sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Review: ⚡ Lords of Beacon House - ‘Recreational Sorcery’ (2018) ⚡
Depois de na Primavera de
2015 ter apaladado e consequentemente elogiado o seu álbum de estreia (review aqui), os californianos Lords of Beacon House lançam agora o seu
tão ansiado sucessor ‘Recreational Sorcery’ e eu não
poderia sentir-me mais saciado e maravilhado com o resultado. Este fascinante
tridente norte-americano oriundo da cidade veraneia de Los Angeles presenteia e prazenteia todos os seus ouvintes com uma
irresistível dosagem de um inflamante, charmoso, ostentoso e intrigante Heavy Psych N’ Blues de adorável textura
vintage que nos envolve, revolve, incendeia
e esporeia do primeiro ao derradeiro tema. São cerca de 47 minutos tiquetaqueados
a uma encantadora e provocante cavalgada que nos passeia pelos poeirentos
trilhos que cicatrizam o enferrujado coração do velho oeste. Calcem as texanas,
ajustem o chapéu de aba larga, pulem para cima da sela e segurem firmemente as fervilhantes
rédeas deste apaixonante ‘Recreational Sorcery’ à memorável boleia
de uma guitarra afrodisíaca que se serpenteia em excitantes, fogosos e
dançantes riffs e se enaltece em copiosos,
extravagantes e portentosos solos, um diligente baixo de bafagem dominante, torneada,
marcada e possante, uma instigante bateria de acrobacias incisivas, criativas, talentosas
e altivas, e ainda uma enigmática voz de essência gélida, penetrante,
magnetizante e avinagrada que contrasta na perfeição com o tórrido entusiasmo
que este álbum transpira por todos os seus poros. Nos créditos do notável artwork pincelado e temperado a aguarela
está o facilmente reconhecível ilustrador norte-americano Adam Burke que tantas e tantas vezes embeleza os trabalhos musicais
aqui tratados. Este é um álbum que conquistara a minha aprovação e veneração à
primeira audição que lhe dedicara. Um registo tocado a requinte, emoção, regozijo
e inspiração que facilmente agradará e inquietará tanto a gregos como troianos.
Verdadeira feitiçaria em estado musical. Estamos mesmo na presença de um disco
repleto de carisma que me enche as medidas e obriga a arremessá-lo para os mais
altos lugares da lista referente aos melhores álbuns nascidos em 2018.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Review: ⚡ Lady Electric - ‘4 Years After’ (2018) ⚡
Da cidade portuária de Gdynia (localizada no norte da Polónia) chegam-nos os quentes e revitalizantes
ares de ‘4 Years After’, o magnífico álbum de estreia do jovem power-trio Lady Electric. Lançado em solo primaveril e unicamente em formato
digital (através da sua página de Bandcamp
oficial) este primeiro registo da banda polaca vem perfumado por um relaxante,
meditativo e deslumbrante Psych Rock
tingido por indiscretos laivos de um lisérgico, viajante e sidérico Post-Rock que se desenvolve, robustece
e metamorfoseia num ardente, provocante, ácido e urticante Desert Rock temperado e fervido a efeito Fuzz. De pés descalços sobre as tórridas e tisnadas areias de um
deserto vigiado pelo Sol e de cabeça soterrada nas negras profundezas do espaço
astral, este ‘4 Years After’ presenteia-nos com uma envolvente e fascinante expedição
desértica debaixo de um céu enlutado e farolizado por chamejantes fornalhas
estelares. A sua sonoridade tanto serena e sedativa quanto inquietante e efusiva,
viaja-nos numa maravilhosa narrativa evolutiva que nos magnetiza, prazenteia e imortaliza
num puro estádio de encantamento. Dissolvam a vossa consciência nas funduras
destas narcotizantes jam’s de natureza
instrumental à arrebatadora boleia de uma guitarra profética conduzida a riffs excitantes, exóticos e intoxicantes
que se entorpecem, nebulizam e desfiguram em extravagantes, explorativos e desviantes
solos, um baixo hipnótico de linhas viçosas, coesas e pulsantes, e uma bateria soberbamente
aliciante locomovida a uma ritmicidade demorada e tranquilizante. Este é um
álbum de propensão celestial que nos enfeitiça e arremessa na vertiginosa
direcção dos mais distantes, recônditos e solitários astros do Cosmos
bocejante. São 52 minutos de uma estarrecedora digressão sonora que nos
lapidifica o olhar e mumifica a alma. Sintam-se flutuar pela pacífica ondulação
do oceano cósmico e dormitar ao volante de toda esta sublimidade transudada pelos
Lady Electric. Um álbum de fácil
digestão e imediata veneração. Bronzeiem-se nele.
domingo, 2 de dezembro de 2018
sábado, 1 de dezembro de 2018
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