quarta-feira, 16 de outubro de 2019
terça-feira, 15 de outubro de 2019
Review: ⚡ Monomyth - 'Orbis Quadrantis' (2019) ⚡
Depois do álbum homónimo ‘Monomyth’
(Review aqui), o seu sucessor ‘Further’ (Review
aqui) e ‘Exo’ (Review aqui), os carismáticos
astronautas holandeses Monomyth apresentam agora ‘Orbis Quadrantis’,
o seu quarto e novo capítulo pertencente a uma fabulosa e auspiciosa expedição
estelar há muito começada. Lançado sob a forma física de CD e vinil através do
selo discográfico seu conterrâneo Suburban Records, este novo álbum do
quinteto holandês ancorado na cidade costeira de Haia dá continuidade à
já consolidada conjugação entre um envolvente, fantástico e místico Krautrock
de essência devocional e um viajante, cósmico e hipnotizante Space Rock
que nos desamarra a consciência da gravidade terrena e a catapulta até às inexploradas
profundezas de um Universo bocejante. De âncora recolhida, velas içadas e
empurradas ao sabor dos ventos estelares, ‘Orbis Quadrantis’
desatraca da baía e progride pelos renovados e fabulosos firmamentos de um relaxante
oceano celestial de coloração diamantina que nos relaxa e afaga o espírito e no
nosso imaginário edifica toda uma utópica e epopeica narrativa soberbamente nutrida
e conduzida pela simbiose instrumental. A sua sonoridade de propriedade narcotizante,
progressiva, lenitiva e magnetizante tem o dom de nos mumificar num expurgado
estádio de perfeito bem-estar e canalizar toda a nossa alma numa contemplativa
hipnose que nos climatiza e eteriza ao longo dos 40 minutos. Suspensos e embebidos
na influente gravidade de ‘Orbis Quadrantis’ somos massajados por
um êxtase que nos adormece todos os sentidos. De olhar eclipsado e cabeça
tombada sobre o peito, interiorizamos a sagrada indução de Monomyth à enigmática
boleia de uma guitarra messiânica que se ensoberbece em adoráveis e maviosos acordes
de onde irrompem e florescem libidinosos, feéricos e majestosos solos, um baixo
Krauty de linhas pulsantes, hipnóticas e constantes, uma catártica e
resplandecente bateria de ritmicidade epidémica, anestésica e petrificante, e
ainda dois mágicos sintetizadores saturados e embriagados de efeitos espaciais que
conferem a este fantástico ‘Orbis Quadrantis’ toda uma envolvente
cobertura de natureza alienígena. Alcanço o final desta incrível odisseia sideral
de espírito completamente enfeitiçado e consagrado pela inesgotável misticidade
de Monomyth. Deixem-se arrebatar e transcender pela edénica beatitude de
‘Orbis Quadrantis’, e testemunhem na primeira pessoa todo o
inenarrável esplendor de um Cosmos ansioso por ser descoberto.
Links:
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➥ Bandcamp
➥ Suburban Records
➥ Bandcamp
➥ Suburban Records
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
domingo, 13 de outubro de 2019
sábado, 12 de outubro de 2019
sexta-feira, 11 de outubro de 2019
Review: ⚡ Stew - 'People' (2019) ⚡
Depois de no passado ano ter
lançado o muito promissor EP ‘Hot’ (desconstruído e reverenciado
aqui), o power-trio nórdico Stew ressurge agora com a exposição
integral de ‘People’, o seu tão ansiado álbum de estreia. Oficialmente lançado
hoje mesmo pelo afamado selo discográfico californiano Ripple Music sob
a forma física de CD e vinil, este inspirado primeiro trabalho de longa duração da jovem
banda enraizada na pequena e pacata cidade de Lindesberg (situada no sul
da Suécia) traz-nos a aromática e lasciva ardência de um fogoso,
melódico e ostentoso Blues Rock de roupagem revivalista e (in)discreta vocação
ZZ Top’eana aliada à desarmante e contagiante imponência
de um elegante, carismático e provocante Classic Rock executado à boa
moda dos gloriosos anos 70 e de onde facilmente se apalada e reconhece uma
adorável reminiscência Led Zeppelin’esca fielmente resgatada do final dos irreverentes 60's. A sua sonoridade
libidinosa, inflamante e pomposa conjuga na perfeição deleitosas, frescas e harmoniosas
baladas de transbordante, idílica e magnetizante sensibilidade, com extravagantes,
instigantes e poderosas galopadas de adrenalina à flor da pele, num admirável equilíbrio
de emoções que nos mantém de entusiasmo e fascinação firmemente estimulados do
primeiro ao derradeiro tema. São 38 minutos totalmente envoltos num clima risonho
de luminância e fragrância primaveris que nos faz inalá-los e vivenciá-los de alma arrebatada, olhar
deslumbrado e sorriso desenhado no rosto. Este cativante tridente de reinantes
instrumentos empunhados e toda uma apaixonante e dialogante simbiose a
articulá-los lança-se numa encantadora e inspiradora passeata musical de onde
sobressai uma sumptuosa e garbosa guitarra de serpenteantes, refinados e
dançantes Riffs desenhados a volúpia e conduzidos a destreza, de onde se
arborizam e enfatizam aparatosos, excêntricos, principescos e vaidosos solos,
um hipnotizante baixo de reverberação bafejada em linhas oscilantes, fluídas,
torneadas e dançantes, uma acrobática bateria de ritmicidade eficiente, caprichada,
vivificante e arrojada, e uma primorosa e prodigiosa voz de simetria charmosa,
altiva e melodiosa que de forma impactante condimenta e abrilhanta todo este
esplendoroso álbum. ‘People’ é um apoteótico registo lavrado a distinta
primazia que me enfeitiçara e extasiara sem qualquer moderação. E é ainda afogueado
e tomado pela sua intensa sensualidade que o premeio como um dos discos mais
formosos de 2019. Irrepreensível e imaculado aos meus ouvidos. Bronzeiem-se e melifiquem-se nele.
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quinta-feira, 10 de outubro de 2019
terça-feira, 8 de outubro de 2019
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
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