sexta-feira, 5 de maio de 2017

🔥 Radio Moscow - "250 Miles" @ Grange à Musique (2012)

Doctor Cyclops (live)

Heavy Birthday Bill Ward!

Review: ⚡ Cachemira - 'Jungla' (2017) ⚡

Cachemira é hoje – muito possivelmente – a minha banda preferida da vizinha Espanha. Formado das cinzas de Prisma Circus e da aparente reforma temporária de bandas como 1886 e Brain Pyramid, este apurado e euforizante power-trio enraizado na cidade de Barcelona conquistara-me no primeiro encontro. Foi lotado das mais elevadas expectativas que os vi subir ao palco na passada edição do festival Sonic Blast Moledo (review aqui) e a sua prestação ao vivo deixou-me totalmente estarrecido, fascinado e em constante salivação pelo lançamento do seu tão aguardado álbum de estreia. ‘Jungla’ é a designação deste portentoso disco que na próxima semana será oficialmente lançado pelo selo discográfico romano Heavy Psych Sounds nos formatos físicos de CD e vinil, e nele vigora um elegante, entusiástico e ardente Heavy Psych N’ Blues recuperado dos dourados e carismáticos 70’s. A sua sonoridade verdadeiramente extravagante, hipnótica e galopante – que se passeia equilibradamente pela ténue linha entre a doce e envolvente contemplação e a inflamante e contagiante excitação – tem o dom de nos amotinar numa intensa comoção de prazer que nos comove e endoidece ao longo dos 33 minutos que incorporam este requintadíssimo ‘Jungla’. Deixem-se conduzir à estonteante boleia de uma guitarra sublime e absorvente que se serpenteia envaidecidamente em voluptuosos, exóticos e intrigantes riffs e se transcende em eróticos, estonteantes e furiosos solos, uma voz corpulenta, escarpada e destemperada que contrasta na perfeição com o primor instrumental, um baixo dançante e reverberante de linhas magnéticas, sólidas, robustas e torneadas que veleja livremente os majestosos mares de Cachemira, e ainda uma bateria verdadeiramente aliciante que com as suas incríveis e mirabolantes acrobacias – regadas a perícia e emoção – esporeia toda esta desvairada e exuberante cavalgada. O irrepreensível, preclaro e adorável artwork foi minuciosa e superiormente elaborado pelo Smoke Signals Studio. Estamos na presença de um álbum verdadeiramente agradável, esmerado e delirante que provocará na alma do ouvinte uma intensa e demorada ressaca espiritual. Ofusquem-se na extasiante e resplandecente sublimidade de ‘Jungla’ e vivenciem um dos mais deslumbrantes discos lançados em 2017.

All Them Witches | Lightning 100

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Pelican - "March To The Sea" (2005)

🤘 May the Doom be with You!

Weedpecker - "Liquid Sky" (2017)

