terça-feira, 13 de agosto de 2019

📀 War Cloud - 'State of Shock' (27/09/2019, via Ripple Music)

⚡️ SonicBlast Moledo: Dia 1 ⚡️

Apesar das fortes previsões de vento e chuva destinadas à freguesia de Moledo, raiava em mim todo um crescente e esplendoroso entusiasmo coligado com a inabalável convicção de que se avizinhava mais uma inolvidável edição do festival SonicBlast Moledo. No final da manhã de quinta-feira – de mochila atestada até ao limite das suas costuras, mala do carro totalmente guarnecida, olhar cravado no firmamento em que o asfalto se desdobrava até onde as pupilas perdem vivacidade, e num compenetrado processo de auto-aceitação em relação à inevitabilidade de perder Jesus the Snake – regressava a Moledo, renovando a sagrada peregrinação que desde há muito se repete sem qualquer interrupção. Findados os cerca de 230 quilómetros que separam a minha residência da meca ibérica do psicadelismo, debaixo de um céu esperançoso onde tímidos raios solares tocavam ao de leve e aqueciam o negro alcatrão, os meus receios climatéricos ganhavam uma monolítica volumetria na chegada à então pardacenta aldeia minhota. Sobrevoado e intensamente vigiado por uma opaca e sisuda nebulosidade com credíveis promessas de fortes aguaceiros, o primeiro dia de SonicBlast estava irremediavelmente fadado a decorrer numa atmosfera outonal em pleno mês de Agosto. Depois de instalada a tenda num pequeno e pacato campismo privativo próximo do recinto do festival, onde já muitos campistas se haviam antecipado e colhida a pulseira de acesso ao mesmo, abatera-se uma repentina e incessante chuva diluviana que apanhara todos de surpresa. Num misto de comodidade e empolgamento, e desconforto e prostração, a crescente mancha de festivaleiros que se aglomerava à entrada do recinto principal (onde por culpa da tempestade e pela primeira vez na história do festival decorreriam todas as actuações do dia) ia dando sinais de uma evolutiva adaptação perante aquele cenário adverso.

Com o céu embaciado e o solo molhado, o Verão abrigou-se no palco.
Foi já com as suecas MaidaVale em palco – entregues à imerecida tarefa de rivalizar com a chuva e vento pela conquista do protagonismo – que avancei até ao interior do recinto principal. Apreciador confesso do seu magnífico álbum de estreia ‘Tales Of The Wicked West’ lançado em 2016 (review aqui) mas sem os mesmos sentimentos de fascinação pelo seu sucessor, este quarteto de total dominação feminina e sediado na cidade de Estocolmo era(-me) uma das principais atracções da tarde. Com uma plateia ainda muito descompactada e descaracterizada, MaidaVale não deixou de acalorar e perfumar os húmidos ares de Moledo com seu dançante, entusiástico, bem-disposto e contagiante Psychedelic Rock de curvaturas serpenteantes e essência revolucionária, motivando a aproximação ao palco dos mais audazes festivaleiros a quem a chuva não parecia importunar. Uma performance de curta duração – castrada pelo vigor da intempérie – mas que nos enfeitiçara e persuadira com o seu místico manto primaveril. Seguiam-se os nipónicos Minami Deutsch com o seu hipnotizante, meditativo e deslumbrante Krautrock que forçaram todos os presentes a uma ligeira e entretida hipnose de cabeça pendulante e olhar envidraçado sem permissão para pestanejar. Uma actuação que – a par da anterior – ficara a perder não só pela pouca durabilidade da mesma, mas essencialmente pelo défice de absorção que a sonoridade do colectivo japonês assim exige e lhe fora ofuscada pela marcada presença do mau tempo.

