quinta-feira, 24 de outubro de 2019
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
Review: ⚡ Screamer - 'Highway of Heroes' (2019) ⚡
Da muito prolífica região
nórdica chega-nos ‘Highway of Heroes’, o quarto e novo álbum do titânico
quinteto sueco Screamer, que se estreia assim nas fileiras do já muito
conceituado selo discográfico local The Sign Records com este seu ainda fumegante lançamento nos formatos físicos de CD e vinil. Escudado num dominante,
majestoso, ostentoso e triunfante Heavy Metal de matriz tradicionalista onde
facilmente se apalada e reconhece uma indiscreta inspiração trazida dos memoriosos
Judas Priest, este imponente ‘Highway of Heroes’
reacendera a minha crescente fascinação pelo consagrado movimento NWOTHM (New
Wave of Traditional Heavy Metal) hasteado na segunda metade dos 70’s e desdobrado
pela primeira dos 80’s. Screamer – referência contemporânea do Heavy
Metal que exemplarmente homenageia os carismáticos primórdios do género
onde Iron Maiden e Judas Priest são as suas principais estrelas orientadoras
– acaba de celebrar uma década de existência, e este seu novo álbum não poderia
representar melhor o elevado grau de maturação que esta banda alcançara ao fim
de dez anos. A sua sonoridade de armadura ostensiva, epopeica, imperiosa e
combativa é carburada por uma incansável, destemida e inesgotável galopada
imprópria para cardíacos que esporeia e afogueia o ouvinte com uma intensa torrente
de ardente euforia. São 35 minutos atestados e lavrados por uma transpirada adrenalina
superiormente norteada por duas guitarras gémeas que se enfurecem no corrosivo
rugido de portentosos, incandescentes, ciclópicos e alterosos Riffs, e se
enlouquecem na orgásmica emancipação de ziguezagueantes, principescos,
romanescos e atordoantes solos, um forte baixo de reverberação canalizada em
linhas pujantes, maciças, fibróticas e magnetizantes, uma enérgica e destravada
bateria a trote de uma vertiginosa, turbulenta e aparatosa ritmicidade, e uma monstruosa
voz de tonalidade voluptuosa, melódica, corpulenta e oleosa que lidera com
pasmosa distinção toda esta cavalaria pesada. ‘Highway of Heroes’
é um disco forjado a desarmante comoção que prazerosamente me estremecera e
agitara do primeiro ao derradeiro tema. Berrantes pinturas faciais, rédeas e
escudos firmemente empunhados, espadas e esporas afiadas, e olhar desassossegado
e sedento cravado no horizonte. Preparem-se para ouvir o sobranceiro grito de
guerra de ‘Highway of Heroes’ que vos encorajará e arremessará
para o incessante turbilhão de toda esta ode bélica ardentemente vociferada por Screamer.
Links:
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➥ Bandcamp
➥ The Sign Records
➥ Bandcamp
➥ The Sign Records
terça-feira, 22 de outubro de 2019
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Review: ⚡ Nap - 'Ausgeklingt' (2019) ⚡
No verão de 2016 escrevia com fiel e incontida emoção toda a profunda admiração sentida pelo maduro e impactante álbum de estreia do power-trio germânico Nap designado de ‘Villa’ (Review aqui), e hoje – depois de experienciar detida e repetidamente o seu tão aguardado segundo e novo álbum ‘Ausgeklingt’ – vejo-me forçado a replicar o elogioso e meritório protagonismo apontado a esta fantástica banda enraizada na cidade nortenha de Oldemburgo. Oficialmente lançado no início do presente mês de Outubro pela mão do selo discográfico alemão Nois-O-Lution na forma física de CD e vinil, este novo registo de Nap encerra um provocante, entusiástico, psicotrópico e inflamante Heavy Psych de propensão estelar (a fazer recordar a motorizada rotação dos seus compatriotas Rotor) que tanto se aproxima de um dançante, ritmado, ensolarado e refrescante Surf-Rock de ares Garage, como de um poderoso, tirânico, sombrio e vultoso Proto-Metal de inspiração trazida do final dos anos 70. A sua sonoridade – de complexas composições, onde variadas atmosferas se conjugam, dialogam e harmonizam com