha banda preferida da vizinha Espanha.
Formado das cinzas de Prisma Circus e da aparente reforma
temporária de bandas como 1886 e Brain Pyramid,
este apurado e euforizante power-trio enraizado na cidade de Barcelona conquistara-me
no primeiro encontro. Foi lotado das mais elevadas expectativas que os vi subir
ao palco na passada edição do festival Sonic Blast Moledo (review aqui)
e a sua prestação ao vivo deixou-me totalmente estarrecido, fascinado e em constante
salivação pelo lançamento do seu tão aguardado álbum de estreia. ‘Jungla’ é
a designação deste portentoso disco que na próxima semana será oficialmente
lançado pelo selo discográfico romano Heavy Psych Sounds nos
formatos físicos de CD e vinil, e nele vigora um elegante, entusiástico e
ardente Heavy Psych N’ Blues recuperado dos dourados e
carismáticos 70’s. A sua sonoridade verdadeiramente extravagante, hipnótica e
galopante – que se passeia equilibradamente pela ténue linha entre a doce e
envolvente contemplação e a inflamante e contagiante excitação – tem o dom de
nos amotinar numa intensa comoção de prazer que nos comove e endoidece ao longo
dos 33 minutos que incorporam este requintadíssimo ‘Jungla’.
Deixem-se conduzir à estonteante boleia de uma guitarra sublime e absorvente
que se serpenteia envaidecidamente em voluptuosos, exóticos e intrigantes riffs e
se transcende em eróticos, estonteantes e furiosos solos, uma voz corpulenta,
escarpada e destemperada que contrasta na perfeição com o primor instrumental,
um baixo dançante e reverberante de linhas magnéticas, sólidas, robustas e
torneadas que veleja livremente os majestosos mares de Cachemira, e
ainda uma bateria verdadeiramente aliciante que com as suas incríveis e
mirabolantes acrobacias – regadas a perícia e emoção – esporeia toda esta
desvairada e exuberante cavalgada. O irrepreensível, preclaro e adorável artwork foi
minuciosa e superiormente elaborado pelo Smoke Signals Studio.
Estamos na presença de um álbum verdadeiramente agradável, esmerado e delirante
que provocará na alma do ouvinte uma intensa e demorada ressaca espiritual.
Ofusquem-se na extasiante e resplandecente sublimidade de ‘Jungla’ e
vivenciem um dos mais deslumbrantes discos lançados em 2017.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Review: ⚡ Witchfinder - 'Witchfinder' (2017) ⚡
Da cidade francesa de Clermont-Ferrand chega-nos o enigmático,
fumarento e demoníaco álbum de estreia do power-trio
Witchfinder. Lançado no passado dia
2 de Maio em formato digital e fundamentado num intrigante, obscuro e aterrador
Psych Doom que se enlameia nos viscosos pântanos do corrosivo, áspero e
nebuloso Sludge Metal, este
terrífico (no sentido elogioso da palavra) ‘Witchfinder’ sombreara e
enfeitiçara a minha alma do primeiro ao derradeiro tema. A sua sonoridade tirânica,
soturna e carregada agiganta-se numa monolítica e poderosa avalanche de funesta
e luciférica reverberação que nos desgasta, arrasa e narcotiza ao longo dos 42
minutos de duração. Este imperioso disco encerra uma essência ritualística que
nos seduz, hipnotiza e converte em seus devotos evangelizadores. É demasiado
fácil tombar o semblante de encontro ao peito, cerrar as pálpebras e nos
deixarmos conduzir pela atmosfera melancólica, desolada e cataclísmica de ‘Witchfinder’
ao profano som de uma guitarra medonha e sombria que se fortifica em riffs robustos, sepulcrais e
depressores, um baixo corpulento de linhas pausadas, pulsantes e opressivas,
uma bateria trovejante de galope pesado e vagaroso, e ainda uma voz sinistra, fantasmagórica
e penetrante que nos enluta e atemoriza. O luxuoso e excepcional artwork é da autoria do virtuoso
ilustrador Maciej Kamuda que
traduzira na perfeição para o universo visual tudo o que a inquisidora sonoridade
deste disco nos segreda. ‘Witchfinder’ é um álbum verdadeiramente
imponente que nos encobre com a sua profunda e intensa escuridão e nos sepulta
num perpétuo e febril estádio de prostração. Este é muito possivelmente o mais
sublime e provocante álbum de Doom
que comungara em 2017 e certamente um dos mais elogiados e condecorados no
final do mesmo. Entreguem-se a esta influente e envolvente cerimónia profana
que vos dominará e encaminhará ao lado eclipsado da existência humana.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
terça-feira, 2 de maio de 2017
Review: ⚡ Petyr - 'Petyr' (2017) ⚡
Da cidade californiana de San Diego (EUA) – a meca do Heavy Psych
– chega-nos o homónimo álbum de estreia da jovem banda Petyr com o seu lançamento nos formatos físicos de CD e vinil agendado
para o próximo dia 19 de Maio pela mão do selo discográfico nova iorquino Outer Battery Records. Liderado por Riley Hawk (filho do lendário skater Tony Hawk) este quarteto ofensivo
pratica um empolgante, vibrante e abrasador Heavy Psych fortemente influenciado pela intrigante, monolítica e prepotente
obscuridade de Black Sabbath, o
requintado, delirante, radioso e perfumado psicadelismo oriental de Flower Travellin’ Band e ainda apadrinhados pelas hipnóticas,
exóticas e alucinantes jam’s dos
seus conterrâneos Earthless. A inflamante
e absorvente sonoridade de ‘Petyr’ representa uma atordoante,
poderosa e eletrizante descarga de Heavy
Psych setentista que nos comove e
euforiza do primeiro ao último tema. Na composição desta soberana, furiosa e
titânica avalanche sonora – que nos arrasa sem qualquer dó nem piedade – estão duas guitarras desmesuradamente extasiantes
que nos sombreiam, seduzem e intimidam com os seus majestosos, corpulentos e
enigmáticos riffs Sabbath’icos, e se perdem e encontram em solos
verdadeiramente vertiginosos, gritantes e arrebatadores que nos esgrimam e
enlouquecem, um baixo possante, denso e reverberante de linhas sólidas, carregadas
e dançantes que persegue incansavelmente todas as desvairadas digressões das
guitarras, uma bateria tonificante, turbulenta e retumbante que cavalga e
governa com destacada explosividade toda esta descontrolada erupção de entusiasmo, e uma voz espectral,
luciférica e alucinógena que assombra a saturante atmosfera de ‘Petyr’.
Este é provavelmente o meu álbum favorito lançado até ao momento em solo de
2017. Um disco vacinado com adrenalina que drena todas as nossas inibições e
nos detona de um intenso e desgovernado prazer. Enfrentem toda esta enérgica e
veemente ebulição de libertadora euforia e vivenciem um dos mais excitantes
discos de Heavy Psych dos últimos
anos.
Links:
Bandcamp
Outer Battery
Bandcamp
Outer Battery
segunda-feira, 1 de maio de 2017
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