quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
Review: ⚡ Against the Grain - 'Cheated Death' (2018) ⚡
Da populosa e industrial
cidade de Detroit (Michigan, EUA) chega-nos ‘Cheated Death’: o novo álbum do
poderoso quarteto ofensivo Against the
Grain. Lançado no passado dia 9 de Fevereiro e promovido pela mão do produtivo
e influente selo discográfico californiano Ripple
Music nos formatos físicos de CD e vinil, este excitante registo vem atestado,
robustecido e incendiado de um enérgico, desenfreado, explosivo e musculado Heavy Rock de atitude Punk que nos agarra, sacode e euforiza do
primeiro ao derradeiro tema. A sua sonoridade intensamente delirante, furiosa e
empolgante – balanceada entre o peso, a harmonia e a velocidade – arranca numa crescente,
vertiginosa e emocionante galopada sem travão à vista. Dispam-se de timidez, vistam-se
de ousadia, e apanhem uma das mais incríveis e alucinantes boleias sonoras ao
volante de duas guitarras assombrosas que se abraçam na monolítica edificação de
riffs imponentes, velozes,
turbulentos e majestosos, e se desenlaçam e dissipam em gritantes, desvairados,
coléricos e dilacerantes solos, uma voz fervilhante, colérica, áspera e
melodiosa, um baixo movediço de linhas pulsantes, dinâmicas, torneadas e
reverberantes, e uma bateria troante de acrobacias explosivas, vigorosas e
estonteantes que inflama e esporeia toda esta tirânica e caótica cavalgada nada
aconselhável a cardíacos. Este é um álbum tremendamente eletrizante que nos
deixa entregues a uma absorvente, saturada e violenta efervescência capaz de
nos irrigar e preencher de adrenalina. Um disco que nos faz dilatar as pupilas,
rufar o coração, e vibrar todos os membros e sentidos ao longo dos seus
impactantes 38 minutos de duração. Deixem-se atropelar e abalar pela fascinante,
insana e provocante impetuosidade transpirada de ‘Cheated Death’ e vivenciem
com total entrega e devoção um dos mais marcantes registos nascidos até ao
momento em 2018.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
domingo, 11 de fevereiro de 2018
Review: ⚡ Holy Mushroom - 'Moon' (2018) ⚡
Depois de em 2016 ter
comungado e devidamente elogiado o alucinógeno álbum de estreia ‘Holy
Mushroom’ (review aqui),
esta jovem formação hispânica enraizada na cidade nortenha de Oviedo (Astúrias, Espanha) motiva
agora uma renovada e lisonjeira dissertação ao seu segundo e novo álbum batizado
de ‘Moon’.
Lançado muito recentemente em formato digital através da sua página oficial de Bandcamp, este belo registo vem
empoeirado de um deslumbrante psicadelismo estelar resultante do admirável cruzamento
entre um requintado, fascinante e adornado Psych
Rock de perfumados ares Blues’eiros e um hipnótico, envolvente e lisérgico Space Rock que nos seduz, narcotiza e conduz pela infinita
espacialidade de um Cosmos deslumbrante. A sua sonoridade extasiante – tocada
com desarmante sensibilidade – tem em nós um efeito edénico que nos abraça e
nebuliza do primeiro ao derradeiro tema. São cerca de 43 minutos embebidos numa
misticidade sideral que nos eteriza, respira e tranquiliza. Deixem-se
hipnotizar e enfeitiçar pelos sublimes bailados de uma guitarra messiânica que
se ostenta em riffs serpenteantes, voluptuosos
e excitantes, e se transcende em solos intoxicantes, ácidos e delirantes.
Balanceiem o vosso corpo na instintiva resposta a um baixo dançante de linhas pulsantes,
coesas e magnetizantes, banhem-se na mágica radiância exalada por um formoso e
carismático teclado de celestiais e apaixonantes passeatas, degustem as raras
aparições de uma voz branda, mélica e sedosa que se acomoda e reconforta na restante
instrumental, e destravem a cabeça à cativante boleia de uma bateria relaxante,
ritmada e cintilante – conduzida a delicadeza e lubricidade – que tiquetaqueia
toda esta fabulosa odisseia tão para lá do lado eclipsado da Lua. O esmerado artwork que confere rosto a esta fabulosa
divagação astral é da autoria conjunta dos artistas Portu Lugosi e Greta
Saavedra que tão fielmente interpretaram tudo o que a natureza do álbum
sugere. ‘Moon’ é um álbum intensamente maravilhoso que nos namora e magnetiza
do primeiro ao ultimo minuto. Entrem na sagrada e temulenta órbita de Holy Mushroom, dissolvam-se na copiosa, profunda e prazerosa
sublimidade de ‘Moon’ e vivenciem a plenitude de um dos mais aliciantes registos
lançados até ao momento em 2018.