Se não consegues derrotar o mau tempo, junta-te a ele.
Com o suave e indiscreto decréscimo da luminosidade a celebrar a passagem crepuscular do dia para a noite, subiam a palco aqueles que acabaram por perpetuar e coroar mesmo a sua exibição como uma das mais singulares desta 9ª edição do SonicBlast: os noruegueses The Devil and the Almighty Blues. A chuva parecia finalmente esmorecer e dar tréguas perante os tantos impropérios a ela arremessadas pelos incontáveis festivaleiros que lotavam a presente edição do festival. As nuvens de tonalidade escurecida e feições ameaçadoras coligavam-se entre si, formando uma gigantesca, vaporizada e fantasmagórica avalanche de nebulosidade que escorregava lentamente pelas proeminentes montanhas circundantes para envolverem o palco principal. Amortalhados por essa ambiência outonal, os The Devil and the Almighty Blues – munidos do seu muito aclamado novo álbum ‘TRE’ (review aqui) – arrancavam para uma performance verdadeiramente catártica. Fundamentados num majestoso, obscuro, enigmático e cavernoso Heavy Blues de clara descendência Black Sabbath’ica, estes vikings da era moderna hastearam em Moledo todo um admirável repertório – revisitando todos os três cantos da sua discografia – onde os seus característicos riffs oxigenados, entalhados e conduzidos a uma enegrecida, desarmante e engrandecida nobreza, e em parceria com os vocais melodiosos, roucos e liderantes forçavam todos os corpos presentes a vergarem-se perante a sua vistosa soberania. Provavelmente o meu concerto favorito do dia. Seguia-se a ocultista liturgia de Lucifer, mas era hora de dar uso a um dos outros sentidos: o paladar. Deixando a intrigante musicalidade desta banda multinacional (fundada em Berlim e posteriormente transladada para Estocolmo) para segundo plano, avancei de glândulas salivares em crescente actividade para a zona de restauração. A chuva e o vento regressavam com impetuosidade, e a tensa e portentosa reverberação Doom’esca dos escandinavos Monolord teve de ser vivenciada num local afastado, abrigado e situado num ponto sobranceiro e de visão privilegiada sobre todo o recinto principal, onde dezenas de outros festivaleiros se refugiavam e reconfortavam. Iguais a si próprios, os repetentes Monolord (no que a aparições em Moledo diz respeito) desprenderam as suas pujantes, carregadas e colossais ressonâncias na direcção da numerosa plateia que corajosamente subsistia em frente ao palco. Peso, densidade e vigor representam a santa trindade que coroa a impactante sonoridade deste possante trio sueco, e mesmo eu estando a uma considerável distância do epicentro, termino o concerto integralmente embebido num intenso torpor.
Depois da tempestade, veio a bonança.
Earthless motivava uma nova reaproximação dos muitos festivaleiros até então abrigados da chuva, e eu não fui excepção. Presentes no line-up do SonicBlast pelo segundo ano consecutivo, era de esperar que subissem a palco com uma setlist alternativa à demonstrada na passada edição de 2018 (review ao concerto aqui) mas os príncipes californianos acabaram por desdobrar uma exibição demasiado aparentada à já ostentada aquando da sua estreia em Moledo. De suspeitas parcialmente defraudadas, mas de espírito revigorado com o cessar da chuva, deixei-me embalar à boleia da agitada ondulação corporal que as sónicas jam’s de Earthless provocavam no populoso e revoltoso auditório. Numa eloquente performance balanceada entre o ‘From the Ages’ (2013) e o seu mais recente álbum ‘Black Heaven’ (lançado em 2018 e elogiado aqui), este influente tridente de San Diego presenteara todos aqueles festivaleiros de coração palpitante e olhar chamejante com o seu excitante, portentoso e alucinante Heavy Psych de onde se desenraíza e desabrocha todo um vendaval de solos ziguezagueantes, ciclónicos, caóticos e atordoantes – de extensão e toxicidade a perder de vista – empolados por uma habilidosa, frenética, estética e tumultuosa bateria de inesgotável fôlego, e sombreados por um baixo hipnótico, fibrótico e diligente que assegura que nenhum de nós se esquece de sussurrar as notas do Riff-base. De Earthless destilámos uma imaculada, irrepreensível e renovada lição de sinergia, virtuosismo e energia conjugados quase de forma erótica. Mas como a Escandinávia era detentora da maior dose de protagonismo deste primeiro dia de festival, os tão ansiados Graveyard perfilavam-se em palco de instrumentos empunhados e sorrisos atirados na direcção de um público verdadeiramente extasiado. E foi embrulhados no seu requintado, deleitoso, libidinoso e perfumado Heavy Blues de arranjos desarmantes e indiscretas feições revivalistas que nos deixámos dissolver, enfeitiçar e enternecer na cuidada e sublimada musicalidade deste reverenciado quarteto sueco. De olhar petrificado e semi-cerrado, cabeça pausadamente balanceada de ombro a ombro, sorriso imortalizado no rosto, e alma ensolarada e mitigada pela melosidade deste néctar via auditiva, fomos massajados e canonizados pela edénica e embriagante suavidade dos acordes que sobrevoam os floridos territórios de Graveyard. Um verdadeiro oásis sensorial onde todos nós nos banhámos e tonificámos depois de um dia exaustivo. Assim que os instrumentos foram relegados ao silêncio, deixei-me por fim derrotar às mãos do cansaço e verti todos os derradeiros resquícios de lucidez num profundo universo onírico. O primeiro dia estava (para mim) esgotado e o segundo encerrava um renovado entusiasmo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Sucking the 70's

