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segunda-feira, 18 de junho de 2018
domingo, 17 de junho de 2018
Review: ⚡ Saturno Grooves - 'Solar Hawk' (2018) ⚡
Do exótico México chega-nos ‘Solar Hawk’: o primeiro trabalho
de longa duração do enérgico power-trio
asteca Saturno Grooves. Lançado no
passado mês de Maio em formato digital (disponível para download gratuito) pelo pequeno selo discográfico local LSDR Records – embora com a
promessa deixada pela banda de um lançamento em formato físico agendado para o
presente mês de Junho – através da sua página oficial de Bandcamp, este expressivo álbum de estreia da formação localizada
no estado mexicano de Durango vem
atestado de um poderoso, ardente, intenso e vigoroso Stoner Rock em sedutora parceria com um perfumado, obscuro, dinâmico
e torneado Heavy Blues de feições Doom’escas. A sua sonoridade inflamante,
tórrida e excitante – fervida e marinada em efeito fuzz – embebeda-nos de uma absorvente, veemente e prazerosa adrenalina
auditiva que nos provoca e euforiza do primeiro a último tema. São cerca de 34
minutos conduzidos a uma ritmicidade galopante provocando no ouvinte uma boleia
sonora verdadeiramente alucinante. Sintam o bafo quente de uma guitarra que se agiganta
e enegrece em riffs vibrantes,
sombrios, alterosos e dominantes, e se desprende e deslumbra em solos ácidos, delirantes,
borbulhantes e arrebatadores. Estremeçam com a reverberante ondulação emanada
de um baixo intenso e corpulento que se serpenteia em linhas magnetizantes, pausadas,
carregadas e pujantes, e desprendam a cabeça numa violenta e desenfreada
resposta comportamental a uma turbulenta e assanhada bateria de ritmicidade animada,
empolgante, atordoante e arrojada. ‘Solar Hawk’ é um álbum chefiado por
uma imponente tirania que nos invade, agride e sacode sem qualquer moderação. Um
registo marcante – superiormente movido a fogosidade, robustez, dinamismo e
intensidade – que promete competir pelos lugares cimeiros da lista acabada onde
se perfilam os melhores álbuns nascidos em 2018. Deixem-se bronzear pela
impetuosa, opulenta e psicotrópica radiância de Saturno Grooves e vivenciem com total ebulição um dos discos mais
tonificantes do ano.
sábado, 16 de junho de 2018
sexta-feira, 15 de junho de 2018
Review: ⚡ Gaupa - 'Gaupa' EP (2018) ⚡
Da cidade de Falun (na Suécia) chega-nos o exótico EP
de estreia da jovem banda Gaupa. De designação
homónima e lançado no inicio do presente mês de Junho unicamente em formato digital
através da sua página oficial de Bandcamp,
este extravagante registo ostenta uma ardente mistura de géneros musicais de
onde sobressai um fervoroso, robusto e portentoso Stoner Rock massajado e climatizado por um envolvente, afável e
apaixonante Folk Rock, obscurecido e
tonificado por um denso, sombrio e arrastado Doom, e ainda perfumado e orientado por um serpenteante, inventivo e
fascinante Prog Rock. É esta a
saborosa receita sonora posta em prática na produção e execução de ‘Gaupa’.
Uma veemente, mística e elegante digressão que nos passeia por ambiências
completamente contrastadas, causando em nós – ouvintes – uma poderosa sensação
de intriga e apego que nos mantém atrelados e hipnotizados do primeiro ao
derradeiro tema. São 28 minutos saturados por um ostensivo encantamento e
ventilados por uma estranha e enigmática substância que sobrevoa e atemoriza toda
a plenitude do EP. Embarquem nesta
viagem evolutiva pelo misterioso universo de ‘Gaupa’ atrelados a duas
guitarras messiânicas que se coligam e amplificam em montanhosos, mântricos e
majestosos riffs e se dispersam e serpenteiam em solos extasiantes, arábicos e
alucinantes, um baixo meditativo de linhas pulsantes, torneadas, acentuadas e possantes,
uma bateria ofensiva de ritmicidade galopante, fogosa e instigante, e uma voz atraente,
diabrina, translucida e reluzente que empresta a este EP toda uma dose de exuberância, bizarria e extravagância. De
enaltecer ainda o artwork –
superiormente trabalhado pelo já carismático e afamado ilustrador francês Jo Riou – que embeleza e formoseia esta
auspiciosa estreia da banda nórdica. ‘Gaupa’ é um registo de essência
sibilina que nos persegue, alicia e embevece. Uma cativante obra de tonalidade
ocultista que tanto nos sombreia, encrespa e atemoriza, como incendeia, liberta
e euforiza. Comunguem detidamente este EP
e testemunhem todo um prazeroso e brumoso estádio de assombro e feitiço nublar
e atestar a vossa alma sedenta de algo assim.
