sábado, 8 de dezembro de 2012
Sun River - Sun River (2012)
Vai ser fácil imaginar toda uma primavera
soerguer-se em solos outonais. Vai ser fácil imaginar todo um planeta de
planícies
verdejantes onde o sol oscila e o vento rebola soltando estridentes
gargalhadas. Vai ser fácil erradicar todos os sinónimos de tristeza que
os
dicionários contêm. Vai ser fácil sorrir e olhar todo o paralelismo
circundante
com ternura e amor. Vai ser fácil cerrar as pálpebras e levitar rumo à
mais
distante ebriedade que a nossa alma escavara. Vai ser fácil viver em
perfeita
harmonia com toda uma profusão de cor e luz. Vai ser fácil contemplar
toda a infinidade
de um celestial céu azul e um sol que explode de boa saúde. Vai ser
fácil vomitar todo um oceano de êxtase e cair pelos delirantes campos
que o sol beijou.
Com este disco, vai ser fácil imaginar tudo isto. Vai ser fácil viver tudo isto.
Com este disco, vai ser fácil imaginar tudo isto. Vai ser fácil viver tudo isto.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
Lawless, o bom cinema de gangster's ainda respira!
Já tinha (muitas) saudades de
assistir a um filme de gangster's. A um bom filme de gangster's. Quando soube que
Lawless estava em fase de rodagem, fiquei realmente entusiasmado e inquieto.
Não contasse com um dos meus actores favoritos, Tom Hardy, para além de contar,
também, com um restante elenco verdadeiramente de luxo (como é o caso de Guy
Pearce, Jessica Chastain e Gary Oldman). Lawless conta a história de três
irmãos, produtores de whiskey em plena Lei
Seca. Tom Hardy (na pele do destemido Forrest Bondurant) lidera este trio
unido pelo mesmo sangue na sua cavalgada para lá da lei. Mas há uma ínfima distância
entre a margem domada pela lei e a margem domada pelos fora-da-lei. E é aqui
que Guy Pearce (no papel do sádico agente Charlie Rakes) entra em cena. Com uma
caracterização autenticamente ditatorial, a conduta de Rakes é regida por princípios
(ou falta deles?) corruptos ludibriados pelo longo sobretudo que a lei empunha.
Lawless é um filme de uma elegância visual tremenda, e de uma caracterização
bastante interessante. De realçar, ainda, a envolvente banda sonora a cargo de
Nick Cave. Vai ser fácil cerrarmos os punhos quando Forrest Bondurant
surpreender os seus oponentes com socos certeiros, bem como chorar quando este
cair e acharmos não mais se levantar. Aplaudo ininterruptamente John Hillcoat
pela realização exemplar de um belíssimo filme de gangster's como o cinema já
não via há uns bons anos. Lawless é um tributo ao amor e à união familiar. Já
Don Vito Corleone dizia (em "The Godafather"): “A
Família é tudo.”. Um dos (muitos) filmes da minha vida. sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Continua a conduzir...
Continua a conduzir. Quero
sentir-me afastar desta cidade. Quero observar todas as suas luzes esbaterem através
desta janela fustigada pela força da chuva, e desvanecerem-se no âmago desta
fria noite de outono. Dá-me a tua mão, quero sentir-te determinada. Para trás,
só ficam as memórias do mais intenso e prolongado preliminar emocional das
nossas vidas. Em frente, esperam-nos as calmas e apaziguantes planícies da mais
bela certeza que retirara a mordaça dos nossos corações. Quero estender o meu
olhar pela estrada fora e sentir os faróis desbravarem o negrume da noite.
Quero ouvir todo este silêncio reconfortante que nos anestesia e embebeda. Quero
ver os teus lábios romperem ao longo do rosto e esculpirem o mais belo sorriso
que o homem conhecera. Quero ouvir o teu mais sincero suspiro num disparo de fragância
emotiva. Somos os únicos herdeiros da eternidade. Aqueles de quem o esquecimento
se lembra ininterruptamente. Somos a personificação conjunta da ataraxia e os
eternos amamentados pela paixão. Somos abençoados. Somos os filhos desta infinita
estrada que vagueia pela vida e se estende para fora dela. Continua a conduzir…
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
No meu coração nascem Cactos!
We'll drive. Keep driving. Head out to the middle of nowhere, take that road as far as it takes us. You've never been west of Philly, have ya? This is a beautiful country, Monty, it's beautiful out there, like a different world. Mountains, hills, cows, farms, and white churches. I drove out west with your mother one time, before you was born. Brooklyn to the Pacific in three days. Just enough money for gas, sandwiches, and coffee, but we made it. Every man, woman, and child alive should see the desert one time before they die. Nothin' at all for miles around. Nothin' but sand and rocks and cactus and blue sky. Not a soul in sight. No sirens. No car alarms. Nobody honkin' atcha. No madmen cursin' or pissin' in the streets. You find the silence out there, you find the peace. You can find God. So we drive west, keep driving till we find a nice little town. These towns out in the desert, you know why they got there? People wanted to get way from somewhere else. The desert's for startin' over. Find a bar and I'll buy us drinks. I haven't had a drink in two years, but I'll have one with you, one last whisky with my boy. Take our time with it, taste the barley, let it linger. And then I'll go. I'll tell you don't ever write me, don't ever visit, I'll tell you I believe in God's kingdom and I'll see you and your mother again, but not in this lifetime. You'll get a job somewhere, a job that pays cash, a boss who doesn't ask questions, and you make a new life and you never come back. Monty, people like you, it's a gift, you'll make friends wherever you go. You're going to work hard, you're going to keep your head down and your mouth shut. You're going to make yourself a new home out there. You're a New Yorker, that won't ever change. You got New York in your bones. Spend the rest of your life out west but you're still a New Yorker. You'll miss your friends, you'll miss your dog, but you're strong. You got your mother's backbone in you, you're strong like she was. You find the right people, and you get yourself papers, a driver's license. You forget your old life, you can't come back, you can't call, you can't write. You never look back. You make a new life for yourself and you live it, you hear me? You live your live the way it should have been. But maybe, this is dangerous, but maybe after a few years you send word to Naturelle. You get yourself a new family and you raise them right, you hear me? Give them a good life, Monty. Give them what they need. You have a son, maybe you name him James, it's a good strong name, and maybe one day years from now years after I'm dead and gone reunited with your dear ma, you gather your whole family around and tell them the truth, who you are, where you come from, you tell them the whole story. Then you ask them if they know how lucky there are to be there. It all came so close to never happening. This life came so close to never happening.
25th Hour (2002)
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
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