terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

✠ The Death Wheelers - 'I Tread On Your Grave' (11.05.2018) ✠

☀️ Dead Man - "Euphoria" (2008)

Review: ⚡ Hazemaze - 'Hazemaze' (2018) ⚡

De Estocolmo, a cidade capital da Suécia, chega-nos o homónimo álbum de estreia do power-trio Hazemaze que muito recentemente assinara um contrato com a editora discográfica alemã Kozmik Artifactz. Lançado oficialmente no passado dia 9 de Fevereiro unicamente em formato digital através da sua página de Bandcamp, e fundamentado num atemorizante, demoníaco, enigmático e provocante Stoner-Doom aliado a um hipnótico, obscuro, corpulento e místico Heavy Blues de feições luciféricas, este nebuloso e ritualístico ‘Hazemaze’ tem o dom de nos fascinar, narcotizar e enlutar a alma. A sua sonoridade poderosa, sombria, anestésica e brumosa – de clara influência Black Sabbath’eana – passeia-nos por entre os escombros que lavram e assolam paisagens fúnebres, sinistras e melancólicas distendidas ao longo dos oito temas que assombram o álbum. São cerca de 43 minutos governados e saturados por uma intoxicante, tirânica, densa e magnetizante atmosfera que nos mumifica, sufoca e entorpece. Comunguem toda esta liturgia esotérica superiormente chefiada por uma guitarra profana que se agiganta em imponentes, fumarentos, intensos e absorventes riffs (inflamados e eletrificados pelo efeito fuzz) e solos penetrantes, desvairados, alucinógenos e erodentes, um baixo granítico de linhas tensas, coesas, torneadas e reverberantes, uma bateria excitante de galope ardente, dinâmico e vibrante, e uma voz diáfana, aguda, fecundante e visceral que nos esgrima e intriga do primeiro ao derradeiro minuto. ‘Hazemaze’ é um álbum verdadeiramente mirífico, de audição incontornável a todos os devotos peregrinos que seguem o lado mais morfínico do Doom. Deixem-se dissolver no profundo, pastoso e deslumbrante negrume de Hazemaze e inalem os psicotrópicos vapores de um dos mais arrebatadores e viciantes registos nascidos em 2018.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Review: ⚡ Vvlva - 'Path of Virtue' (2018) ⚡

Da Alemanha chega-nos a elegante fragância de ‘Path of Virtue’, o disco de estreia do quinteto Vvlva. Lançado muito recentemente pelo influente selo discográfico germânico World in Sound nos formatos físicos de CD e vinil, este seu primeiro álbum de estúdio ostenta um exuberante e fascinante sortido sonoro – de essência resgatada aos carismáticos anos 70 – onde coabitam um luxurioso, sublime e vaidoso Heavy Psych, um envolvente, sideral e magnetizante Krautrock, e ainda um vistoso, atraente e majestoso Prog Rock. A sonoridade soberbamente deslumbrante, principesca e intrigante desta impressionante formação sediada na cidade independente de Aschafemburgo mantem-nos focados, perplexos e enfeitiçados do primeiro ao último tema. Na génese desta encantadora ode revivalista está uma sumptuosa guitarra de notáveis, afáveis e prestigiosos acordes que se desmancham em alucinantes, frenéticos e estonteantes solos, um prestigioso órgão Hammond de charmosos, extravagantes e portentosos bailados, um baixo vigoroso e murmurante de linhas coesas, hipnóticas e baloiçantes, uma impressionante bateria movida a delicadeza, leveza e virtuosismo, e ainda uma voz agradável, terna e sedosa que empresta um brilho extra à distinta, encantadora e caprichosa atmosfera de ‘Path of Virtue’. É importante ainda salientar e elogiar o fabuloso artwork de contornos mitológicos e epopeicos pensado e trabalhado pela artista milanesa Francesca Vecchio e o berrante logótipo irreverentemente esculpido pelo já célebre Karmazid.  Este é um disco adorável que nos abraça e intoxica de um sagrado misticismo. Um álbum detentor de uma ambiência apaixonante que nos cativa e namora com destacadas veemência e expressividade. Deixem-se enlevar e extasiar pelo epopeico, bizarro e arrebatador universo de Vvlva, empoeirem-se na sua mágica sublimidade e vivenciem com total entrega e devoção um dos mais exóticos e excepcionais registos lançados até ao momento em 2018.

🌍 Astrodome - 'II' Europe Tour 2018

👊 Unida - Black Woman '99

© Bill Martin (1943-2008)

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sábado, 17 de fevereiro de 2018

⚰️ Windhand

👹 Windhand (live, 2013)

⚡️ SLEEP!

Domadora @ Vulcanie Psych Revolution (2018)

✌🏻 DeWolff - "Deceit & Woo" (2018)

📀 DeWolff - 'Thrust' (04.05.2018) via Mascot Label Group

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Sucking the 70's

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

🎧 Windhand & Satan's Satyrs split (2018) via Relapse Records

Groovy!