quinta-feira, 14 de junho de 2018
quarta-feira, 13 de junho de 2018
Review: ⚡ Brownstone Inc. - ‘Mind Tricks’ (2018) ⚡
Sendo eu um intratável
amante de Blues Rock de natureza e odor
setentista, não poderia ficar
indiferente ao adorável álbum de estreia da jovem formação austríaca Brownstone Inc.. Lançado no final do
passado mês de Maio em formato digital e de CD através da sua página oficial de
Bandcamp, este surpreendente ‘Mind
Tricks’ causara em mim uma marcante e memorável sensação de amor à
primeira audição. Locomovido e ungido por um ostentoso, torneado e musculoso Hard Rock de essência clássica em parceria
com um serpenteante, carismático e fascinante Heavy Blues, este registo envolve e ostenta uma sonoridade irresistivelmente
atraente que nos delicia e extasia a alma. São 38 minutos temperados por uma quente,
harmoniosa e deslumbrante melosidade que nos acaricia, maravilha e inebria os
sentidos. Derretam-se na airosa e graciosa sublimidade de ‘Mind Tricks’ à agradável
boleia de duas guitarras que se robustecem e obscurecem na elevação de riffs emotivos, majestosos e altivos, e se
estimulam na superior condução de borbulhantes, ácidos e berrantes solos, um
baixo groovy que se passeia e deleita
em linhas hipnotizantes, ritmadas, pausadas e oscilantes, uma bateria diligente
de ritmicidade movida a virtuosidade, leveza e fogosidade, e ainda uma portentosa
voz feminina de tonalidade sedosa, melódica, enérgica e radiosa que lidera com
brilhantismo e requinte toda esta vistosa primorosa ode ao lado mais caloroso,
vibrante e meloso do bom, velho Blues.
Este é um álbum repleto carisma que nos põe a alma e os ouvidos em constante
salivação. Rodem este inspirado e esmerado trabalho de estreia de Brownstone Inc. e sintam-se exultar e
enlevar do primeiro ao último minuto. De audição não recomendável a diabéticos.
terça-feira, 12 de junho de 2018
Review: ⚡ Alms - ‘Act One’ (2018) ⚡
Da grande e populosa cidade
de Baltimore (Maryland, EUA) acaba de
chegar um dos discos por mim mais aguardados do ano. ‘Act One’ é – tal como o
seu nome sugere – o álbum de estreia da jovem banda Alms, e – apesar do seu nascimento oficial ter sido apontado apenas
para o final do verão – fora antecipado e lançado no passado dia 8 de Junho pelo
selo discográfico norte-americano Shadow
Kingdom Records nos formatos físicos de vinil, cassete e CD (este último
estará disponível apenas no final do mês de Agosto / início de Setembro). Fundamentado
numa intrigante, sumptuosa e fascinante cerimónia de onde sobressai um imperioso,
ritualístico, adornado e charmoso Proto-Metal
de tração setentista que de forma
harmoniosa e apaixonante se entrosa com um vistoso, melódico, refinado e
majestoso Hard Rock de natureza
clássica e tradicionalista, este hipnótico, pitoresco e imensamente sedutor ‘Act
One’ tem o dom de nos envolver e enfeitiçar do primeiro ao último
minuto. A sua sonoridade verdadeiramente estética, provocante e irresistível –
resultada de uma bem-sucedida fusão e fermentação da musicalidade de bandas tais
como Coven, Wishbone Ash, Blood Ceremony,
Ruby the Hatchet e The Well – causa no ouvinte uma demorada
e prazerosa sensação de intenso arrebatamento que o climatiza, magnetiza, cega
e domina ao longo de toda esta distinta liturgia. Há algo de verdadeiramente
enfeitiçador na faustosa e aristocrática atmosfera de ‘Act One’ que nos faz
ouvi-lo e comungá-lo completamente inebriados, perplexos e maravilhados pela
deslumbrante sublimidade que o mesmo irradia. Ingressem nesta melodiosa e ostentosa
galopada de ares revivalistas ao volante de duas guitarras que se entrançam na produção
e condução de riffs grandiosos, cativantes,
nobres e poderosos e se desencontram na exuberante e extravagante libertação de
alucinantes, soberbos e desarmantes solos, um carismático, singular e aromático
teclado que se evidencia em magnetizantes, prestigiosos, bizarros e arrepiantes
bailados, uma adorável bateria superiormente executada e esporeada a requinte,
leveza e destreza, e ainda duas vozes perfumadas, sedosas, afáveis e melodiosas
que retocam e finalizam esta caprichada e inspirada obra-prima. É-me ainda relevante
evidenciar pela positiva o extraordinário artwork
da autoria do ilustrador Justin Stubbs
que reveste e maquilha na perfeição tudo o que este trabalho de Alms sugere ao ouvinte. ‘Act
One’ é indubitavelmente um dos meus álbuns favoritos de 2018. Um disco
verdadeiramente impactante que certamente não deixará ninguém indiferente. Embrenhem-se
na sua enigmática e edénica magnificência e vivenciem com plena veneração e
rendição uma das mais exímias preciosidades musicais lapidadas este ano. Que
disco!
segunda-feira, 11 de junho de 2018
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