sábado, 25 de junho de 2016
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Review: ⚡ Pale Grey Lore - ‘Pale Grey Lore’ (2016) ⚡
É justo começar por admitir
que este é um dos álbuns que mais prazer me deu comungar nos últimos meses e ao
qual devo esta nebulosa e duradoura embriaguez que tarda em se dissipar no
lúcido e pálido silêncio que se instaurara logo após o final da audição. Simbolizando
a estreia deste power-trio natural de
Columbus, Ohio (EUA) apelidado de Pale Grey Lore, este álbum homónimo aprisiona
um empolgante e dançante Heavy Psych
de assustadoras feições Doom’escas e rebeldes ares Garage’iros que depressa nos converte em seus devotos seguidores. Baseado
numa sonoridade vigorosa, cáustica e inquisidora que se galanteia com delicadeza,
este ‘Pale
Grey Lore’ representa o lado mais mélico e harmonioso do Psych Doom. Toda esta fascinante
cavalgada é nutrida por uma portentosa guitarra de bailados luciféricos que ruge
intimidantes, densos e monolíticos riffs
que se perdem por entre os hipnóticos, delirantes e estonteantes solos que nos
chicoteiam, desvairam e induzem a uma doce e relaxante exaltação; um baixo sombrio
de linhas pulsantes, maciças e orgânicas que robustece toda esta titânica descarga
sonora, segurando com firmeza e autoridade as rédeas do riff; uma voz límpida e etérea que se passeia e sobressai com sensual
e encantadora elegância, e uma bateria explosiva e redentora – movida a um
ritmo crescentemente empolgante – que condimenta com emocionante distinção toda
esta intensa e poderosa avalanche sonora que nos arrasa e euforiza. Este é um
disco verdadeiramente sedutor que nos detém do primeiro ao último tema. Um
disco de deliciosa condução rítmica que nos domina, excita e incita a
vivenciá-lo de forma completamente submissa. Deixem-se enfeitiçar pela veemente
e narcotizante radiância de Pale Grey
Lore e sintam-se transcender numa ininterrupta e desvairada erupção de prazer.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
quarta-feira, 22 de junho de 2016
terça-feira, 21 de junho de 2016
Review: ⚡ If These Trees Could Talk - ‘The Bones of a Dying World’ (2016) ⚡
Apesar de nos últimos anos
me ter distanciado do Post-Rock e redirecionado
a minha atenção para outros segmentos musicais, os americanos If These Trees Could Talk são sempre
motivo de regressar a esta vertente tão estética e cinematográfica da música
Rock. Depois de lançados ‘Above the Earth, Below the Sky’
(2009) e ‘Red Forest’ (2012), este quinteto sediado na cidade de Akron (Ohio, EUA) acaba de desprender o
sublime e hipnótico ‘The Bones of a Dying World’ via Metal Blade Records. Este álbum de natureza sonhadora apresenta-nos
um deslumbrante e outonal Post-Rock -
conduzido com desarmante sensibilidade e lubricidade – que desagua num robusto,
cáustico e redentor Post-Metal capaz
de nos agitar prazerosamente. A sua fascinante sonoridade projecta em nós toda
uma fantástica narrativa visual que nos acompanha do primeiro ao último tema de
‘The
Bones of a Dying World’. É verdadeiramente relaxante deixarmo-nos
seduzir e conduzir pelos inventivos, plangentes e rendilhados solos de três
guitarras orgiásticas em perfeita cumplicidade, e agigantarmo-nos à boleia dos
seus riffs densos, reverberantes e montanhosos.
Sintam o pesado e intimidatório bafo de um baixo sussurrante e depressivo que
se manifesta em obscuras e contemplativas linhas, e balanceiem os vossos corpos
ao entusiástico e excitante ritmo de uma bateria dinâmica de propensão ofensiva
que nos esporeia e fortalece toda esta radiosa, nebulosa e delirante comoção de
êxtase. Este é um dos álbuns mais sublimes e envolventes de 2016. Um álbum
criador de uma cúpula que nos reveste, massaja e encanta. Percam-se nas sagradas
e oníricas estradas de ‘The Bones of a Dying World’ e
testemunhem a resplandecente ataraxia irromper da soturnidade e ancorar na
vossa alma embriagada.
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Metal Blade Records
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Metal Blade Records
segunda-feira, 20 de junho de 2016
domingo, 19 de junho de 2016
sábado, 18 de junho de 2016
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Review: ⚡ Muddy Brothers - ‘Facing the Sky (Backwards)’ (2016) ⚡
Do outro lado do oceano Atlântico
chega-nos o entusiástico Heavy Psych N’ Blues do power-trio brasileiro Muddy
Brothers. Depois de lançados ‘Handmade’ (em 2013) e o EP ‘Seasick’
(em 2014), esta banda natural de Vila
Velha (no estado de Espírito Santo,
Brasil) lança o seu terceiro registo apelidado de ‘Facing the Sky (Backwards)’
via Läjä Records. Este novo álbum
encerra um cálido e inflamante Heavy
Psych Rock de influência Cream’eana aliado a um elegante e torneado Delta-Blues banhado pelo rio
Mississippi. Esta fervilhante mistura de sonoridades resulta numa extasiante
detonação de ritmos poderosos e sedutores que nos assaltam e inquietam do
primeiro ao último tema do disco. Fundamentado numa sonoridade desértica capaz
de nos bronzear e embriagar a alma, este ‘Facing the Sky (Backwards)’
provocara em mim um efeito de amor à primeira audição do qual ressacarei por
muito e muito tempo. Como ingredientes desta prazerosa descarga musical estão
uma deslumbrante guitarra de acordes dançantes e solos alucinantes que tanto se
transcende em eufóricos e desgovernados espasmos como se aquieta e passeia tranquilamente pelas poeirentas e contemplativas estradas sonoras deste álbum; um baixo hipnótico
de pulsação robusta, ondulada e bem demarcada que se serpenteia airosamente
pelas douradas e aveludadas dunas de ‘Facing the Sky (Backwards)’; uma
bateria estimulante e galopante que pauta e tonifica a musicalidade de Muddy Brothers com firmeza e
criatividade, e uma voz agradável, frígida e penetrante que se envaidece com
distinção. De destacar ainda os bailados sidéricos e delirantes de um sintetizador envolvente
que perfuma a atmosfera do tema que dá nome a este disco. ‘Facing the Sky (Backwards)’
é um álbum imensamente sedutor que tanto nos convida a vivenciar desinquietos
estados de exaltação como nos embalsama e mumifica num profundo estado morfínico.
Deixem-se encantar pela intensa radiação de Muddy Brothers num dos discos mais adoráveis de 2016.
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