quarta-feira, 16 de abril de 2014

domingo, 13 de abril de 2014

Humo del Cairo - Cauce


Om - At Giza


Yawning Man, a alcateia!


Charles Bukowski

“I’ve never been lonely. I’ve been in a room — I’ve felt suicidal. I’ve been depressed. I’ve felt awful — awful beyond all — but I never felt that one other person could enter that room and cure what was bothering me…or that any number of people could enter that room. In other words, loneliness is something I’ve never been bothered with because I’ve always had this terrible itch for solitude. It’s being at a party, or at a stadium full of people cheering for something, that I might feel loneliness. I’ll quote Ibsen, “The strongest men are the most alone.” I’ve never thought, “Well, some beautiful blonde will come in here and give me a fuck-job, rub my balls, and I’ll feel good.” No, that won’t help. You know the typical crowd, “Wow, it’s Friday night, what are you going to do? Just sit there?” Well, yeah. Because there’s nothing out there. It’s stupidity. Stupid people mingling with stupid people. Let them stupidify themselves. I’ve never been bothered with the need to rush out into the night. I hid in bars, because I didn’t want to hide in factories. That’s all. Sorry for all the millions, but I’ve never been lonely. I like myself. I’m the best form of entertainment I have. Let’s drink more wine!”

@ Ufomammut

@ Windhand

quarta-feira, 9 de abril de 2014

The Re-Stoned - Analog (2011)

“Analog” é uma deslumbrante odisseia para lá da servidão gravitacional, que nos deixa num profundo estado orgiástico e levítico. Uma viagem a bordo da Soyuz (nave espacial soviética) aureolada por uma euforia dominante que nos convida ao desmaio lúcido. Sintam-se exilados nesta exuberante, hipnotizante e mirífica dança sensorial. Este trio moscovita apresenta em “Analog” uma verdadeira apologia ao que de melhor se leveda na vertente mais espacial e psicadélica do Rock. Agarrem-se bem a esta guitarra hendrixeana que nos seduz e conduz a estados mentais nunca antes explorados. Uma guitarra indomável que se perde e encontra num devaneio sideral. Deixem que este baixo vos varra a consciência para o canto mais recôndito do Cosmos e submeta aos evanescentes vislumbres da aurora espiritual. Um baixo mirabulante que perfuma e entorpece os nossos sentidos com invioláveis sedativos. Soltem a cabeça numa dança oscilante conduzida por uma bateria penetrante que nos fascina e obriga à imersão opiácea. 

Este é o meu disco de eleição (proveniente de uma discografia de desmesurada qualidade) deste trio russo de instrumentos apontados aos céus. Disfrutem desta viagem narcotizada onde o Blues se embriaga e vagueia pelas infinitas e repousantes estradas de um Cosmos adormecido, que boceja ventos de inenarrável beleza.


The Lonesome Traveller (1960)

“Contava com uma experiência que os homens raramente conquistam neste mundo moderno: a completa e confortável solidão num ermo, dia e noite – sessenta e três dias e noites para ser exacto.”

Jack Kerouac