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domingo, 18 de fevereiro de 2018
sábado, 17 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Review: ⚡ Naxatras - 'III' (2018) ⚡
Tal como o seu nome sugere, ‘III’
representa o novo e terceiro álbum do muito respeitado power-trio helénico Naxatras.
Esta fascinante banda natural da populosa cidade de Tessalónica – que por mérito próprio é hoje reconhecida como uma
das formações mais elogiadas da Psych
Scene europeia – tem vindo a aumentar a sua comunidade de seguidores e
consequentemente a merecer a confiança de festivais como o nosso bem conhecido SonicBlast Moledo (do qual farão parte
já na próxima edição). Fundamentados num envolvente, exótico, místico e
deslumbrante psicadelismo sonoro que tanto nos enraíza os pés nas aveludadas,
fervilhantes e douradas areias do deserto como nos faz cabecear os mais
distantes, gélidos e recônditos astros do Cosmos, os Naxatras acabam de nos presentear com o tão ansiado lançamento do
seu terceiro registo nos formatos físicos de CD e vinil. Este novo álbum
simboliza um renovado capítulo da sua edénica odisseia pelo lado mais sideral,
quente e magistral do Psych Rock em
agradável consonância com o lado mais relaxante, meditativo e deslumbrante do Space Rock. E é esta encantadora
coligação dos dois géneros que nos afaga, massaja e embriaga os sentidos e
desprende a consciência numa sagrada, extasiante e nirvânica levitação rumo ao
íntimo do transe. A sua harmoniosa,
agradável e maravilhosa sonoridade irradia uma desarmante, sublime e ofuscante
beatitude que nos desperta a libido. São cerca de 65 minutos de duração –
devidamente repartidos pelos sete temas que incorporam este álbum – saturados
de uma sumptuosa, mélica e faustosa ambiência celestial que nos hipnotiza,
seduz e nebuliza com tremenda facilidade. Juntem-se a esta religiosa caravana
pelos paradisíacos desertos de ‘III’ ao som combinado entre uma
guitarra endeusada que dedilha deliciosos, esplêndidos, elegantes e prazerosos
acordes e se purifica e engrandece em serpentantes, arrebatadores e
magnetizantes solos plenos de uma estarrecedora delicadeza, um baixo oscilante
de linhas suavizantes, anestésicas e dançantes, uma voz serena, macia e
adocicada que sobrevoa o instrumental, e uma bateria jazzística de soberba, cuidada e inventiva orientação rítmica que
tiquetaqueia com capricho e emoção toda esta iguaria veraneia. O enigmático artwork de traços sibilinos, tribais e
ritualísticos é da autoria do ilustrador escocês Chris RW com quem a banda conta já desde a sua fundação. ‘III’
é um álbum prodigioso que certamente agradará tanto a gregos como troianos. Um
registo de natureza sonhadora para ser comungado de corpo relaxado, olhar
selado e alma narcotizada. Bronzeiem-se na sua resplandecente toxicidade e
deleitem-se na sua beleza e sublimidade. Um dos discos mais consagrados de 2018
está aqui, no ardente e sensual bafo de Naxatras.
Links:
Review: ⚡ Bismarck - 'Urkraft' (2018) ⚡
De Bergen – a segunda maior cidade da Noruega – chega-nos o álbum de estreia do quinteto Bismarck apelidado de ‘Urkraft’. Lançado unicamente em
formato digital no passado dia 5 de Fevereiro através do seu Bandcamp oficial (mas com a edição em
vinil pensada e agendada para o final do próximo mês de Março), este vultoso,
altivo e majestoso registo da jovem e muito promissora formação nórdica prende
um possante, encorpado, intenso e prepotente Stoner-Doom fervido em efeito Fuzz
e temperado com alguns laivos de um envolvente, místico e fascinante
psicadelismo sideral que nos hipnotiza, narcotiza e arremessa violentamente na
vertiginosa direcção dos astros. A sua sonoridade imensamente poderosa, intrigante
e ostentosa arrasta-se pela intimidade do negrume cósmico, mergulhando o
ouvinte numa profunda e duradoura hipnose que o climatiza, absorve e eteriza do
primeiro ao último tema. São cerca de 35 minutos governados e aureolados por
uma sombria, carregada e enigmática bruma abissal que mumifica e sufoca a mais
pequena réstia de lucidez e nos sepulta a alma na sua fumarenta e intoxicante
essência. Baloicem detida e pesadamente os vossos corpos sonolentos, submissos
e temulentos ao potente, hipnótico e influente som de duas guitarras criadoras
de riffs imponentes, demoníacos e
ressonantes que nos enfeitiçam e atiçam, e solos viscerais, lisérgicos e
astrais que nos golpeiam e envenenam. Diligenciem e murmurem as reverberantes, tensas,
febris e pujantes linhas de um baixo intensamente palpitante, desatem a cabeça
à excitante e redentora boleia de uma bateria explosiva, massiva e trovejante,
e sintam-se diluir nos rugidos cavernosos, enérgicos e raivosos que dão voz a toda
esta devastadora avalanche sonora que nos atropela e soterra os sentidos. É importante
ainda destacar o primoroso artwork de
