sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Review: ⚡ Stew - 'People' (2019) ⚡

Depois de no passado ano ter lançado o muito promissor EP ‘Hot’ (desconstruído e reverenciado aqui), o power-trio nórdico Stew ressurge agora com a exposição integral de ‘People’, o seu tão ansiado álbum de estreia. Oficialmente lançado hoje mesmo pelo afamado selo discográfico californiano Ripple Music sob a forma física de CD e vinil, este inspirado primeiro trabalho de longa duração da jovem banda enraizada na pequena e pacata cidade de Lindesberg (situada no sul da Suécia) traz-nos a aromática e lasciva ardência de um fogoso, melódico e ostentoso Blues Rock de roupagem revivalista e (in)discreta vocação ZZ Top’eana aliada à desarmante e contagiante imponência de um elegante, carismático e provocante Classic Rock executado à boa moda dos gloriosos anos 70 e de onde facilmente se apalada e reconhece uma adorável reminiscência Led Zeppelin’esca fielmente resgatada do final dos irreverentes 60's. A sua sonoridade libidinosa, inflamante e pomposa conjuga na perfeição deleitosas, frescas e harmoniosas baladas de transbordante, idílica e magnetizante sensibilidade, com extravagantes, instigantes e poderosas galopadas de adrenalina à flor da pele, num admirável equilíbrio de emoções que nos mantém de entusiasmo e fascinação firmemente estimulados do primeiro ao derradeiro tema. São 38 minutos totalmente envoltos num clima risonho de luminância e fragrância primaveris que nos faz inalá-los e vivenciá-los de alma arrebatada, olhar deslumbrado e sorriso desenhado no rosto. Este cativante tridente de reinantes instrumentos empunhados e toda uma apaixonante e dialogante simbiose a articulá-los lança-se numa encantadora e inspiradora passeata musical de onde sobressai uma sumptuosa e garbosa guitarra de serpenteantes, refinados e dançantes Riffs desenhados a volúpia e conduzidos a destreza, de onde se arborizam e enfatizam aparatosos, excêntricos, principescos e vaidosos solos, um hipnotizante baixo de reverberação bafejada em linhas oscilantes, fluídas, torneadas e dançantes, uma acrobática bateria de ritmicidade eficiente, caprichada, vivificante e arrojada, e uma primorosa e prodigiosa voz de simetria charmosa, altiva e melodiosa que de forma impactante condimenta e abrilhanta todo este esplendoroso álbum. ‘People’ é um apoteótico registo lavrado a distinta primazia que me enfeitiçara e extasiara sem qualquer moderação. E é ainda afogueado e tomado pela sua intensa sensualidade que o premeio como um dos discos mais formosos de 2019. Irrepreensível e imaculado aos meus ouvidos. Bronzeiem-se e melifiquem-se nele.

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