terça-feira, 15 de outubro de 2019

🚪 The Doors - 'Morrison Hotel' (1970)

📸 Henry Diltz

🌾 Chelsea Wolfe

📸 Nedda Afsari

Los Espiritus - 'Caldero' (2019)

Review: ⚡ Monomyth - 'Orbis Quadrantis' (2019) ⚡

Depois do álbum homónimo ‘Monomyth’ (Review aqui), o seu sucessor ‘Further’ (Review aqui) e ‘Exo’ (Review aqui), os carismáticos astronautas holandeses Monomyth apresentam agora ‘Orbis Quadrantis’, o seu quarto e novo capítulo pertencente a uma fabulosa e auspiciosa expedição estelar há muito começada. Lançado sob a forma física de CD e vinil através do selo discográfico seu conterrâneo Suburban Records, este novo álbum do quinteto holandês ancorado na cidade costeira de Haia dá continuidade à já consolidada conjugação entre um envolvente, fantástico e místico Krautrock de essência devocional e um viajante, cósmico e hipnotizante Space Rock que nos desamarra a consciência da gravidade terrena e a catapulta até às inexploradas profundezas de um Universo bocejante. De âncora recolhida, velas içadas e empurradas ao sabor dos ventos estelares, ‘Orbis Quadrantis’ desatraca da baía e progride pelos renovados e fabulosos firmamentos de um relaxante oceano celestial de coloração diamantina que nos relaxa e afaga o espírito e no nosso imaginário edifica toda uma utópica e epopeica narrativa soberbamente nutrida e conduzida pela simbiose instrumental. A sua sonoridade de propriedade narcotizante, progressiva, lenitiva e magnetizante tem o dom de nos mumificar num expurgado estádio de perfeito bem-estar e canalizar toda a nossa alma numa contemplativa hipnose que nos climatiza e eteriza ao longo dos 40 minutos. Suspensos e embebidos na influente gravidade de ‘Orbis Quadrantis’ somos massajados por um êxtase que nos adormece todos os sentidos. De olhar eclipsado e cabeça tombada sobre o peito, interiorizamos a sagrada indução de Monomyth à enigmática boleia de uma guitarra messiânica que se ensoberbece em adoráveis e maviosos acordes de onde irrompem e florescem libidinosos, feéricos e majestosos solos, um baixo Krauty de linhas pulsantes, hipnóticas e constantes, uma catártica e resplandecente bateria de ritmicidade epidémica, anestésica e petrificante, e ainda dois mágicos sintetizadores saturados e embriagados de efeitos espaciais que conferem a este fantástico ‘Orbis Quadrantis’ toda uma envolvente cobertura de natureza alienígena. Alcanço o final desta incrível odisseia sideral de espírito completamente enfeitiçado e consagrado pela inesgotável misticidade de Monomyth. Deixem-se arrebatar e transcender pela edénica beatitude de ‘Orbis Quadrantis’, e testemunhem na primeira pessoa todo o inenarrável esplendor de um Cosmos ansioso por ser descoberto.

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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

🤩 Radio Moscow - 'The Great Escape of Leslie Magnafuzz' (2011, Alive Records)

🥁 Nick Mason // Pink Floyd

♤ Blame it on Motörhead!

🎖 Happy 20th Birthday Brant Bjork - 'Jalamanta' (11/10/1999, Man's Ruin Records)

Review: ⚡ Stew - 'People' (2019) ⚡

Depois de no passado ano ter lançado o muito promissor EP ‘Hot’ (desconstruído e reverenciado aqui), o power-trio nórdico Stew ressurge agora com a exposição integral de ‘People’, o seu tão ansiado álbum de estreia. Oficialmente lançado hoje mesmo pelo afamado selo discográfico californiano Ripple Music sob a forma física de CD e vinil, este inspirado primeiro trabalho de longa duração da jovem banda enraizada na pequena e pacata cidade de Lindesberg (situada no sul da Suécia) traz-nos a aromática e lasciva ardência de um fogoso, melódico e ostentoso Blues Rock de roupagem revivalista e (in)discreta vocação ZZ Top’eana aliada à desarmante e contagiante imponência de um elegante, carismático e provocante Classic Rock executado à boa moda dos gloriosos anos 70 e de onde facilmente se apalada e reconhece uma adorável reminiscência Led Zeppelin’esca fielmente resgatada do final dos irreverentes 60's. A sua sonoridade libidinosa, inflamante e pomposa conjuga na perfeição deleitosas, frescas e harmoniosas baladas de transbordante, idílica e magnetizante sensibilidade, com extravagantes, instigantes e poderosas galopadas de adrenalina à flor da pele, num admirável equilíbrio de emoções que nos mantém de entusiasmo e fascinação firmemente estimulados do primeiro ao derradeiro tema. São 38 minutos totalmente envoltos num clima risonho de luminância e fragrância primaveris que nos faz inalá-los e vivenciá-los de alma arrebatada, olhar deslumbrado e sorriso desenhado no rosto. Este cativante tridente de reinantes instrumentos empunhados e toda uma apaixonante e dialogante simbiose a articulá-los lança-se numa encantadora e inspiradora passeata musical de onde sobressai uma sumptuosa e garbosa guitarra de serpenteantes, refinados e dançantes Riffs desenhados a volúpia e conduzidos a destreza, de onde se arborizam e enfatizam aparatosos, excêntricos, principescos e vaidosos solos, um hipnotizante baixo de reverberação bafejada em linhas oscilantes, fluídas, torneadas e dançantes, uma acrobática bateria de ritmicidade eficiente, caprichada, vivificante e arrojada, e uma primorosa e prodigiosa voz de simetria charmosa, altiva e melodiosa que de forma impactante condimenta e abrilhanta todo este esplendoroso álbum. ‘People’ é um apoteótico registo lavrado a distinta primazia que me enfeitiçara e extasiara sem qualquer moderação. E é ainda afogueado e tomado pela sua intensa sensualidade que o premeio como um dos discos mais formosos de 2019. Irrepreensível e imaculado aos meus ouvidos. Bronzeiem-se e melifiquem-se nele.

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