sábado, 22 de dezembro de 2018
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Review: ⚡ Orangotango - ‘Sumatra’ (2018) ⚡
O muito promissor power-trio português Orangotango acaba de lançar no formato físico de CD o seu tão ansiado
álbum de estreia ‘Sumatra’ e consequentemente estimular a subida do Produto Interno
Bruto (PIB) nesta ponta final do ano. Natural do concelho de Valongo (Porto) esta jovem formação de essência instrumental explora de
forma aventureira e audaciosa os territórios de um meditativo, cósmico, místico
e lenitivo Psych Rock que se amplifica,
fervilha, obscurece e tonifica num ardente, dinâmico e provocante Stoner Rock de bafagem Doom’esca capaz de nos contagiar, agredir e inebriar
com a sua poderosa exuberância. A exótica, entusiástica e fibrótica sonoridade
de ‘Sumatra’
– temperada pelo clima tropical – remete-nos para um alucinante safari que
desbrava toda uma selva inexplorada pelo homem. São 30 minutos que nos bronzeiam e afogueiam num intenso estádio de efervescência. Sintam toda a excitante ardência
ressoada pelos Orangotango ao
conjugado som de uma vulcânica guitarra que se robustece, aviva e estremece em calorosos,
ritmados e vigorosos riffs, e se nebuliza,
transcende e eteriza em deslumbrantes, ácidos e atordoantes solos empoeirados e
afagados pelas estrelas, um possante baixo de linhas conduzidas a impetuosidade,
vigor, primor e expressividade, e uma explosiva e portentosa bateria movida a
extravagantes, arrojadas, talentosas e incisivas acrobacias. São estes os três
ingredientes que em alegre consonância fazem de ‘Sumatra’ uma abrasadora,
picante e sedutora iguaria. De destacar ainda pela positiva o fabuloso artwork de créditos devidamente apontados ao Deletra Creative Studio superiormente pensado,
desenhado e tingido com base numa indiscreta inspiração tribal que casa na
perfeição com a natureza sonora que este registo encerra. Estamos indubitavelmente
na presença de uma das mais exaltáveis surpresas sonoras de origem lusa que
promete euforizar, revolver e rufar todos os corações que nele ousarem ingressar.
Aventurem-se nele.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Review: ⚡ Birnam Wood - ‘Wicked Worlds’ (2018) ⚡
Da grande e populosa cidade
norte-americana de Boston (pertencente
ao estado de Massachusetts, EUA) chega-nos ‘Wicked Worlds’, o estrondoso
novo álbum do prepotente quarteto Birnam
Wood. Oficialmente lançado no passado dia 19 de Novembro tanto em formato
digital (com a sempre louvável possibilidade de download gratuito) como em formato físico de CD, este quarto registo
da banda escuda-se num nebuloso, obscuro, pesado e assombroso Stoner Doom de exalação psicotrópica devidamente
diluído num altivo, musculado, torneado e combativo Heavy Rock locomovido a alta rotação. A sua sonoridade deveras intrigante,
enérgica e impactante conjuga na perfeição a explosividade, o peso, a ardência
e a velocidade numa provocante execução que nos atesta e infesta de adrenalina.
É à catalisadora boleia de um pêndulo que tanto nos sepulta num fumarento, narcotizante
e sonolento estádio mental, como nos cospe violentamente na vertiginosa
direcção da redentora euforia, que este tirânico ‘Wicked Worlds’ se ostenta
e define aos ouvidos de quem nele ancorar a sua atenção. Agarrem firmemente as
rédeas desta alucinante galopada que vos esporeia, revolve e afogueia sem a mais
pequena moderação. Sintam o fogoso, ácido e espinhoso trago de Birnam Wood na configuração de duas
guitarras Sabbath’icas que se consolidam
e amuralham no hastear de riffs
tenebrosos, luciféricos, dominantes e majestosos, e se desprendem na admirável libertação
de intoxicantes, luminosos, luxuosos e atordoantes solos, um opulento baixo de
linhas pujantes, sísmicas, tensas e reverberantes, uma bateria impulsiva,
turbulenta e incisiva de clara propensão ofensiva, e ainda uma voz furiosa, áspera,
espectral e tumultuosa que capitaneia toda esta decrépita embarcação pelos
lutuosos e brumosos oceanos da distopia. De enaltecer ainda o principesco e
refinado artwork de vestes góticas –
superiormente arquitectado e ilustrado pelo artista gráfico Cryptworm – que maquilha com capricho e
precisão esta profana liturgia. ‘Wicked Worlds’ é um vultoso álbum
de natureza conturbada que nos envolve, agita e absorve na sua carregada, turva
e enfeitiçada obscuridade. Deixem-se hipnotizar, petrificar e atemorizar pela demoníaca
radiação desta nova poção mágica confecionada pelos Birnam Wood e enfrentem como puderem toda a potência transpirada
