quarta-feira, 10 de maio de 2017
terça-feira, 9 de maio de 2017
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Review: ⚡ Siena Root - 'A Dream of Lasting Peace' (2017) ⚡
Siena
Root
é hoje uma das mais elogiadas, carismáticas e respeitadas bandas europeias do lado
underground da música Rock. Com uma admirável,
criativa e produtiva carreira que caminha saudavelmente para a marca dos quinze
anos de actividade, esta formação sueca acaba de lançar o seu novo e sétimo
álbum chamado ‘A Dream of Lasting Peace’ pela mão do selo discográfico
germânico MIG nos formatos físicos
de CD e vinil. Antes de traduzir para a escrita tudo o que este novo álbum
provocara em mim, é justo começar por revelar que Siena Root se trata de uma das mais prestigiadas bandas da minha
vida e tê-la vivenciado ao vivo na primavera do passado ano de 2016 (review aqui) representara a tão
ansiada realização de um dos mais maduros e idosos sonhos musicais. Este fascinante
quinteto sediado na cidade de Estocolmo
– há muito dedicado ao perfumado, mélico e requintado Psych Rock em hipnótica e sensual consonância com um primoroso,
exuberante e prazeroso Blues e
conduzido por um provocante, luxurioso e dançante Prog Rock de natureza setentista
– pode muito bem orgulhar-se da criação de ‘A Dream of Lasting Peace’ que
encerra uma desarmante, comovente e estarrecedora elegância sonora capaz de nos
namorar e encantar do primeiro ao derradeiro tema. Há algo de interminavelmente
deslumbrante na essência de ‘A Dream of Lasting Peace’ que nos envolve,
arrebata e extasia com intenso fulgor. Juntem-se a esta apaixonante e simbiótica caravana à incrível boleia de uma guitarra atraente que se manifesta em doces,
agradáveis e voluptuosos acordes e se entusiasma em lascivos, sublimes e
extraordinários solos, um perfumado órgão detidamente entregue a bailados extravagantes,
ostentosos e magnetizantes, um baixo sussurrante de linhas torneadas, robustas,
vistosas e oscilantes, uma bateria vivaz de inventivas, ligeiras e esplendorosas
acrobacias, e ainda uma voz quente, harmoniosa, polida e oleada que condimenta na
perfeição este magnífico ‘A Dream of Lasting Peace’.
Pulverizem a vossa alma com esta inebriante fragância sonora de Siena Root e deixem-se absorver pela
graciosidade, primor e delicadeza de um dos mais sublimes discos lançados em 2017.
domingo, 7 de maio de 2017
sábado, 6 de maio de 2017
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Review: ⚡ Cachemira - 'Jungla' (2017) ⚡
Cachemira é hoje – muito possivelmente – a minha banda preferida da vizinha Espanha.
Formado das cinzas de Prisma Circus e da aparente reforma
temporária de bandas como 1886 e Brain Pyramid,
este apurado e euforizante power-trio enraizado na cidade de Barcelona conquistara-me
no primeiro encontro. Foi lotado das mais elevadas expectativas que os vi subir
ao palco na passada edição do festival Sonic Blast Moledo (review aqui)
e a sua prestação ao vivo deixou-me totalmente estarrecido, fascinado e em constante
salivação pelo lançamento do seu tão aguardado álbum de estreia. ‘Jungla’ é
a designação deste portentoso disco que na próxima semana será oficialmente
lançado pelo selo discográfico romano Heavy Psych Sounds nos
formatos físicos de CD e vinil, e nele vigora um elegante, entusiástico e
ardente Heavy Psych N’ Blues recuperado dos dourados e
carismáticos 70’s. A sua sonoridade verdadeiramente extravagante, hipnótica e
galopante – que se passeia equilibradamente pela ténue linha entre a doce e
envolvente contemplação e a inflamante e contagiante excitação – tem o dom de
nos amotinar numa intensa comoção de prazer que nos comove e endoidece ao longo
dos 33 minutos que incorporam este requintadíssimo ‘Jungla’.
Deixem-se conduzir à estonteante boleia de uma guitarra sublime e absorvente
que se serpenteia envaidecidamente em voluptuosos, exóticos e intrigantes riffs e
se transcende em eróticos, estonteantes e furiosos solos, uma voz corpulenta,
escarpada e destemperada que contrasta na perfeição com o primor instrumental,
um baixo dançante e reverberante de linhas magnéticas, sólidas, robustas e
torneadas que veleja livremente os majestosos mares de Cachemira, e
ainda uma bateria verdadeiramente aliciante que com as suas incríveis e
mirabolantes acrobacias – regadas a perícia e emoção – esporeia toda esta
desvairada e exuberante cavalgada. O irrepreensível, preclaro e adorável artwork foi
minuciosa e superiormente elaborado pelo Smoke Signals Studio.
Estamos na presença de um álbum verdadeiramente agradável, esmerado e delirante
que provocará na alma do ouvinte uma intensa e demorada ressaca espiritual.
Ofusquem-se na extasiante e resplandecente sublimidade de ‘Jungla’ e
vivenciem um dos mais deslumbrantes discos lançados em 2017.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Review: ⚡ Witchfinder - 'Witchfinder' (2017) ⚡
Da cidade francesa de Clermont-Ferrand chega-nos o enigmático,
fumarento e demoníaco álbum de estreia do power-trio
Witchfinder. Lançado no passado dia
2 de Maio em formato digital e fundamentado num intrigante, obscuro e aterrador
Psych Doom que se enlameia nos viscosos pântanos do corrosivo, áspero e
nebuloso Sludge Metal, este
terrífico (no sentido elogioso da palavra) ‘Witchfinder’ sombreara e
enfeitiçara a minha alma do primeiro ao derradeiro tema. A sua sonoridade tirânica,
soturna e carregada agiganta-se numa monolítica e poderosa avalanche de funesta
e luciférica reverberação que nos desgasta, arrasa e narcotiza ao longo dos 42
minutos de duração. Este imperioso disco encerra uma essência ritualística que
nos seduz, hipnotiza e converte em seus devotos evangelizadores. É demasiado
fácil tombar o semblante de encontro ao peito, cerrar as pálpebras e nos
deixarmos conduzir pela atmosfera melancólica, desolada e cataclísmica de ‘Witchfinder’
ao profano som de uma guitarra medonha e sombria que se fortifica em riffs robustos, sepulcrais e
depressores, um baixo corpulento de linhas pausadas, pulsantes e opressivas,
uma bateria trovejante de galope pesado e vagaroso, e ainda uma voz sinistra, fantasmagórica
e penetrante que nos enluta e atemoriza. O luxuoso e excepcional artwork é da autoria do virtuoso
ilustrador Maciej Kamuda que
traduzira na perfeição para o universo visual tudo o que a inquisidora sonoridade
deste disco nos segreda. ‘Witchfinder’ é um álbum verdadeiramente
imponente que nos encobre com a sua profunda e intensa escuridão e nos sepulta
num perpétuo e febril estádio de prostração. Este é muito possivelmente o mais
sublime e provocante álbum de Doom
que comungara em 2017 e certamente um dos mais elogiados e condecorados no
final do mesmo. Entreguem-se a esta influente e envolvente cerimónia profana
que vos dominará e encaminhará ao lado eclipsado da existência humana.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
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