quinta-feira, 11 de julho de 2019
quarta-feira, 10 de julho de 2019
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Review: ⚡ Jesus the Snake - 'Black Acid, Pink Rain' (2019) ⚡
Depois de no Outono de 2017
terem lançado o EP homónimo (devidamente desconstruído e elogiado aqui) –
posteriormente considerando-o e premiando-o como um dos melhores EP’s
produzidos nesse mesmo ano (listagem aqui) – os portugueses Jesus the
Snake preparam-se agora para apresentar o seu tão aguardado primeiro
trabalho de longa duração intitulado de ‘Black Acid, Pink Rain’.
Apesar da sua data de nascimento estar programada apenas para o próximo dia 11
do presente mês de Julho, fora-me dada a honrosa e irrecusável oportunidade de
o ouvir na íntegra e em primeira mão, e o que se segue adjectiva-se como o mais
fiel e sentido resultado dessa experiência. Gravado, misturado e masterizado no
estúdio minhoto Hertzcontrol (com o qual a banda reforça a sua ligação),
este refinado e inspirado álbum de estreia do jovem quarteto natural da cidade
de Vizela (Braga) é ensolarado, perfumado e condimentado por um
edénico, deslumbrante e místico Psych Rock em agradável cumplicidade com
um meditativo, lisérgico e lenitivo Krautrock e ainda um devocional,
viajante e sideral Space Rock que nos desata as amarras da gravidade
terrestre e magnetiza a nossa consciência de encontro à mais profunda
intimidade do Cosmos. De bússola apontada a uns Causa Sui, Camel
e Pink Floyd, a sonoridade de ‘Black Acid, Pink Rain’
provocara em mim toda uma febril e morfínica hipnose que me atestara, afagara e
sedara de prazer. Uma evolutiva, criativa e maravilhosa peregrinação pelos
desertos da mente, de pés descalços a trilhar onduladas, sedosas e amorenadas
dunas, olhar petrificado e farolizado pelo Sol poente, e cabeça soterrada na
densa e intoxicante nebulosidade astral. Empoeirem-se no ofuscante misticismo
que aureola todo o corpo temporal deste álbum e sintam-se dormitar num
prazeroso estádio de inércia que vos conduzirá ao tão almejado reino do transe
espiritual. Maravilhem-se por entre a admirável simbiose instrumental de onde
se enfatiza uma endeusada guitarra de orientação Floyd’eana
que se enternece e embevece em suavizantes, sedutores, sublimados e uivantes
acordes, e solos comoventes, delicados, apurados e anestesiantes, um baixo
murmurante de hipnotizantes linhas norteadas a robustez, voluptuosidade e
fluidez, uma bateria balsâmica de toque cintilante, leve, despretensioso e
cativante, e ainda um magnético, fabuloso e sidérico teclado que confere a ‘Black
Acid, Pink Rain’ toda uma mágica cobertura atmosférica oxigenada por
uma sedutora e psicotrópica ataraxia via auditiva. De louvar também o quimérico
artwork de créditos apontados ao imaginativo artista lusitano GuilhermeDourart, que – com este vertiginoso e caleidoscópico vórtice rendilhado por
labirínticas, coloridas e lustrosas nebulosas – nos convida a um mergulho no
esplendoroso universo de Jesus the Snake. Dissolvam a vossa lucidez
nesta saturada narcose e despertem num pleno estádio de embriaguez do qual não
será nada fácil regressar.