Review: ⚡ Warp - 'Warp' (2019) ⚡

Formada por integrantes de outras bandas Punk locais, Warp afirma-se como mais um valor seguro por entre a profusa e emergente cena underground hasteada em Tel Aviv. Morada de referências como Ouzo Bazooka, Turkish Delight, Heavy Stone, J A V A e The Great Machine, a populosa cidade israelita continua a cimentar e consagrar a sua posição dentro do panorama Rock universal, e o recém-formado tridente Warp são prova disso mesmo. Nascido em solo invernal e promovido sob a forma física de CD pela mão da conceituada editora discográfica local Reality Rehab Records (numa edição ultra-limitada a apenas 100 cópias disponíveis) e ainda em vinil através do carismático selo germânico Nasoni Records (numa prensagem limitada a 300 cópias existentes), este impactante álbum de estreia (e que estreia!) vem assombrado e incendiado por um poderoso, obscuro, denso e nebuloso Heavy Psych de intrigantes e aterradoras feições Doom’escas, locomovido e esporeado a duas velocidades muito contrastadas e com ousadas mas bem resultadas aproximações a um ostentoso, vigoroso, luciférico e cavernoso Heavy Blues de aroma setentista. Contando ainda com uma (in)discreta influência do irreverente Punk Rock na sua engrenagem rítmica, a ácida, implacável, intensa e entusiástica fogosidade de ‘Warp’ balanceia-se por desenfreadas, alucinantes e destravadas galopadas à rédea solta, e lentas, lisérgicas e lamacentas exalações de elevada toxicidade. São cerca de 29 minutos completamente saturados de uma vulcânica e selvática efervescência que nos sacode e implode sem qualquer moderação. De maxilares cerrados, coração taquicardíaco, respiração ofegante e cabeça rodopiante somos enfeitiçados e amaldiçoados pelas enigmáticas danças Black Sabbath’icas manifestadas por uma tirânica e monolítica guitarra de extravagantes, sombrios, perversos e hipnotizantes riffs tomados e agastados pelo urticante efeito Fuzz e de onde são desprendidos, florescidos e soberbamente conduzidos majestosos, ziguezagueantes, penetrantes e vertiginosos solos, uma excitante, enérgica e atordoante bateria executada e desembaraçada a alta rotação, um baixo pulsante, volumoso e pujante de bafagem (in)tensa, fibrótica e magnetizante, e ainda uma gélida, ecoante, diabrina e azedada voz que completa na perfeição todo este arrojado ritual de vocação e adoração ocultista. É de alma integralmente vencida e curvada à sombra deste monstruoso e dominante ‘Warp’ que me encontro logo após a sua audição. Deixem-se envolver e afoguear pela febril ferocidade de Warp, e vivenciar com pleno fascínio e redenção toda a durabilidade de um dos álbuns mais provocantes e empolgantes lançados neste abastado ano musical de 2019. Um registo praticamente esboçado e talhado à minha imagem, e que estará certa e firmemente empenhado por entre o pelotão final nas últimas etapas do ataque ao tão almejado título de disco do ano.

