segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
domingo, 21 de janeiro de 2018
Review: ⚡ Crypt Trip - 'Rootstock' (2018) ⚡
De San Marcos (Texas, EUA) chega-nos um dos mais sérios
candidatos a álbum do ano, isto apesar de 2018 ainda viver a primavera da sua existência.
‘Rootstock’
é o segundo e novo álbum do provocante tridente ofensivo Crypt Trip – lançado muito recentemente em formato físico de CD
através da sua página oficial de Bandcamp
– e vem nutrido e robustecido de um inflamante, intenso e empolgante Heavy Psych N’ Blues locomovido por um elegante,
poderoso e excitante Hard Rock de clara
devoção setentista. A sua sonoridade de
tonalidade quente, ritmada e extasiante envaidece-se num fascinante equilíbrio entre
o peso, a robustez, o dinamismo e a subtileza que faz com que a atenção do
ouvinte gravite na sua órbita do primeiro ao último tema. São cerca de 40
minutos tanto entregues a uma desenfreada e alucinante galopada que nos hipnotiza,
sacode e euforiza, como dedicados a uma saturada atmosfera enevoada por um
psicadelismo ensolarado, anestésico e requintado que nos abraça, enfeitiça e
deslumbra com tremenda facilidade. Estes descendentes da libidinosa sonoridade ZZ Top’eana têm em ‘Rootstock’ um registo detentor
de uma personalidade muito bem conspirada e apurada que promete converter os
mais cépticos em seus devotos entusiastas. Deixem-se influenciar e enlevar
pelos tirânicos bailados de uma guitarra dominante que se tonifica em riffs dinâmicos, hercúleos e viris, e se
revolta em virtuosos, atordoantes e vertiginosos solos. Dancem de forma detida
e apaixonada ao envolvente som de um baixo magnetizante, atlético e pulsante de
linhas diligentes, tensas, criativas e arredondadas. Balanceiem a cabeça em
movimentos pendulares de ombro a ombro na instintiva resposta a uma bateria expedita,
veloz e acrobática – de soberba orientação rítmica – que nos incendeia e
prazenteia de uma veemente adrenalina, e sintam-se seduzidos por uns vocais sedosos,
harmoniosos e intoxicantes que graciosamente sobrevoam e catalisam toda esta
excitante e refinada atmosfera de ‘Rootstock’. Se eu já sustentava uma
irrepreensível admiração por este exímio power-trio
de instrumentos apontados aos corpulentos e vibrantes 70’s, a produção e consequente
degustação deste seu novo álbum acaba de catapultar Crypt Trip para o mais alto pináculo da minha preferência musical.
Este é indubitavelmente o meu álbum favorito brotado até ao momento no fresco e
tenro solo de 2018. Comovam-se e exaltem-se n’Ele.
sábado, 20 de janeiro de 2018
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Review: ⚡ The Band Whose Name is a Symbol - 'Droneverdose' (2018) ⚡
Da cidade-capital de Ottawa (Ontário, Canadá)
chega-nos a nova dose de psicadelismo astral brilhantemente cozinhada pelos já
carismáticos The Band Whose Name is a Symbol
e apelidada de ‘Droneverdose’. Lançado muito recentemente pelo selo
discográfico britânico Cardinal Fuzz nos formatos físicos de CD-R e vinil (numa edição ultra-limitada a 50 (CD) e 300 (LP) cópias existentes),
este novo álbum da produtiva banda canadiana ostenta um inventivo, celestial e
explorativo Psych Rock – tingido e
embaciado por um místico, envolvente e hipnótico Krautrock de ares orientais – que nos intriga, deslumbra e atira na
vertiginosa direcção das estrelas. Baseado em fascinantes, narcóticas e
extasiantes jams de natureza
alienígena, este ‘Droneverdose’ é detentor de uma atmosfera autenticamente xamânica
– climatizada e temperada por uma sublime espiritualidade sideral – que nos
aprisiona numa profunda, labiríntica e temulenta hipnose. Sintam-se levitar e naufragar
pela extraordinária infinidade de um Cosmos sedado à arrebatadora boleia de
duas guitarras messiânicas que se atiçam e multiplicam em solos borbulhantes, orgásmicos,
delirantes e enigmáticos, um baixo reverberante, sólido e dançante, de linhas
pulsantes, sombrias e marcantes, uma bateria detidamente entregue a uma
ritmicidade absorvente, firme e galopante, um mágico e edénico sintetizador –
criador de uma atmosfera verdadeiramente sonhadora – que com os seus esotéricos
bailados se enfatiza e opulenta, e ainda um monocórdico cântico gregoriano que
ecoa ao longo de toda esta liturgia rezada pelos corpos celestes. ‘Droneverdose’
é uma fabulosa e homérica odisseia pelo vasto e copioso enxame de fornalhas
estelares. Uma ataráxica experiência sensorial que nos canaliza a consciência aos
sagrados braços do transe. Empoeirem-se
na nebulosa alquimia desta nova experiência psicotrópica levada a cabo pela prestigiosa