domingo, 7 de julho de 2019
sábado, 6 de julho de 2019
Review: ⚡ El Gran Temor - 'Lágrimas de Ácido' (2019) ⚡
Quase uma década depois do
lançamento do seu álbum de estreia ‘Jugando Con La Muerte’ (Temor
Records, 2010), o fabuloso power-trio chileno El Gran Temor presenteia
agora todos os seus admiradores com a exibição do seu segundo e novo álbum ‘Lágrimas
de Ácido’ (disponível para escuta integral através das mais variadas plataformas
digitais). Há muito que me confesso um intratável apaixonado por bandas Rock
contemporâneas que façam do pretérito o seu presente, e é nesse contexto que verto
para o universo lírico tudo aquilo que a ressaca deste adorável registo em mim
provocara. Fundamentado num empolgante, dinâmico, simétrico e inflamante Heavy
Blues de ressonância e fragância sententista que se dilui num galopante,
vigoroso, ostentoso e chamejante Hard Rock de feições vintage,
este convincente ‘Lágrimas de Ácido’ equilibra-se por entre ritmadas,
poderosas e destravadas cavalgadas que nos esporeiam e incendeiam de pura adrenalina,
e mélicas baladas que nos suavizam, prendem e nebulizam num perfeito estádio de
temulento encantamento. Contando ainda com (in)discretas aproximações aos
domínios fronteiriços de um dançante, evolutivo, glorioso e contagiante Prog
Rock de sentido revivalista – ostentando harmoniosas composições de
complexidade quase orquestral – a marcante sonoridade deste tão ansiado novo trabalho
do tridente localizado na cidade-capital de Santiago enverga toda uma
entusiasmante, obscura, vulcânica e fumegante ardência capaz de persuadir,
seduzir e arrebatar até o mais gélido dos ouvintes. Tendo como primordiais
inspirações nomes da grandeza de uns exuberantes Jimi Hendrix Experience,
uns titânicos Black Sabbath e uns carnavalescos Grand Funk Railroad,
a provocante musicalidade deste segundo álbum de El Gran Temor é
destilada de uma sumptuosa e imponente guitarra – condimentada e escaldada pelos
efeitos Phaser e Fuzz – que se agiganta e balanceia em fibrosos, enigmáticos,
luciféricos e montanhosos riffs, e se empolga e esperneia em lisérgicos,
ácidos e alucinados solos, um murmurante baixo Pentragram’ico
de mugidos ensombrados, densos, tensos e torneados, uma tocante e estimulante bateria
de ritmicidade articulada, fluída, ligeira e desembaraçada, e ainda uma voz
fresca, translúcida e jovial que lidera e legenda todo o espantoso esplendor
deste inspirado regresso da formação chilena. ‘Lágrimas de Ácido’
é um disco sensacional, de presença incontornável para todos os apaixonados pelo
velho e saudoso Blues Rock forjado e electrificado nas carismáticas décadas de 60 e 70.
sexta-feira, 5 de julho de 2019
Review: ⚡ Sacri Monti - 'Waiting Room for the Magic Hour' (2019) ⚡
Depois de em 2015 se terem
estreado com o magnífico álbum homónimo (devidamente dissertado e reverenciado aqui),
o quinteto californiano Sacri Monti – sediado na cidade costeira de Encinitas,
San Diego – lança hoje mesmo o seu segundo trabalho de longa duração,
intitulado de ‘Waiting Room for the Magic Hour’ e promovido pela
mão da insuspeita e carismática editora discográfica nova-iorquina Tee Pee
Records (um dos selos mais importantes na valorização e difusão da comumente
apelidada San Diego Scene de onde sobressaem referências como Earthless,
Radio Moscow, Astra, Monarch, Joy, Harsh Toke,
Volcano, Pharlee e os próprios Sacri Monti) sob a forma
física de CD e vinil. Adubada pela frescura oceânica do Pacífico e ensolarada
por toda uma ofuscante atmosfera de tintura veraneia, a exótica sonoridade de
complexidade orquestral que este ‘Waiting Room for the Magic Hour’
sustenta e ostenta, conta com um fascinante sortido musical de onde facilmente se
reconhece e apalada um extasiante, místico, onírico e inebriante Psyh Rock
de agradável orientação Pink Floyd’eana em coligação com
um majestoso, intrigante, apaixonante e melodioso Heavy Prog de alento
revivalista e ainda um envolvente, sublimado e eloquente Space Rock de clara
propensão sideral que nos empoeira e sulfata a alma com uma etérea poeira
estelar. De olhar arregalado e pasmado, ouvidos salivantes e dilatados, e sentidos despertos e aguçados, somos hipnotizados
e maravilhados por toda uma carnavalesca profusão instrumental de dominadas e
organizadas estruturas caóticas e uma vibrante, colorida e berrante vivacidade
que nos mantém lúcidos e ancorados ao longo deste fabuloso sonho acordado. Numa
bem resultada alternância entre destravadas, alucinantes, extravagantes e ácidas
galopadas à boa moda de Sacri Monti, e afáveis, mélicas, contemplativas
e adoráveis baladas que nos remetem para o enternecedor Folk dedilhado e
entoado nos saudosos anos 60, somos canalizados e desaguados nas praias da
ataraxia onde nos banhamos e deleitamos do primeiro ao derradeiro tema. Deixem-se
seduzir e estontear ao conjugado som entre duas guitarras miríficas que se atam
na desarmante condução de riffs sumptuosos, simétricos, aristocráticos e
volutuosos, e desatam na sónica explosão de vaidosos, desvairados, desassossegados
e espalhafatosos solos em contramão, balancear ao sabor da reverberante
ondulação bafejada por um dominante baixo de linhas volumosas, fluídas, torneadas
e viçosas, empolgar à instigante boleia de uma talentosa bateria locomovida e
esporeada a criativas e despachadas acrobacias circenses, embriagar num maravilhoso
teclado de bailados aromatizados a uma mágica e requintada sensibilidade, e
espevitar com a voz destemperada, áspera, felina e avinagrada que vem à tona das
cavas profundezas de todo este vistoso rebuliço instrumental para se evidenciar
na estratosfera de ‘Wainting Room for the Magic Hour’. Este é um
álbum verdadeiramente pitoresco que me suspirar de impaciência por poder
experienciá-lo ao vivo na próxima edição do festival SonicBlast Moledo.