Review: ⚡ Witchfinder - 'Witchfinder' (2017) ⚡

Da cidade francesa de Clermont-Ferrand chega-nos o enigmático, fumarento e demoníaco álbum de estreia do power-trio Witchfinder. Lançado no passado dia 2 de Maio em formato digital e fundamentado num intrigante, obscuro e aterrador Psych Doom que se enlameia nos viscosos pântanos do corrosivo, áspero e nebuloso Sludge Metal, este terrífico (no sentido elogioso da palavra) ‘Witchfinder’ sombreara e enfeitiçara a minha alma do primeiro ao derradeiro tema. A sua sonoridade tirânica, soturna e carregada agiganta-se numa monolítica e poderosa avalanche de funesta e luciférica reverberação que nos desgasta, arrasa e narcotiza ao longo dos 42 minutos de duração. Este imperioso disco encerra uma essência ritualística que nos seduz, hipnotiza e converte em seus devotos evangelizadores. É demasiado fácil tombar o semblante de encontro ao peito, cerrar as pálpebras e nos deixarmos conduzir pela atmosfera melancólica, desolada e cataclísmica de ‘Witchfinder’ ao profano som de uma guitarra medonha e sombria que se fortifica em riffs robustos, sepulcrais e depressores, um baixo corpulento de linhas pausadas, pulsantes e opressivas, uma bateria trovejante de galope pesado e vagaroso, e ainda uma voz sinistra, fantasmagórica e penetrante que nos enluta e atemoriza. O luxuoso e excepcional artwork é da autoria do virtuoso ilustrador Maciej Kamuda que traduzira na perfeição para o universo visual tudo o que a inquisidora sonoridade deste disco nos segreda. ‘Witchfinder’ é um álbum verdadeiramente imponente que nos encobre com a sua profunda e intensa escuridão e nos sepulta num perpétuo e febril estádio de prostração. Este é muito possivelmente o mais sublime e provocante álbum de Doom que comungara em 2017 e certamente um dos mais elogiados e condecorados no final do mesmo. Entreguem-se a esta influente e envolvente cerimónia profana que vos dominará e encaminhará ao lado eclipsado da existência humana.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Paterson (2016) de Jim Jarmusch ★★★★★

IMDB

Sleep @ Desertfest London (2017)

🎧 The Zanibar Aliens - 'Space Pigeon' (2017)

Honeymoon Disease | The Sign Records

Review: ⚡ Petyr - 'Petyr' (2017) ⚡

Da cidade californiana de San Diego (EUA) – a meca do Heavy Psych – chega-nos o homónimo álbum de estreia da jovem banda Petyr com o seu lançamento nos formatos físicos de CD e vinil agendado para o próximo dia 19 de Maio pela mão do selo discográfico nova iorquino Outer Battery Records. Liderado por Riley Hawk (filho do lendário skater Tony Hawk) este quarteto ofensivo pratica um empolgante, vibrante e abrasador Heavy Psych fortemente influenciado pela intrigante, monolítica e prepotente obscuridade de Black Sabbath, o requintado, delirante, radioso e perfumado psicadelismo oriental de Flower Travellin’ Band e ainda apadrinhados pelas hipnóticas, exóticas e alucinantes jam’s dos seus conterrâneos Earthless. A inflamante e absorvente sonoridade de ‘Petyr’ representa uma atordoante, poderosa e eletrizante descarga de Heavy Psych setentista que nos comove e euforiza do primeiro ao último tema. Na composição desta soberana, furiosa e titânica avalanche sonora – que nos arrasa sem qualquer dó nem piedade –  estão duas guitarras desmesuradamente extasiantes que nos sombreiam, seduzem e intimidam com os seus majestosos, corpulentos e enigmáticos riffs Sabbath’icos, e se perdem e encontram em solos verdadeiramente vertiginosos, gritantes e arrebatadores que nos esgrimam e enlouquecem, um baixo possante, denso e reverberante de linhas sólidas, carregadas e dançantes que persegue incansavelmente todas as desvairadas digressões das guitarras, uma bateria tonificante, turbulenta e retumbante que cavalga e governa com destacada explosividade toda esta descontrolada erupção de entusiasmo, e uma voz espectral, luciférica e alucinógena que assombra a saturante atmosfera de ‘Petyr’. Este é provavelmente o meu álbum favorito lançado até ao momento em solo de 2017. Um disco vacinado com adrenalina que drena todas as nossas inibições e nos detona de um intenso e desgovernado prazer. Enfrentem toda esta enérgica e veemente ebulição de libertadora euforia e vivenciem um dos mais excitantes discos de Heavy Psych dos últimos anos.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Dinosaur Jr. | Strombo Sessions

Acid King @ Heavy Days In Doomtown

JOY @ Roadburn Festival (2017)

The Well @ DesertFest Berlin (2017)

Desert Generator 2017

Brant Bjork - "Too Many Chiefs" [Session Live]

🛶 Mythic Sunship - 'Land Between Rivers' (2017)