formação norte-americana e sintam-se estarrecer e transcender pela
verticalidade do Cosmos interior.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Review: ⚡ Foot - 'Buffalo' (2018) ⚡
Da cidade de Melbourne – na Austrália – chega-nos o segundo álbum do quarteto Foot designado de ‘Buffalo’ e lançado no
passado dia 12 de Janeiro em formato digital através da sua página oficial de Bandcamp. Fundamentado num quente,
robusto e empolgante Desert Rock –
inflamado e condimentado por um delirante, etéreo, brumoso e excitante Heavy Psych, e ainda revigorado e
apimentado por um imponente, ritmado, atlético e fibrado Grunge Rock à boa moda dos anos 90 – este novo álbum produzido pela
formação australiana provoca em nós uma forte sensação de fascínio e exaltação
que nos envolve, comove e inquieta do primeiro ao último tema. É num admirável equilíbrio
entre a leveza, o peso e a força que este ‘Buffalo’
se ostenta e desenvolve ao longo dos 42 minutos de duração, enfeitiçando e
dominando quem nele ancorar a sua atenção. Cerrem os maxilares, endureçam o
olhar e enfrentem destemidamente toda esta intensa avalanche sonora à boleia de
duas guitarras influentes que se conjugam em riffs fogosos, corpulentos, vibrantes e faustosos, e se distanciam
em solos fecundantes, desvairados, gélidos e alucinantes, um baixo de
respiração pesada que nos intriga e absorve com as suas linhas musculadas,
reverberantes e torneadas, uma bateria explosiva de redentora, sedutora e
empolgante ritmicidade, e uns vocais melodiosos, hipnóticos, translúcidos e enevoados
– a fazer lembrar o carismático e singular Layne
Staley – que combina na perfeição com a aspereza e potência instrumental. ‘Buffalo’
presenteia o ouvinte com uma atmosfera verdadeira cativante, mística e extasiante
que o abraça, adorna e embacia na sua densa e deslumbrante bruma. Sintam-se
diluir na exuberante e psicotrópica majestosidade de Foot e experienciar um álbum de natureza verdadeiramente marcante, sublime
e arrebatadora.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Sleep'eans
Drop out of life with bong in hand
Follow the Smoke toward the Riff filled Land
Proceeds the Weedian
Nazareth
🐫
🐫
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
domingo, 14 de janeiro de 2018
Review: ⚡ Mythic Sunship - 'Upheaval' (2018) ⚡
Da capital dinamarquesa
chega-nos o novo álbum do quarteto Mythic
Sunship apelidado de ‘Upheaval’. Lançado muito recentemente
pelo influente selo discográfico El
Paraiso Records nos formatos físicos de CD e vinil – com o qual a banda
reforça o seu vínculo editorial – este novo registo seduz, prende e conduz o
ouvinte numa enigmática, envolvente e majestosa odisseia pelos nebulosos
firmamentos da intimidade cósmica. Depois de comungados e devidamente elogiados
os seus antecessores ‘Ouroboros’ de 2016 (review aqui) e ‘Land
Between Rivers’ de 2017 (review
aqui), esta fascinante banda sediada em Copenhaga tem em ‘Upheaval’ um novo capítulo da sua
fantástica digressão espacial, entrando – agora – em territórios mais longínquos,
gélidos e sombrios da sua etérea sonoridade. É com base num deslumbrante, esplêndido
e narcotizante Psych Rock – sublimemente
climatizado e massajado por um hipnotizante, meditativo e viajante Krautrock – que este novo álbum nos
convida a desatar os nós da gravidade consciencial, deixando para trás um corpo
inanimado, e levitando numa sagrada, letárgica e extasiante ascensão por entre
berrantes, admiráveis e intoxicantes nebulosas, e rochosos, melancólicos e
solitários astros brotados e perpetuados no imenso negrume cósmico. Há algo de
verdadeiramente tântrico, terapêutico e encantador na essência celestial de ‘Upheaval’
que nos mumifica num intenso e duradouro estádio nirvânico. Sintam-se alcançar
e orbitar o transe à influente boleia
de duas guitarras endeusadas que se abraçam e desprendem por entre solos atordoantes,
desvairados, incisivos e euforizantes, e se consolidam em riffs imponentes, luxuosos, poderosos e magnetizantes, um baixo
murmurante de linhas dançantes, torneadas e possantes, e uma bateria jazzística de delicada, ligeira e
requintada orientação rítmica que condimenta com entrega e emoção toda esta
edénica cerimónia chefiada por Mythic
Sunship. Este é um álbum verdadeiramente alucinógeno que nos absorve, seda
e lapidifica num paradisíaco estado de pleno relaxamento. Recostem-se, selem as
pálpebras, icem as velas da vossa espiritualidade, desancorem a consciência e empoeirem-se
na densa e abençoada misticidade astral de ‘Upheaval’, rumo a uma das
digressões mais épicas da vossa existência.
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