sábado, 17 de fevereiro de 2018

⚰️ Windhand

👹 Windhand (live, 2013)

⚡️ SLEEP!

Domadora @ Vulcanie Psych Revolution (2018)

✌🏻 DeWolff - "Deceit & Woo" (2018)

📀 DeWolff - 'Thrust' (04.05.2018) via Mascot Label Group

➟ www

Sucking the 70's

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

🎧 Windhand & Satan's Satyrs split (2018) via Relapse Records

Groovy!

Review: ⚡ Naxatras - 'III' (2018) ⚡

Tal como o seu nome sugere, ‘III’ representa o novo e terceiro álbum do muito respeitado power-trio helénico Naxatras. Esta fascinante banda natural da populosa cidade de Tessalónica – que por mérito próprio é hoje reconhecida como uma das formações mais elogiadas da Psych Scene europeia – tem vindo a aumentar a sua comunidade de seguidores e consequentemente a merecer a confiança de festivais como o nosso bem conhecido SonicBlast Moledo (do qual farão parte já na próxima edição). Fundamentados num envolvente, exótico, místico e deslumbrante psicadelismo sonoro que tanto nos enraíza os pés nas aveludadas, fervilhantes e douradas areias do deserto como nos faz cabecear os mais distantes, gélidos e recônditos astros do Cosmos, os Naxatras acabam de nos presentear com o tão ansiado lançamento do seu terceiro registo nos formatos físicos de CD e vinil. Este novo álbum simboliza um renovado capítulo da sua edénica odisseia pelo lado mais sideral, quente e magistral do Psych Rock em agradável consonância com o lado mais relaxante, meditativo e deslumbrante do Space Rock. E é esta encantadora coligação dos dois géneros que nos afaga, massaja e embriaga os sentidos e desprende a consciência numa sagrada, extasiante e nirvânica levitação rumo ao íntimo do transe. A sua harmoniosa, agradável e maravilhosa sonoridade irradia uma desarmante, sublime e ofuscante beatitude que nos desperta a libido. São cerca de 65 minutos de duração – devidamente repartidos pelos sete temas que incorporam este álbum – saturados de uma sumptuosa, mélica e faustosa ambiência celestial que nos hipnotiza, seduz e nebuliza com tremenda facilidade. Juntem-se a esta religiosa caravana pelos paradisíacos desertos de ‘III’ ao som combinado entre uma guitarra endeusada que dedilha deliciosos, esplêndidos, elegantes e prazerosos acordes e se purifica e engrandece em serpentantes, arrebatadores e magnetizantes solos plenos de uma estarrecedora delicadeza, um baixo oscilante de linhas suavizantes, anestésicas e dançantes, uma voz serena, macia e adocicada que sobrevoa o instrumental, e uma bateria jazzística de soberba, cuidada e inventiva orientação rítmica que tiquetaqueia com capricho e emoção toda esta iguaria veraneia. O enigmático artwork de traços sibilinos, tribais e ritualísticos é da autoria do ilustrador escocês Chris RW com quem a banda conta já desde a sua fundação. ‘III’ é um álbum prodigioso que certamente agradará tanto a gregos como troianos. Um registo de natureza sonhadora para ser comungado de corpo relaxado, olhar selado e alma narcotizada. Bronzeiem-se na sua resplandecente toxicidade e deleitem-se na sua beleza e sublimidade. Um dos discos mais consagrados de 2018 está aqui, no ardente e sensual bafo de Naxatras.

Links:

Astrodome - 'II' (04.03.2018)

🐎 Ararat | Oui Oui Records

Review: ⚡ Bismarck - 'Urkraft' (2018) ⚡

De Bergen – a segunda maior cidade da Noruega – chega-nos o álbum de estreia do quinteto Bismarck apelidado de ‘Urkraft’. Lançado unicamente em formato digital no passado dia 5 de Fevereiro através do seu Bandcamp oficial (mas com a edição em vinil pensada e agendada para o final do próximo mês de Março), este vultoso, altivo e majestoso registo da jovem e muito promissora formação nórdica prende um possante, encorpado, intenso e prepotente Stoner-Doom fervido em efeito Fuzz e temperado com alguns laivos de um envolvente, místico e fascinante psicadelismo sideral que nos hipnotiza, narcotiza e arremessa violentamente na vertiginosa direcção dos astros. A sua sonoridade imensamente poderosa, intrigante e ostentosa arrasta-se pela intimidade do negrume cósmico, mergulhando o ouvinte numa profunda e duradoura hipnose que o climatiza, absorve e eteriza do primeiro ao último tema. São cerca de 35 minutos governados e aureolados por uma sombria, carregada e enigmática bruma abissal que mumifica e sufoca a mais pequena réstia de lucidez e nos sepulta a alma na sua fumarenta e intoxicante essência. Baloicem detida e pesadamente os vossos corpos sonolentos, submissos e temulentos ao potente, hipnótico e influente som de duas guitarras criadoras de riffs imponentes, demoníacos e ressonantes que nos enfeitiçam e atiçam, e solos viscerais, lisérgicos e astrais que nos golpeiam e envenenam. Diligenciem e murmurem as reverberantes, tensas, febris e pujantes linhas de um baixo intensamente palpitante, desatem a cabeça à excitante e redentora boleia de uma bateria explosiva, massiva e trovejante, e sintam-se diluir nos rugidos cavernosos, enérgicos e raivosos que dão voz a toda esta devastadora avalanche sonora que nos atropela e soterra os sentidos. É importante ainda destacar o primoroso artwork de ares ritualísticos superiormente ilustrado pelo artista escandinavo Anders Røkkum que serve de portal para um esplêndido e inolvidável mergulho pelo universo de ‘Urkraft’. Este é um álbum de natureza tirânica que nos domina e conquista com admirável prontidão. Participem nesta irreligiosa cerimónia rezada e liderada pelos Bismarck que – de instrumentos apontados aos mais remotos e denegridos domínios cósmicos – nos invade, maravilha e consagra em seus devotos peregrinos.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Review: ⚡ Against the Grain - 'Cheated Death' (2018) ⚡