A banda-sonora perfeita para este verão está aqui, na renovada e caprichada
obra do colectivo Sacri Monti. Bronzeiem-se e absorvam-se na sua diluviana
resplandecência.
Links:
➥ Facebook
➥ SoundCloud
➥ Tee Pee Records
➥ SoundCloud
➥ Tee Pee Records
quarta-feira, 3 de julho de 2019
Review: ⚡ Lightning Born - 'Lightning Born' (2019) ⚡
Da cidade de Raleigh (capital
do estado norte-americano da Carolina do Norte) chega-nos o espantoso álbum
de estreia do auspicioso quarteto Lightning Born. Oficialmente lançado
no passado mês de Junho pela mão da influente e muito produtiva editora
discográfica de origem californiana Ripple Music sob a forma física de
CD e vinil, este portentoso álbum de designação homónima vem revestido,
embebido e maquilhado de um poderoso, obscuro e vigoroso Proto-Metal de
inspiração setentista em adorável parceria com um musculado, dinâmico e
torneado Heavy Rock de indiscretas aproximações a um libidinoso,
luciférico e vultoso Heavy Blues de natureza revivalista. A sonoridade ritualística,
intrigante, hipnotizante e demoníaca – tingida e enegrecida por um negro manto Black
Sabbath’ico – que o chefia tem o dom de nos dilatar as pupilas e
fazer comungar toda uma umbrosa solenidade de orientação esotérica e adoração pagã.
De olhar vazio e envidraçado, narinas ampliadas e alma pasmada, enlutada e profundamente
sepultada num perfeito estádio de dominante fascinação, somos seduzidos, magnetizados
e farolizados pela sombria radiação de ‘Lightning Born’. Numa majestosa,
elegante, deslumbrante e vistosa dança Sabbath’ica somos
enfeitiçados pela tirânica nobreza de uma guitarra que se enfatiza em prestigiosos,
imponentes, soberanos e ostentosos riffs de onde florescem e sobressaem formosos,
magistrais e assombrosos solos, a reverberante densidade de um baixo movido a
linhas possantes, onduladas, demonizadas e mastodônticas, a ardente ritmicidade
de uma bateria pesada, altiva, explosiva e carregada, e ainda pela erótica simetria
de uma melodiosa e corpulenta voz feminina de tez condimentada, oleada e melificada que
lidera com desarmante distinção toda esta luxuosa e alterosa caravana sonora. ‘Lightning
Born’ simboliza uma verdadeira estreia de sonho para este potente
quarteto norte-americano. Um magnífico álbum possuidor de uma musicalidade tremendamente
expressiva, enigmática e altiva que seguramente capturará e encantará todo
aquele que nele ousar ingressar. Um dos meus registos predilectos de 2019 está
aqui, na primorosa, demoníaca e caliginosa essência de Lightning Born.
Empoderem-se nele.
Links:
➥ Facebook
➥ Bandcamp
➥ Ripple Music
➥ Bandcamp
➥ Ripple Music
terça-feira, 2 de julho de 2019
segunda-feira, 1 de julho de 2019
🎬 Cinema de Abril, Maio e Junho!
