sábado, 12 de janeiro de 2013

Oooohhhhhhhhhhh Yeeeaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh


Watch the Corners, Dinosaur Jr.


A alma de J. Mascis mora aqui.


Uma perfeita tontura ~~


Astronautas de fato e gravata!


Três santos num altar chamado "Cosmos"


The Flying Eyes, das bandas mais melosas que conheço!


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O)))

"Just a few adjustments here, and one tweak here…yep, that should definitely blow their brains out."

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dinosaur Jr., um amor tão antigo quanto os dinosauros!


Já é uma paixão quase tão antiga e remota quanto a era dos dinossauros. Conheci Dinosaur Jr. ainda no âmago da minha adolescência, e logo passei a ouvir os discos da banda a caminho das aulas e de regresso a casa. A sonoridade grisalha (que se dissolve nos cabelos de Joseph Mascis) e suja, que caracteriza esta banda americana, sempre me estimulou. As acrobacias musculadas do baixo de Lou Barlow, a cavernosa e destemperada voz de J. Mascis e, principalmente, os gritos orgásmicos que a sua guitarra liberta na atmosfera sem qualquer receio ou timidez, sempre me fizeram arrepiar. Confesso que só os solos de Joseph Mascis me fazem chorar. São uma perfeita descarga emocional que só uma guitarra nas mãos deste eremita consegue soltar. Dinosaur Jr. é uma das raras bandas que me acompanham desde há tanto tempo, e a sua veia criativa continua a empalidecer a minha pele de tanta surpresa. É uma banda de pesados contrastes: ou se adora ou se odeia. Esqueçam a técnica, aqui quem manda é o sentimento. E nisso, eles são campeões. Não imagino Dinosaur Jr. sem a crua voz e guitarra delirante de Mascis, sem o arrojado Rickenbacker de Barlow, e uma bateria que se limita a pautar todo este devaneio irreverente. Ai, como sabe bem viver numa casa (perfeitamente) desarrumada.       

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

70's ºC


José Luis Montón - Solo Guitarra (2012)

São raros, muito raros, os discos da ECM de que não tenha gostado. Há uns dias fui espreitar o que de novo esta gravadora alemã havia lançado, e deparei-me com este novo projecto de José Luis Montón. É um dos mais belos discos que tive o prazer de ouvir em toda a minha vida. O guitarrista espanhol brinda o ouvinte com passagens verdadeiramente deliciosas ao longo da sua guitarra solitária. É um disco que, quando escutado na penumbra do anoitecer, faz germinar autênticas odisseias introspectivas na alma de quem o escuta. A sonoridade deste “Solo Guitarra” é um sublime tributo ao melhor que Espanha consegue dedilhar nas estradas da sua música. É uma narrativa instrumental entoada com sotaque espanhol. Os dedos de José Luis Montón percorrem toda a plenitude da sua guitarra, numa elegante e harmoniosa dança que nos impede de pestanejar. E que hipnóticas epopeias a sua música nos conta. "Solo Guitarra" é uma encantadora performance que deixará o ouvinte completamente embebido num oceano de ebriedade onde a força de gravidade não subsiste.  

Entreguem o controlo da vossa alma a este guitarrista espanhol durante os 56 minutos de vida que este disco tem. Depois disso, talvez José Luis Montón fique detentor dela por mais alguns momentos. Quem sabe até, de uma vida.