🎙 Wino // Saint Vitus

⚜️ Jimi Hendrix

Kadavar - "The Devil's Master" (Nuclear Blast Records, 2019)

The Heavy Minds - "Spheres" @ ViewMusic Session

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

🌴 Gary Arce // Yawning Man

🔥 The Doors

Review: ⚡ Mantra Machine - 'Heliosphere' (2019) ⚡

Depois de um longo jejum discográfico que sucedera em 2014 após o lançamento do seu agradável álbum de estreia ‘Nitrogen’ (review aqui), eis que o fantástico power-trio holandês Mantra Machine – enraizado na cidade-capital de Amesterdão – regressa agora de alma revigorada e atestada de inspiração com a promoção do seu tão aguardado segundo registo de longa duração, intitulado ‘Heliosphere’ e presenteado sob a forma física de vinil (numa edição autoral e ultra-limitada a apenas 300 cópias existentes). Tal como acontece com o seu antecessor, ‘Heliosphere’ vem abastecido de um fervilhante, ritmado, animado e inflamante Desert Rock com indiscretas aproximações a um eloquente, cinematográfico e envolvente Post-Rock e ainda oxigenado por um viajante, extasiado e deslumbrante Space Rock de clara propensão estelar. De influências apontadas a Sungrazer e Colour Haze, a sua sonoridade acalorada, embriagante, entusiasmante e delirada balanceia o ouvinte numa fluída alternância sensorial que o passeia de um mélico e anestésico estádio de intensa embriaguez a uma tempestuosa efervescência de redentora e sonhadora euforia. De pés descalços sobre um calejado, estéril e bronzeado tapete desértico que se estende e renova pelo firmamento afogueado pelo Sol poente, e cabeça sepultada na mais profunda intimidade do negro solo cósmico, somos banhados e massajados por um monolítico tsunami de endorfinas que nos embalsama numa perfeita sensação de ataraxia. De corpo recostado e relaxado, olhar maravilhado e semi-cerrado, narinas dilatadas e sorriso eternizado, interiorizamos toda a contagiante ressonância veraneia de ‘Heliosphere’ que se canaliza e mareia pelas artérias da nossa espiritualidade. As suas jams de essência instrumental – sobrecarregadas de misticismo, exotismo e psicadelismo – são superiormente dirigidas por uma guitarra tropical de riffs estimulantes, afrodisíacos, inefáveis e empolgantes que se avolumam, apimentam e vivificam à boleia do chamejante efeito Fuzz, um baixo encorpado e agradavelmente balanceado a linhas reverberantes, sombreadas, empoladas e possantes, e uma despretensiosa bateria de ritmicidade magnetizante, prazenteira e cativante que tiquetaqueia este segundo e renovado capítulo da fabulosa digressão trilhada pelos Mantra Machine. É-me ainda fundamental alongar os elogios ao fabuloso artwork – soberbamente pincelado pelo ilustrador holandês Jonas Louisse – que nos maravilha com a sua ondulação de textura e coloração estelar. ‘Heliosphere’ é um álbum de fácil digestão e imediata devoção. Deixem-se envolver e arrebatar pela intoxicante fervura de um dos registos mais deliciosos de 2019.