The
Walking Dead S09 (2018-2019) de Frank Darabont
★★★★★
The Haunting of Hill House S01 (2018) de Mike Flanagan ★★★★★
A Dog's Purpose (2017) de Lasse Hallström ★★★★☆
Fleabag S01 (2016) de Phoebe Waller-Bridge ★★★★☆
Warlock (1959) de Edward Dmytryk ★★★★☆
Cobra Kai S01 (2018) de Robert Mark Kamen ★★★★★
Cobra Kai S02 (2019) de Robert Mark Kamen ★★★★★
Chugyeogja (2008) de Hong-jin Na ★★★★★
La Revanche de Vermeer (2017) de Guillaume Cottet & Jean-Pierre Cottet ★★★★★
Red Rock West (1993) de John Dahl ★★★★☆
Take a Hard Ride (1975) de Antonio Margheriti ★★☆☆☆
Doc (1971) de Frank Perry ★★★★☆
ReMastered: Devil at the Crossroads (2019) de Brian Oakes ★★★★★
The Dawn Wall (2017) de Josh Lowell & Peter Mortimer ★★★★★
Army of Darkness (1992) de Sam Raimi ★★★★☆
The Big Clock (1948) de John Farrow ★★★★★
The Comancheros (1961) de Michael Curtiz & John Wayne ★★★★☆
Room 8 (2013) de James W. Griffiths ★★★★☆
Arthur Miller: Writer (2017) de Rebecca Miller ★★★★☆
The Mule (2018) de Clint Eastwood ★★★★☆
Time Thieves (2018) de Cosima Dannoritzer ★★★☆☆
John Wick (2014) de Chad Stahelski ★★★★☆
John Wick: Chapter 2 (2017) de Chad Stahelski ★★★★☆
Chernobyl S01 (2019) de Craig Mazin ★★★★★
CapharnaUm (2018) de Nadine Labaki ★★★★★
Deadwood (2019) de Daniel Minahan ★★★★★
Black Mirror S05 (2019) de Charlie Brooker ★★★★☆
The Wonderful Country (1959) de Robert Parrish ★★★☆☆
Fleabag S02 (2019) de Phoebe Waller-Bridge ★★★★★
The Furies (1950) de Anthony Mann ★★★★☆
Young Billy Young (1969) de Burt Kennedy ★★★☆☆
A Monster Calls (2016) de J.A. Bayona ★★★★☆
The Indian Fighter (1955) de Andre De Toth ★★★☆☆
Three Violent People (1956) de Rudolph Mate ★★★☆☆
The Haunting of Hill House S01 (2018) de Mike Flanagan ★★★★★
A Dog's Purpose (2017) de Lasse Hallström ★★★★☆
Fleabag S01 (2016) de Phoebe Waller-Bridge ★★★★☆
Warlock (1959) de Edward Dmytryk ★★★★☆
Cobra Kai S01 (2018) de Robert Mark Kamen ★★★★★
Cobra Kai S02 (2019) de Robert Mark Kamen ★★★★★
Chugyeogja (2008) de Hong-jin Na ★★★★★
La Revanche de Vermeer (2017) de Guillaume Cottet & Jean-Pierre Cottet ★★★★★
Red Rock West (1993) de John Dahl ★★★★☆
Take a Hard Ride (1975) de Antonio Margheriti ★★☆☆☆
Doc (1971) de Frank Perry ★★★★☆
ReMastered: Devil at the Crossroads (2019) de Brian Oakes ★★★★★
The Dawn Wall (2017) de Josh Lowell & Peter Mortimer ★★★★★
Army of Darkness (1992) de Sam Raimi ★★★★☆
The Big Clock (1948) de John Farrow ★★★★★
The Comancheros (1961) de Michael Curtiz & John Wayne ★★★★☆
Room 8 (2013) de James W. Griffiths ★★★★☆
Arthur Miller: Writer (2017) de Rebecca Miller ★★★★☆
The Mule (2018) de Clint Eastwood ★★★★☆
Time Thieves (2018) de Cosima Dannoritzer ★★★☆☆
John Wick (2014) de Chad Stahelski ★★★★☆
John Wick: Chapter 2 (2017) de Chad Stahelski ★★★★☆
Chernobyl S01 (2019) de Craig Mazin ★★★★★
CapharnaUm (2018) de Nadine Labaki ★★★★★
Deadwood (2019) de Daniel Minahan ★★★★★
Black Mirror S05 (2019) de Charlie Brooker ★★★★☆
The Wonderful Country (1959) de Robert Parrish ★★★☆☆
Fleabag S02 (2019) de Phoebe Waller-Bridge ★★★★★
The Furies (1950) de Anthony Mann ★★★★☆
Young Billy Young (1969) de Burt Kennedy ★★★☆☆
A Monster Calls (2016) de J.A. Bayona ★★★★☆
The Indian Fighter (1955) de Andre De Toth ★★★☆☆
Three Violent People (1956) de Rudolph Mate ★★★☆☆
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