Da populosa e industrial cidade de Detroit (Michigan, EUA) chega-nos ‘Cheated Death’: o novo álbum do poderoso quarteto ofensivo Against the Grain. Lançado no passado dia 9 de Fevereiro e promovido pela mão do produtivo e influente selo discográfico californiano Ripple Music nos formatos físicos de CD e vinil, este excitante registo vem atestado, robustecido e incendiado de um enérgico, desenfreado, explosivo e musculado Heavy Rock de atitude Punk que nos agarra, sacode e euforiza do primeiro ao derradeiro tema. A sua sonoridade intensamente delirante, furiosa e empolgante – balanceada entre o peso, a harmonia e a velocidade – arranca numa crescente, vertiginosa e emocionante galopada sem travão à vista. Dispam-se de timidez, vistam-se de ousadia, e apanhem uma das mais incríveis e alucinantes boleias sonoras ao volante de duas guitarras assombrosas que se abraçam na monolítica edificação de riffs imponentes, velozes, turbulentos e majestosos, e se desenlaçam e dissipam em gritantes, desvairados, coléricos e dilacerantes solos, uma voz fervilhante, colérica, áspera e melodiosa, um baixo movediço de linhas pulsantes, dinâmicas, torneadas e reverberantes, e uma bateria troante de acrobacias explosivas, vigorosas e estonteantes que inflama e esporeia toda esta tirânica e caótica cavalgada nada aconselhável a cardíacos. Este é um álbum tremendamente eletrizante que nos deixa entregues a uma absorvente, saturada e violenta efervescência capaz de nos irrigar e preencher de adrenalina. Um disco que nos faz dilatar as pupilas, rufar o coração, e vibrar todos os membros e sentidos ao longo dos seus impactantes 38 minutos de duração. Deixem-se atropelar e abalar pela fascinante, insana e provocante impetuosidade transpirada de ‘Cheated Death’ e vivenciem com total entrega e devoção um dos mais marcantes registos nascidos até ao momento em 2018.

Causa Sui | Freedom Fu💤


🥇 48 anos de 'Black Sabbath' (1970)

Belzebong!

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Review: ⚡ Holy Mushroom - 'Moon' (2018) ⚡

Depois de em 2016 ter comungado e devidamente elogiado o alucinógeno álbum de estreia ‘Holy Mushroom’ (review aqui), esta jovem formação hispânica enraizada na cidade nortenha de Oviedo (Astúrias, Espanha) motiva agora uma renovada e lisonjeira dissertação ao seu segundo e novo álbum batizado de ‘Moon’. Lançado muito recentemente em formato digital através da sua página oficial de Bandcamp, este belo registo vem empoeirado de um deslumbrante psicadelismo estelar resultante do admirável cruzamento entre um requintado, fascinante e adornado Psych Rock de perfumados ares Blues’eiros e um hipnótico, envolvente e lisérgico Space Rock que nos seduz, narcotiza e conduz pela infinita espacialidade de um Cosmos deslumbrante. A sua sonoridade extasiante – tocada com desarmante sensibilidade – tem em nós um efeito edénico que nos abraça e nebuliza do primeiro ao derradeiro tema. São cerca de 43 minutos embebidos numa misticidade sideral que nos eteriza, respira e tranquiliza. Deixem-se hipnotizar e enfeitiçar pelos sublimes bailados de uma guitarra messiânica que se ostenta em riffs serpenteantes, voluptuosos e excitantes, e se transcende em solos intoxicantes, ácidos e delirantes. Balanceiem o vosso corpo na instintiva resposta a um baixo dançante de linhas pulsantes, coesas e magnetizantes, banhem-se na mágica radiância exalada por um formoso e carismático teclado de celestiais e apaixonantes passeatas, degustem as raras aparições de uma voz branda, mélica e sedosa que se acomoda e reconforta na restante instrumental, e destravem a cabeça à cativante boleia de uma bateria relaxante, ritmada e cintilante – conduzida a delicadeza e lubricidade – que tiquetaqueia toda esta fabulosa odisseia tão para lá do lado eclipsado da Lua. O esmerado artwork que confere rosto a esta fabulosa divagação astral é da autoria conjunta dos artistas Portu Lugosi e Greta Saavedra que tão fielmente interpretaram tudo o que a natureza do álbum sugere. ‘Moon’ é um álbum intensamente maravilhoso que nos namora e magnetiza do primeiro ao ultimo minuto. Entrem na sagrada e temulenta órbita de Holy Mushroom, dissolvam-se na copiosa, profunda e prazerosa sublimidade de ‘Moon’ e vivenciem a plenitude de um dos mais aliciantes registos lançados até ao momento em 2018.