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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

🥁 Paul Marrone // Radio Moscow @ Duna Jam, 2019

Grateful Dead @ Winterland, 1978

King Crimson - "21st Century Schizoid Man" (Hyde Park, 1969)

💀 Electric Wizard 💀

🕊 Geezer Butler // Black Sabbath (Austin, Texas 1971)

Review: ⚡ Monarch - 'Beyond the Blue Sky' (2019) ⚡

Conheci os californianos Monarch algures em 2015, quando por mero acaso me deparara com o seu admirável EP de estreia (lançado em 2014 numa rústica e limitada edição autoral, e que em 2016 viria a receber a meritória atenção da editora dinamarquesa El Paraiso Records, regravando os temas já existentes, acrescentando outros dois, estendendo a sua duração e promovendo-o a um álbum intitulado de ‘Two Isles’) e lembro-me perfeitamente do quão impactado e maravilhado ficara com a sonoridade do jovem quinteto. Naturais da carismática cidade costeira de San Diego (CA, EUA) – aquela que para mim continua a merecer o estatuto da actual Meca do Heavy Psych – os veneráveis Monarch preparam-se agora para lançar o seu segundo trabalho de longa duração (agendado para o próximo dia 9 de Agosto) pela insuspeita El Paraiso Records sob a forma física de CD e vinil e eu transbordara de entusiasmo com a dignificante e irrecusável oportunidade de o vivenciar na íntegra e em primeira mão. Tal como acontece com o seu antecessor, ‘Beyond the Blue Sky’ resulta de uma delirante orgia entre um deslumbrante, edénico, aromático e estimulante Psychedelic Rock de textura revivalista e um majestoso, hipnótico, erótico e ostentoso Prog Rock de inspirada, inventiva e ousada condução. A sua sonoridade agradavelmente veraneia – tingida, nutrida e condimentada a uma sublimada aura jazzística que sobrevoa as caprichadas composições – massaja a nossa alma arrebatada com uma ébria e refrescante brisa oceânica suspirada pelas ondas do Pacífico. São 39 minutos completamente absorvidos e ofuscados por um afável clima paradisíaco que em nós instaura toda uma ininterrupta sensação de pleno êxtase e uma diluviana fascinação. De olhar semi-selado e embriagado, cabeça e tronco bamboleantes, sorriso esculpido e perpetuado no rosto, e ouvidos salivantes, somos mergulhados e mitigados num maravilhoso oásis espiritual do qual não mais desejamos emergir. De lucidez embaciada, sonolenta e arrebatada, todos os nossos sentidos saboreiam as primorosas guitarras que se entrelaçam em suavizantes, requintados, divinos e emocionantes acordes dotados de uma excessiva e desafogada beleza, e se perseguem destemidamente em ziguezagueantes, velozes, alucinados e atordoantes solos de elevada toxicidade, o murmurante baixo de linhas fluidas, magnetizantes, dançantes e revigoradas, um mágico e transcendental sintetizador que vaporiza toda uma nebulosa e celestial fragância na atmosfera, uma harmoniosa bateria locomovida a um toque polido, cuidado e cintilante, e uma aveludada, maviosa, sedutora e ensolarada voz que coroa este portentoso novo álbum de Monarch. De destacar e elogiar ainda o estético artwork de direcção minimalista e créditos apontados ao Jakob Skøtt (responsável único pelas emblemáticas ilustrações que conferem rosto à discografia da El Paraiso Records) que com imaculada exactidão transpusera para o universo visual tudo aquilo que a quimérica musicalidade de ‘Beyond the Blue Sky’ edifica no imaginário do ouvinte. Este é um álbum verdadeiramente magistral que me envolvera e namorara do primeiro ao derradeiro tema. A banda-sonora de eleição para este Verão. Deixem-se enfeitiçar e contagiar pelas estarrecedoras, arquitectónicas e encantadoras danças babilónicas de Monarch, e levitar na sagrada e vertiginosa direcção dos vítreos céus de tonalidade turquesa que ornamentam este consagrado ‘Beyond the Blue Sky’. Forte candidato a álbum do ano. Bronzeiem-se, banhem-se e purifiquem-se nele.