sábado, 10 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Review: ⚡ River Cult - 'Halcyon Daze' (2018) ⚡
De Brooklyn (Nova York, EUA) chega-nos o primeiro álbum de
estúdio do tridente ofensivo River Cult
designado ‘Halcyon Daze’. Lançado hoje mesmo nos formatos físicos de CD,
cassete (via Blackseed Records) e
vinil (via Nasoni Records), este fabuloso
álbum de estreia prende um enigmático, delirante, sombrio e cósmico Heavy Psych aliado a um denso, poderoso,
pausado e corpulento Psych Doom que
nos enevoa, narcotiza e sepulta no profundo negrume do solo espacial. A sua
sonoridade – incendiada em efeito fuzz
- intensamente fascinante, morfínica, hipnótica e intoxicante causa em nós todo
um efeito redentor que nos desamarra a consciência e a propaga pelos mais
soturnos, gélidos e inóspitos domínios do Cosmos embriagado. É numa constante,
adorável e ofuscante dança pendular que tanto nos afoga, asfixia e entorpece numa
assombrosa, despótica e impiedosa cavalgada pelos pardacentos, espessos e lamacentos
prados Doom’escos como nos absorve,
atesta e euforiza de uma adrenalina febril vaporizada pelo lado mais arrebatador
e empolgante do psicadelismo astral, que este majestoso ‘Halcyon Daze’ se ostenta
e enaltece. Aspirem toda esta narcotizante bruma estelar e sintam-se naufragar pelos
lisérgicos oceanos da infinidade sideral ao enigmático som de uma guitarra
prodigiosa que se revigora em riffs musculados,
esotéricos, vagarosos e ensombrados, e se esgota e dissipa em solos
verdadeiramente alucinantes, corrosivos, distorcidos e estimulantes, um baixo
trovejante de linhas maciças, magnetizantes, arrastadas e intimidantes, uma voz
colérica e ecoante de rugidos violentos, ásperos e mordazes, e uma bateria enérgica,
turbulenta e explosiva – de investidas cativantes, dinâmicas e ardentes – que esporeia
e apimenta toda esta épica e inesquecível odisseia pela inebriante majestosidade
de River Cult. Confesso que ‘Halcyon
Daze’ foi-me uma experiência de reverência à primeira audição. Um
impacto colossal que deixara em mim uma profunda e incurável cratera. Deixem-se
dissolver no admirável universo que climatiza este imponente ‘Halcyon
Daze’ e enfrentem destemidamente um dos registos mais altivos, notáveis
e poderosos do ano. Não vai ser nada fácil regressar dele.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Review: ⚡ Ozone Mama - 'Cosmos Calling' (2018) ⚡
Da cidade de Budapeste (Húngria) chega-nos o terceiro e novo álbum do poderoso quarteto Ozone Mama chamado ‘Cosmos Calling’. Lançado
no passado mês de Janeiro pela mão do selo discográfico californiano Ripple Music nos formatos físicos de CD
e vinil, este novo registo da banda húngara escuda-se num elegante, tirânico e
empolgante Hard Rock de essência setentista em erótica cumplicidade com
um oleado, atraente e arrojado Southern
Rock que se ostenta por entre a forte robustez e a apaixonante melosidade.
A sua enérgica, agradável e provocante sonoridade – de encantadoras variações
rítmicas - conjuga na perfeição a pujança e o vigor com a doce e requintada harmonia,
numa adorável combinação sonora capaz de nos inebriar, prender e fascinar do
primeiro ao último tema. São cerca de 43 minutos climatizados e conduzidos por
uma altiva e opulenta guitarra que se manifesta em majestosos, primorosos, notáveis
e charmosos riffs que desaguam em
refinados, exuberantes, vistosos e arrebatadores solos, um baixo errante de
linhas pulsantes, bailantes, hipnóticas e reverberantes, uma bateria acrobática
de impactante, dinâmica, inventiva e euforizante orientação rítmica, e ainda
uma voz imponente, melódica, doce e glamorosa – regada e temperada a whiskey –
que conjuga na perfeição com a virilidade instrumental. ‘Cosmos Calling’ é um
álbum verdadeiramente esplendoroso que nos intriga, namora e instiga com
espantosa facilidade. Um registo desmesuradamente extraordinário que ilustra
condignamente toda a potência, simetria e subtileza de Ozone Mama. Deixem-se enfeitiçar, envolver e entusiasmar pela caprichosa,
magnífica e deleitosa musicalidade de ‘Cosmos Calling’ e testemunhem a grandiosa
eclosão de um dos mais luxuosos álbuns lançados até ao momento em 2018.
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