Review: ⚡ Naxatras - 'III' (2018) ⚡

Tal como o seu nome sugere, ‘III’ representa o novo e terceiro álbum do muito respeitado power-trio helénico Naxatras. Esta fascinante banda natural da populosa cidade de Tessalónica – que por mérito próprio é hoje reconhecida como uma das formações mais elogiadas da Psych Scene europeia – tem vindo a aumentar a sua comunidade de seguidores e consequentemente a merecer a confiança de festivais como o nosso bem conhecido SonicBlast Moledo (do qual farão parte já na próxima edição). Fundamentados num envolvente, exótico, místico e deslumbrante psicadelismo sonoro que tanto nos enraíza os pés nas aveludadas, fervilhantes e douradas areias do deserto como nos faz cabecear os mais distantes, gélidos e recônditos astros do Cosmos, os Naxatras acabam de nos presentear com o tão ansiado lançamento do seu terceiro registo nos formatos físicos de CD e vinil. Este novo álbum simboliza um renovado capítulo da sua edénica odisseia pelo lado mais sideral, quente e magistral do Psych Rock em agradável consonância com o lado mais relaxante, meditativo e deslumbrante do Space Rock. E é esta encantadora coligação dos dois géneros que nos afaga, massaja e embriaga os sentidos e desprende a consciência numa sagrada, extasiante e nirvânica levitação rumo ao íntimo do transe. A sua harmoniosa, agradável e maravilhosa sonoridade irradia uma desarmante, sublime e ofuscante beatitude que nos desperta a libido. São cerca de 65 minutos de duração – devidamente repartidos pelos sete temas que incorporam este álbum – saturados de uma sumptuosa, mélica e faustosa ambiência celestial que nos hipnotiza, seduz e nebuliza com tremenda facilidade. Juntem-se a esta religiosa caravana pelos paradisíacos desertos de ‘III’ ao som combinado entre uma guitarra endeusada que dedilha deliciosos, esplêndidos, elegantes e prazerosos acordes e se purifica e engrandece em serpentantes, arrebatadores e magnetizantes solos plenos de uma estarrecedora delicadeza, um baixo oscilante de linhas suavizantes, anestésicas e dançantes, uma voz serena, macia e adocicada que sobrevoa o instrumental, e uma bateria jazzística de soberba, cuidada e inventiva orientação rítmica que tiquetaqueia com capricho e emoção toda esta iguaria veraneia. O enigmático artwork de traços sibilinos, tribais e ritualísticos é da autoria do ilustrador escocês Chris RW com quem a banda conta já desde a sua fundação. ‘III’ é um álbum prodigioso que certamente agradará tanto a gregos como troianos. Um registo de natureza sonhadora para ser comungado de corpo relaxado, olhar selado e alma narcotizada. Bronzeiem-se na sua resplandecente toxicidade e deleitem-se na sua beleza e sublimidade. Um dos discos mais consagrados de 2018 está aqui, no ardente e sensual bafo de Naxatras.

Links:

Astrodome - 'II' (04.03.2018)

🐎 Ararat | Oui Oui Records

Review: ⚡ Bismarck - 'Urkraft' (2018) ⚡

De Bergen – a segunda maior cidade da Noruega – chega-nos o álbum de estreia do quinteto Bismarck apelidado de ‘Urkraft’. Lançado unicamente em formato digital no passado dia 5 de Fevereiro através do seu Bandcamp oficial (mas com a edição em vinil pensada e agendada para o final do próximo mês de Março), este vultoso, altivo e majestoso registo da jovem e muito promissora formação nórdica prende um possante, encorpado, intenso e prepotente Stoner-Doom fervido em efeito Fuzz e temperado com alguns laivos de um envolvente, místico e fascinante psicadelismo sideral que nos hipnotiza, narcotiza e arremessa violentamente na vertiginosa direcção dos astros. A sua sonoridade imensamente poderosa, intrigante e ostentosa arrasta-se pela intimidade do negrume cósmico, mergulhando o ouvinte numa profunda e duradoura hipnose que o climatiza, absorve e eteriza do primeiro ao último tema. São cerca de 35 minutos governados e aureolados por uma sombria, carregada e enigmática bruma abissal que mumifica e sufoca a mais pequena réstia de lucidez e nos sepulta a alma na sua fumarenta e intoxicante essência. Baloicem detida e pesadamente os vossos corpos sonolentos, submissos e temulentos ao potente, hipnótico e influente som de duas guitarras criadoras de riffs imponentes, demoníacos e ressonantes que nos enfeitiçam e atiçam, e solos viscerais, lisérgicos e astrais que nos golpeiam e envenenam. Diligenciem e murmurem as reverberantes, tensas, febris e pujantes linhas de um baixo intensamente palpitante, desatem a cabeça à excitante e redentora boleia de uma bateria explosiva, massiva e trovejante, e sintam-se diluir nos rugidos cavernosos, enérgicos e raivosos que dão voz a toda esta devastadora avalanche sonora que nos atropela e soterra os sentidos. É importante ainda destacar o primoroso artwork de ares ritualísticos superiormente ilustrado pelo artista escandinavo Anders Røkkum que serve de portal para um esplêndido e inolvidável mergulho pelo universo de ‘Urkraft’. Este é um álbum de natureza tirânica que nos domina e conquista com admirável prontidão. Participem nesta irreligiosa cerimónia rezada e liderada pelos Bismarck que – de instrumentos apontados aos mais remotos e denegridos domínios cósmicos – nos invade, maravilha e consagra em seus devotos peregrinos.