quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

🏆 2025: TOP 25 🏆

 HÖG - 'Blackhole' (RidingEasy Records)
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André Drage - 'Wolves' (Drage Records)
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Soft Ffog - 'Focus' (Is It Jazz? Records)
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Marmalade Knives - 'Paradigm Lost' (Electric Valley Records)
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Lars Fredrik Frøislie - 'Gamle Mester' (Karisma Records)
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Ring Van Möbius - 'Firebrand' (Apollon Records)
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Krokofant - '6' (Is It Jazz? Records)
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Requiem Blues - 'Requiem Blues' EP (Helium Records)
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Requiem Blues - 'Same Old Story' EP (Helium Records)
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10º Ball - 'Satanic Ecstasy' (Horny Records / Subliminal Records)
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11º Witchcraft - 'Idag' (Heavy Psych Sounds Records)
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12º Homegrown - 'Homegrown' (Majestic Mountain Records)
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13º Wytch Hazel - 'V: Lamentations' (Bad Omen Records)
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14º Causa Sui - 'In Flux' (El Paraiso Records)
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15º Kronstad 23 - 'Sommermørket' (El Paraiso Records)
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16º Moundrag - 'Deux' (Spinda Records / Stolen Boly Records)
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17º Black Pig Meat - 'Symbiotic Dream' (Raging Planet)
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18º Madmess - 'The Third Coming' (Gig.Rocks! / Kozmik Artifactz / Glory or Death Records)
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19º Domadora - 'Indian'
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20º Desert Smoke - 'Desert Smoke' (Raging Planet)
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21º The Bateleurs - 'A Light in the Darkness' (Discos Macarras)
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22º El Saguaro - 'Enthusiecstasy' EP (Pink Tank Records)
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23º The Rose City Band - 'Sol y Sombra' (Thrill Jockey Records)
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24º Da Captain Trips - 'In Between' (Subsound Records)
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25º Goblyns - 'Three Sisters' (Crazysane Records)
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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

🍂 Dead Meadow (1998)

📸 Dave Holloway

Review: 🔮 Marmalade Knives - 'Paradigm Lost' (2025, Electric Valley) 🔮

★★★★

Cinco anos após o lançamento do seu delicioso álbum de estreia – intitulado ‘Amnesia’ e aqui devidamente esmiuçado –, a formação norte-americana Marmalade Knives – originalmente formada nas montanhas de Santa Cruz (Califórnia), mas hoje desenraizada e movida numa espargata de costa a costa (com um pé firmado na Califórnia e o outro em Nova Iorque) – acaba de nos presentear com o seu segundo trabalho de longa duração, denominado ‘Paradigm Lost’ e carimbado pelo selo discográfico italiano Electric Valley Records. Este apaixonante tridente, que ocasionalmente conta com a participação de um quarto elemento, leva à nossa mesa uma colorida, apaladada e inventiva amálgama sonora onde facilmente se identificam e saboreiam um serpenteante, sensual, piramidal e enleante Prog Rock de vistosos bailados árabes e uma cósmica propulsão Eloy’ana, um envolvente, odoroso, eloquente e deslumbrante Psychedelic Rock oxigenado por um agradável, morno e afável clima west-coast e perfumado por uma indiscreta inspiração jazzística situada entre as margens dos germânicos Kraan e Annexus Quam, e ainda um hipnótico, bucólico, enfeitiçante e camaleónico Krautrock de radiosas e meditativas paisagens pastorais trazidas de Popol Vuh, exóticas passagens de condimentos alienígenas colhidos em Amon Düül II e um firme pulso motorik troteado à boa moda de Neu!. Submersos num xamânico e quimérico ritual, incensado por coloridas e fantasmagóricas poeiras estelares, estrelado pela estonteante pirotecnia celestial e centrifugado por luminosos e enérgicos quasares, que nos extasia, inebria e faz levitar pela sempiterna verticalidade cósmica, somos inundados pela radiação sacramental de ‘Paradigm Lost’ que nos electrifica todas as ramificações do nosso circuito espiritual. Farolizados pela messiânica luzência de Marmalade Knives somos cativados e desaguados nas nirvânicas praias do paraíso mental. O vislumbrar do maravilhoso romper da aurora cósmica. A inalação – de olhar selado e narinas dilatadas – da doce fragância oriental que nos desobstrói a autoestrada consciencial. São 39 minutos banhados por um misticismo seráfico que nos intoxica de lisérgica bruma estelar e faz gravitar um imperturbável estádio de plena ataraxia.  Um jogo de espelhos onde nos perdemos e encontramos. Na composição desta eucaristia astral, de essência instrumental, perfilam-se uma alucinógena guitarra de dançantes, caleidoscópicos, prismáticos e delirantes riffs de onde são desatados gritantes, ácidos, venenosos e bruxuleantes solos que ecoam pela infinidade extraterrestre, um baixo magnético de reverberação murmurante, vagueante, elástica e flutuante, uma bateria acrobática de suados, quentes, atraentes e desatados ritmos funky, e um admirável sintetizador, criador de majestosos, fantásticos e milagrosos cenários cósmicos, que nos convida ao escapismo sónico. ‘Paradigm Lost’ é um álbum divinal – maquilhado a beleza etérea e executado a disciplinada destreza – que nos cega com a sua sagrada rutilância. Autêntica tapeçaria persa que nos viaja no tempo e no espaço. Um dos registos mais extraordinários do ano está aqui, no intenso clarão de Marmalade Knives que chameja com vistosa distinção nos céus crepusculares do moribundo 2025.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