por um dos álbuns mais místicos e ritualísticos de 2018.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Review: ⚡ Son Cesano - ‘Submerge’ (2018) ⚡
Do centro da Suíça (mais concretamente de Schwytz) chega-nos uma das mais
agradáveis surpresas musicais do ano. Refiro-me ao maravilhoso álbum de estreia
‘Submerge’
do jovem quarteto Son Cesano. Oficialmente
lançado no início do presente mês de Dezembro sob a forma física de CD e vinil
(ambos reduzidos a uma prensagem ultra-limitada a 500 e 250 cópias existentes)
numa edição autoral, este muito promissor primeiro trabalho da banda helvética fundamenta-se
num gracioso, edénico, deslumbrante e majestoso Psych Rock de clima veraneio que se enfatiza, desenvolve e revolve
num vigoroso, enérgico, sidérico e poderoso Heavy Psych de aragem estelar. Tal como o seu título sugere, ‘Submerge’
tem o dom de nos mergulhar num ataráxico estádio mental onde a nossa alma se bronzeia,
eteriza e deleita do primeiro ao derradeiro tema. A sua sonoridade de propensão
cinematográfica – tricotada a delicadeza, emoção, devoção e beleza – viaja-nos
ao longo de uma admirável narrativa sensorial e espiritual de onde é impossível
– e tampouco desejado – escapar. São cerca de 52 minutos envolvidos, nutridos e
aureolados por uma sublimidade embriagante que nos namora e levita aos sagrados
domínios do transe. Deixem-se embevecer de prazer ao fascinante som de duas
guitarras viajantes que dialogam em atraentes, esplêndidos e desarmantes
acordes, e em solos verdadeiramente sonhadores, magistrais e arrebatadores, um hipnótico
baixo de reverberante ondulação que se propaga com base em linhas desenhadas a
robustez, sensualidade e fluidez, e uma bateria diligente que tiquetaqueia com
sentimento, desembaraço e ardência toda esta magnânima ode epicurista. ‘Submerge’
é um álbum imensamente apaixonante que nos tomba as pálpebras, pacifica,
eteriza e glorifica a espiritualidade. Um irresistível disco regado a capricho,
harmonia e misticismo que certamente tocará a alma de quem nele se refugiar. Son Cesano podem muito bem orgulhar-se
deste seu espantoso registo de estreia que me deixara não só a salivar, como a
desesperar por um novo álbum que dê continuidade à espirituosa e caprichosa
odisseia que ‘Submerge’ encerra. Um disco para escutar de forma detida e consequentemente
divagar de forma descomprometida pelas profundezas do Cosmos interior.
domingo, 16 de dezembro de 2018
sábado, 15 de dezembro de 2018
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Review: ⚡ Domkraft - ‘Flood’ (2018) ⚡
O pujante power-trio de origem nórdica Domkraft está de regresso com o
lançamento do seu novo álbum designado de ‘Flood’. Oficialmente lançado no
passado mês de outubro pela mão do selo discográfico norte-americano Blues Funeral Recordings sob a forma
física de CD e vinil, este terceiro trabalho de longa duração da formação sueca
(sediada na cidade-capital de Estocolmo)
presenteia e incendeia todos os seus discípulos com uma estrondosa, monolítica
e portentosa descarga de um reverberante, astral, intenso e possante Psych Doom em adorável parceria com um lodacento,
fervilhante, ácido e temulento Sludge
Metal. A sua sonoridade provocante, vigorosa, ostentosa e atordoante – fervida
e consumida pelo efeito fuzz – amortalha-nos
num psicotrópico negrume estelar e faz-nos pendular entre a redentora euforia e
a doce letargia. E é esta constante transição entre dois estádios mentais tão
contrastados que faz de ‘Flood’ um álbum de natureza
intrigante, complexa e impactante. Sintam-se arremessar violentamente na
vertiginosa direcção dos astros à alucinante e magnetizante boleia de uma
guitarra que se enegrece na elevação de majestosos, densos, obscuros e
poderosos riffs e se enlouquece na
dispersão de delirantes, exóticos, psicotrópicos e trepidantes solos, um baixo
fibrótico e bafejante de linhas pulsantes, massivas, tensas e hipnotizantes,
uma bateria explosiva de clara propensão ofensiva, e uma voz gutural, colérica,
evangélica e espectral que ecoa pela negra vastidão cósmica de Domkraft. São cerca de 42 minutos
atestados de uma sísmica intensidade que nos estremece, endoidece e atira para
fora da órbita consciencial. ‘Flood’ é um álbum messiânico que
nos eteriza e canaliza de encontro às entranhas do espaço sideral. Deixem-se
absorver por este forte vórtice e embarcar numa profunda hipnose capaz de nos
exorcizar a alma e a dispersar pelas fronteiras da infinidade celestial. Obedeçam à tirania do
riff e testemunhem um dos discos mais
perturbadores de 2018
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