sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

🩸 Black Sabbath

🪐 Pink Floyd

Review: 💫 Kanaan - 'Diversions Vol. 1: Softly Through Sunshine' (2022) 💫

★★★★☆

Com seis álbuns na sua estante discográfica e sem um único passo em falso a apontar-lhes, os noruegueses Kanaan são hoje uma das minhas bandas de eleição. Combinando o Jazz como figura reinante – género musical da sua formação académica – com o Psychedelic Rock, Space Rock, Krautrock e até o Experimental, este tridente escandinavo, natural da cidade-capital Oslo, presenteia invariavelmente os seus ouvintes com propostas ousadas, mas imensamente inovadoras e aliciantes. Contando com o reforço pontual de um teclista e empolando a sua veia curiosa e experimental a níveis nunca antes alcançados na musicalidade da banda, os Kanaan descortinam ‘Diversions Vol. 1: Softly Through Sunshine’ – através de quatro edições coloridas e ultra-limitadas a 100 unidades cada em vinil, bem como sob a forma digital – pela mão do selo discográfico local Jansen Records. Magicada por um esdrúxulo, exploratório e desregrado experimentalismo de alquimia electrónica, arejada por um milagroso, odoroso e pastoral psicadelismo de ambiência onírica e clima estival, e efervescida por um expressivo, anguloso, imaginativo e majestoso Jazz-Rock de impressivos e explosivos resvalos Avant-garde, a sonoridade camaleónica deste sexto trabalho de longa duração do engenhoso power-trio norueguês (aqui metamorfoseado em quarteto) passeia-se do embaciado, etéreo e ensolarado minimalismo de instrumentos amainados ao hermético, magnético e labiríntico espalhafato de instrumentos em sónica debandada. Oxigenado por simbióticas, ácidas e espontâneas Jams de natureza instrumental e contrastados moods que ricocheteiam entre a relaxante e bucólica quietação e a alucinante e claustrofóbica ebulição, ‘Diversions Vol. 1: Softly Through Sunshine’ é uma rebuscada obra de complexidade estética que se agiganta progressivamente em nós com o acumular de renovadas audições. Percam-se e encontrem-se por entre os luminosos acordes e aparatosos solos de uma guitarra bailante, as tonificadas reverberações de um baixo hipnotizante, os coices endiabrados de uma bateria ciclónica, e toda uma encantadora profusão de harmoniosos teclados que orvalham a madrugada deste paradisíaco sonho acordado. Este é um álbum de personalidade bipolar onde a aprumada arrumação e a indisciplinada balbúrdia coabitam e dialogam em afável cumplicidade. Abram as janelas laterais da vossa mente e experienciem com detido fascínio este novo rasgo criativo dos sempre imprevisíveis Kanaan.

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 Jansen Records

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

💃 Goma - "Madre Tierra" (1975)

🙏 Al Cisneros is my spirit animal.

🙌 Lemmy Kilmister // Motörhead

🔌 КОМВУИАТ ЯОВОТЯОИ @ Dickfehler Session No. 1

Review: 🪐 КОМВУИАТ ЯОВОТЯОИ - 'Dickfehler Studio Treffen 2' (2022) 🪐

★★★★★

Dois anos após o lançamento da primeira parte da sublimada e exploratória jam-session intitulada ‘Dickfehler Studio Treffen’ (aqui vivamente experienciada e textualmente narrada), eis que os cosmonautas germânicos de instrumentos empunhados Kombynat Robotron disponibilizam agora o tão aguardado segundo capítulo desta fantástica odisseia. Lançado nos formatos digital e LP pela mão da fértil discográfica britânica Drone Rock Records, este fascinante registo de essência instrumental – o vigésimo do quarteto sediado na cidade de Kiel em apenas quatro anos de inesgotável criatividade e imparável produção discográfica – gravita em órbita de um magnético, esponjoso e morfínico Krautrock de propulsão astral – aliado a um intoxicante, balsâmico e delirante Psychedelic Rock de absorvente textura Drone’sca, e um deslumbrante, etéreo e viajante Space Rock com vista panorâmica para as estrelas. Irrigada por generosas doses de um alienígena e refrescante experimentalismo que se manifesta de forma livre, sem fronteiras que o espartilhem, a apaziguante, embrumada e narcotizante sonoridade de ‘Dickfehler Studio Treffen 2’ desenraíza o ouvinte da gravidade terrestre e embala-o numa adorável, inescapável e transcendente hipnose pela desmesurada vacuidade de um Cosmos sonolento. De pálpebras seladas, narinas dilatadas, cabeça entorpecida e pesadamente baloiçada de ombro a ombro, e espírito profundamente enfeitiçado, vagueamos e naufragamos prazerosamente na eterna vertigem de Kombynat Robotron sem garantias de um regresso ao ponto de partida. Capturados e relaxados pela lisérgica sedução que as suas intuitivas, ácidas e evolutivas jams exalam, embalamos numa ataráxica levitação – reproduzida em slow-motion – de encontro ao tão almejado transe espiritual. Na composição deste poderoso opiáceo estão duas guitarras embriagadas que se envolvem e revolvem num flirt de obcecantes, libidinosos e contagiosos acordes de onde são destilados solos mirabolantes, frígidos e ecoantes, um baixo liderante – balanceado a linhas pulsantes, hipnóticas e ondeantes – que soletra repetida e incansavelmente todas as sílabas do riff-base, e uma bateria minimal – tiquetaqueada a uma repetitiva precisão robótica – que pauta toda esta entontecida narcose com o inflexível rigor de um relógio suíço. São 44 minutos – compartimentados em quatro longas faixas – dissolvidos na abissal intimidade de um sono profundo que nos massaja o cerebelo e estaciona num inamovível estádio de transe. Não vai ser nada fácil – ou sequer desejado – despertar disto.

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

⛪️ MOUNDRAG - "Shade in the Night" (live, 2022)

📺 All Them Witches - "Hush, I'm On TV" (2022)

London Odense Ensemble - "Casper's Green" (2023, El Paraiso Records)

🌴 London Odense Ensemble - 'Jaiyede Sessions Vol. 2' (01/2023, El Paraiso Records)

🎧 Elder - 'Innate Passage' (2022, Armageddon Shop & Stickman Records)

🎁 Mark Lanegan (25/11/1964 🎗 22/02/2022)

📸 Katrina Dickson