🍷 Rory Gallagher's Taste - "Same Old Story" (Isle Of Wight Festival 1970)

Review: 🌶️ Requiem Blues - 'Same Old Story' EP (2025, Helium Head) 🌶️

★★★★

Depois de no início do presente ano o explosivo tridente ofensivo britânico Requiem Blues – residente na cidade de Liverpool – ter detonado o seu entusiástico EP de estreia (aqui trazido e imoderadamente reverenciado), o mesmo regressa agora com mais um bombástico registo de curta duração intitulado ‘Same Old Story’ e editado pela Helium Head Records no exclusivo formato digital. A par do que acontece com o seu irmão mais velho, ‘Same Old Story’ é orientado e chamejado por um incrível, picante, provocante e irresistível Blues Rock de libidinoso balanço boogie e mãos dadas a um exuberante, tonificado, electrizante e lubrificado Hard Rock de amarelecido brilho vintage. Uma bebida espirituosa – de trago mélico e urticante – que nos seduz, alcooliza e conduz à rendição. A sua sonoridade ardente, movediça, atiradiça e atraente – atestada de testosterona – presta uma descarada homenagem a Rory Gallagher’s Taste (como o nome do EP, a versão cover desse mesmo tema originário de Taste (proveniente do álbum de estreia lançado em 1969) aqui presente e o belo artwork assim o sugerem), bem como a outros dinossauros da segunda metade da década de 1960 e da primeira metade da década de 1970 como Budgie, Blue Cheer, Cactus, ZZ Top, Sir Lord Baltimore, Captain Beyond, Pentagram, Iron Claw, Jerusalem, Bang, Leaf Hound e Truth & Janey. Vibrante, delirante, apimentado e viciante, ‘Same Old Story’ é um EP abrasivo que nos incendeia em afrodisíaca tentação e esporeia de selvática comoção. São apenas 12 minutos sobrecarregados de endorfinas, banhados a tintura psicotrópica e inflamados a fritura cósmica, que nos fazem salivar por mais, muito, muito mais. Uma vertiginosa, extasiante, aparatosa e sónica galopada – de desenfreados instrumentos em caótica debandada – que em nós provoca um poderoso sismo emocional. Deixem-se entontecer, inebriar e ferver à estimulante boleia uma guitarra reptiliana que se bamboleia num erótico deboche de enleantes, carnudos, encaracolados e galvanizantes riffs que se desdobram em catadupa, e endoidece numa ácida e psicadélica gritaria de ciclónicos, assanhados, desgarrados e histéricos solos, um baixo insuflado que se meneia em linhas baloiçadas, elásticas, esféricas e empoladas, uma endiabrada bateria escoiceada a virtuosos, leves, livres e espalhafatosos malabarismos rítmicos, uma voz reinante, ecoante e melodiosa de pele acrimoniosa, ferrugenta e venenosa que se equilibra sem nunca perder a postura nas sacudidas costas deste buliçoso rodeo, e um teclado propulsivo de mugidos polposos, enigmáticos, anárquicos e gloriosos que arremessa a toda a velocidade o derradeiro tema deste EP na vertiginosa direcção da deslumbrante medula estelar. Este é um registo verdadeiramente impactante e arrebatador que nos engole e centrifuga numa emancipadora, desorientadora e alucinante viagem. Um poderoso vórtice onde todo o cosmos é aspirado e remexido numa enlouquecedora espiral de cores berrantes, caleidoscópicas e pulsantes. Estou de coração flechado pelo cupido Requiem Blues.

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

🦄 Teruo Nakamura - 'Unicorn' (1973)

🌪️ Kyuss (1994)