ares ritualísticos superiormente ilustrado pelo artista escandinavo Anders Røkkum que serve de portal para
um esplêndido e inolvidável mergulho pelo universo de ‘Urkraft’. Este é um
álbum de natureza tirânica que nos domina e conquista com admirável prontidão. Participem
nesta irreligiosa cerimónia rezada e liderada pelos Bismarck que – de instrumentos apontados aos mais remotos e denegridos
domínios cósmicos – nos invade, maravilha e consagra em seus devotos
peregrinos.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
Review: ⚡ Against the Grain - 'Cheated Death' (2018) ⚡
Da populosa e industrial
cidade de Detroit (Michigan, EUA) chega-nos ‘Cheated Death’: o novo álbum do
poderoso quarteto ofensivo Against the
Grain. Lançado no passado dia 9 de Fevereiro e promovido pela mão do produtivo
e influente selo discográfico californiano Ripple
Music nos formatos físicos de CD e vinil, este excitante registo vem atestado,
robustecido e incendiado de um enérgico, desenfreado, explosivo e musculado Heavy Rock de atitude Punk que nos agarra, sacode e euforiza do
primeiro ao derradeiro tema. A sua sonoridade intensamente delirante, furiosa e
empolgante – balanceada entre o peso, a harmonia e a velocidade – arranca numa crescente,
vertiginosa e emocionante galopada sem travão à vista. Dispam-se de timidez, vistam-se
de ousadia, e apanhem uma das mais incríveis e alucinantes boleias sonoras ao
volante de duas guitarras assombrosas que se abraçam na monolítica edificação de
riffs imponentes, velozes,
turbulentos e majestosos, e se desenlaçam e dissipam em gritantes, desvairados,
coléricos e dilacerantes solos, uma voz fervilhante, colérica, áspera e
melodiosa, um baixo movediço de linhas pulsantes, dinâmicas, torneadas e
reverberantes, e uma bateria troante de acrobacias explosivas, vigorosas e
estonteantes que inflama e esporeia toda esta tirânica e caótica cavalgada nada
aconselhável a cardíacos. Este é um álbum tremendamente eletrizante que nos
deixa entregues a uma absorvente, saturada e violenta efervescência capaz de
nos irrigar e preencher de adrenalina. Um disco que nos faz dilatar as pupilas,
rufar o coração, e vibrar todos os membros e sentidos ao longo dos seus
impactantes 38 minutos de duração. Deixem-se atropelar e abalar pela fascinante,
insana e provocante impetuosidade transpirada de ‘Cheated Death’ e vivenciem
com total entrega e devoção um dos mais marcantes registos nascidos até ao
momento em 2018.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
domingo, 11 de fevereiro de 2018
Review: ⚡ Holy Mushroom - 'Moon' (2018) ⚡
Depois de em 2016 ter
comungado e devidamente elogiado o alucinógeno álbum de estreia ‘Holy
Mushroom’ (review aqui),
esta jovem formação hispânica enraizada na cidade nortenha de Oviedo (Astúrias, Espanha) motiva
agora uma renovada e lisonjeira dissertação ao seu segundo e novo álbum batizado
de ‘Moon’.
Lançado muito recentemente em formato digital através da sua página oficial de Bandcamp, este belo registo vem
empoeirado de um deslumbrante psicadelismo estelar resultante do admirável cruzamento
entre um requintado, fascinante e adornado Psych
Rock de perfumados ares Blues’eiros e um hipnótico, envolvente e lisérgico Space Rock que nos seduz, narcotiza e conduz pela infinita
espacialidade de um Cosmos deslumbrante. A sua sonoridade extasiante – tocada
com desarmante sensibilidade – tem em nós um efeito edénico que nos abraça e
nebuliza do primeiro ao derradeiro tema. São cerca de 43 minutos embebidos numa
misticidade sideral que nos eteriza, respira e tranquiliza. Deixem-se
hipnotizar e enfeitiçar pelos sublimes bailados de uma guitarra messiânica que
se ostenta em riffs serpenteantes, voluptuosos
e excitantes, e se transcende em solos intoxicantes, ácidos e delirantes.
Balanceiem o vosso corpo na instintiva resposta a um baixo dançante de linhas pulsantes,
coesas e magnetizantes, banhem-se na mágica radiância exalada por um formoso e
carismático teclado de celestiais e apaixonantes passeatas, degustem as raras
aparições de uma voz branda, mélica e sedosa que se acomoda e reconforta na restante
instrumental, e destravem a cabeça à cativante boleia de uma bateria relaxante,
ritmada e cintilante – conduzida a delicadeza e lubricidade – que tiquetaqueia
toda esta fabulosa odisseia tão para lá do lado eclipsado da Lua. O esmerado artwork que confere rosto a esta fabulosa
divagação astral é da autoria conjunta dos artistas Portu Lugosi e Greta
Saavedra que tão fielmente interpretaram tudo o que a natureza do álbum
sugere. ‘Moon’ é um álbum intensamente maravilhoso que nos namora e magnetiza
do primeiro ao ultimo minuto. Entrem na sagrada e temulenta órbita de Holy Mushroom, dissolvam-se na copiosa, profunda e prazerosa
sublimidade de ‘Moon’ e vivenciem a plenitude de um dos mais aliciantes registos
lançados até ao momento em 2018.
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