admirável fluidez – causa no ouvinte todo um crescente estádio de uma intensa e imersiva fascinação que o envolve e revolve sem a mais pequena amarra de timidez. É numa ardente, arrebatada e eloquente dinâmica locomovida a distintos pesos, velocidades e proporções que este ‘Ausgeklingt’ se ostenta e afirma ao longo dos oito temas que preenchem as costuras dos seus 44 minutos de duração. Na composição deste tridente clássico está uma extraordinária guitarra que se inquieta e esbraseia com os seus serpenteantes, fibróticos, místicos e extasiantes Riffs de onde se expressam e desenvolvem gritantes, cristalinos, alucinógenos e ecoantes solos arremessados na vertigem cósmica, um baixo diligente e sussurrante de linhas pulsantes, oleadas, vigorosas e ondulantes, uma incansável e chamejante bateria de ritmicidade ofegante, atiçada, agitada e empolgante, e ainda a parca manifestação de uma enigmática e avinagrada voz que acidifica e lenifica a fogosa robustez transpirada e baforada por todos os poros de ‘Ausgeklingt’. Este novo trabalho de longa duração – soberbamente arquitectado e executado por Nap – confirma a tão apetecida sequência da entusiástica virtude já patenteada no seu álbum de estreia e consequentemente reforça o status da banda dentro da muito consagrada scene alemã.
domingo, 20 de outubro de 2019
sábado, 19 de outubro de 2019
sexta-feira, 18 de outubro de 2019
Review: ⚡ The Munsens - 'Unhanded' (2019) ⚡
De Denver – a cidade
mais populosa do estado norte-americano do Colorado – chega-nos ‘Unhanded’,
o desconcertante álbum de estreia do tridente The Munsens. Lançado no já
distante mês de Fevereiro sob a forma física de vinil (repartido em duas
edições distintas) através do jovem selo discográfico local Sailor Records,
este poderoso e pesaroso registo vem assombrado por um fulminante, misantrópico,
luciférico e pujante Black Metal – esporeado e ritmado a alta rotação Punk
/ Hardcore, e enlameado por um lodacento, nocivo e musguento Sludge
Metal de elevada toxicidade – que se esmorece e entristece num sepulcral, prostrado
e outonal Doom Metal pincelado a trágica melancolia. A sua provocante,
ácida e intrigante sonoridade pendula entre uma cáustica, obscura e monolítica avalanche
locomovida a intensa ferocidade, e taciturnas passagens tristemente belas que
nos embalsamam e estacionam num profundo estádio de doce inércia. E é este acentuado
contraste entre duas emoções tão díspares e antagónicas – onde a violenta tempestade
e a distópica bonança caminham lado a lado – que faz deste ‘Unhanded’
um álbum tremendamente fascinante que nos encarcera do primeiro ao derradeiro
tema. São 37 minutos chamejados de uma raivosa e tenebrosa soturnidade superiormente
capitaneada por uma voz exasperada, corrosiva, acrimoniosa e denteada, uma sinistra
guitarra de Riffs lutuosos, enigmáticos, ritualísticos e pavorosos, e escassos solos lampejantes, gélidos, cortantes e ostentosos, um
baixo encorpado de linhas possantes, densas, tensas e hipnotizantes, e uma
bateria rutilante, incisiva, ofensiva e fumegante que chicoteia e incendia toda
esta fatídica, sorumbática e esconjurada ambiência dos tirânicos The Munsens.
É de alma profundamente consternada e sentidos embriagados que alcanço o final
desta demoníaca e angustiante liturgia. ‘Unhanded’ é um álbum de
natureza dominante que enegrece, deprime e esvazia de esperança todo aquele que
nele se reconfortar. Um disco verdadeiramente impactante, trovador de narrativas dramáticas e sombrias,
propício a ser experimentado na penumbra de dias chuvosos e pardacentos. Pois nem só na sorridente luminância e quentura da Primavera e Verão é vivida a existência do Homem. Soterrem-se nele.
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➥ Sailor Records
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➥ Sailor Records
quinta-feira, 17 de outubro de 2019
quarta-feira, 16 de outubro de 2019
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