Review: 🏰 Homegrown - 'Homegrown' (2025, Majestic Mountain) 🏰

★★★★

Dos encantados bosques suecos chega-nos o enfeitiçante ritual Wicca soberbamente musicado pelo habilidoso quarteto escandinavo Homegrown, de denominação homónima e editado pela sua compatriota Majestic Mountain Records. Este segundo álbum da turma residente na cidade de Gotemburgo vem incensado por uma mágica sonoridade – cozinhada num fervilhante e borbulhante caldeirão, abraçado por dançantes lavaredas e no qual são submergidas e remexidas ervas curativas que libertam densos vapores de odores silvestres – onde gravitam entre si um meloso, sedutor, trovador e formoso Psychedelic Rock de deslumbrante atmosfera rural, um ostentoso, enleante, dançante e majestoso Progressive Rock de ornamentada moldura medieval e um outonal, bucólico, druídico e devocional Folk de forte inspiração ancestral. Fresco, rústico, mélico e romanesco – banhado por um amarelecido brilho vintage –, ‘Homegrown’ é um apaixonante registo de misticidade cerimoniosa e sublimidade fantasiosa que nos amolece o coração, enternece o olhar e inebria de uma sagrada fascinação. Com reminiscências trazidas dos britânicos Wishbone Ash e ecos contemporâneos colhidos nos seus conterrâneos Montgolfière, bem como nos seus vizinhos noruegueses Needlepoint, este miraculoso trabalho dos xamãs suecos causara em mim um tremendo impacto e o mesmo continua a crescer e a surpreender com o acumular de renovadas audições. Deliciosamente detalhado, delicadamente esculpido e elegantemente trajado, ‘Homegrown’ é um virginal paraíso natural de aura fabular onde a magia acontece e permanece. Verdadeira poesia instrumental. Rendidos, extasiados e embevecidos, caminhamos livremente de olhar esfaimado pelas verdejantes planícies trilhadas por aventurosos cavaleiros de lanças empunhadas, habitadas por frondosas florestas que escondem feiticeiras e animais lendários, e vigiadas de perto por imponentes castelos que recortam o firmamento. Com duas mãos repletas de galantes, maviosos, pomposos e semelhantes temas de contagiante meneio celta, ‘Homegrown’ toma-nos de assalto durante 52 minutos. Munidos de duas irresistíveis guitarras siamesas que se entrançam numa ritualística e afrodisíaca dança de formosos, vistosos, polidos e envernizados acordes que nos namoram desavergonhadamente, e minuciosos, delgados, refinados e primorosos solos que nos fazem revirar o olhar e cravar os dentes nos lábios, um baixo bamboleante de linhas vagueantes, fluídas, entretidas e magnetizantes, e uma deliciosa bateria de ritmos desembaraçados, leves, atraentes e condimentados, este quarteto nórdico acaba de fabricar uma autêntica obra-prima. Este é um álbum piramidal, de admirável destreza, erudita fineza e beleza escultural, que me proibira de pestanejar e fizera salivar entre o primeiro e o derradeiro tema que o balizam. Uma tocante, provocante e imersiva liturgia – arejada, aromática e caramelizada – que nos seduz, envolve e conduz à nirvânica salvação. Um dos grandiosos álbuns forjados em 2025 está aqui. Purifiquem-se nele.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

🌹 Low - "July" (2001)

☮︎ Alvin Lee // Ten Years After

Review: 🐽 Black Pig Meat - 'Symbiotic Dream' (2025, Raging Planet) 🐽

★★★★

É de origem portuguesa uma das maiores surpresas sonoras de 2025. Sendo eu um indefectível entusiasta do Jazz Fusion gerado e electrificado na dourada década de 1970, e que há muito lamentava tratar-se de um subgénero musical sem representação nacional nos tempos que correm, foi boquiaberto, de olhar incendiado e ouvidos salivantes que experienciei o espantoso álbum de estreia de Black Pig Meat – talentoso quarteto domiciliado na cidade de Coimbra – denominado ‘Symbiotic Dream’ e editado pela influente companhia discográfica lusitana Raging Planet através dos formatos CD e digital. Baloiçando entre um atmosférico, estético, cinematográfico e sedutor Contemporary Jazz a fazer recordar as agradáveis paisagens nevadas de John Abercrombie, Bill Frisell, Jakob Bro e Edena Gardens, e um cerebral, magnetizante, provocante e sensacional Jazz Fusion com clássicos ecos de Mahavishnu Orchestra, Weather Report, Return to Forever, Frank Zappa e Soft Machine, a sumptuosa, enfeitiçante, espalhafatosa e cerimonial sonoridade de Black Pig Meat embarca ainda num ousado safari pelas labirínticas selvas de um exótico, colorido, carnavalesco e caleidoscópico Psychedelic Rock de apimentado suor latino e influência colhida em Carlos Santana. Norteadas por um experimentalismo sem fronteiras e um magnetismo simbiótico, as intuitivas, esponjosas, aventurosas e evolutivas jams instrumentais de ‘Symbiotic Dream’ induzem e conduzem o ouvinte pelos místicos territórios de um afrodisíaco sonho. Ziguezagueando entre passagens lenitivas, envolventes e reflexivas que nos travam a respiração e soterram nos abismos da introspecção, e espalhafatosas, ritmadas e buliçosas cavalgadas de instrumentos em sónica debandada que nos sobreaquecem e embevecem o espírito, este é um álbum magistral que se agiganta e supera a cada renovada audição. Edénico, sidérico e divinal, este primeiro passo discográfico da turma conimbricense mais se assemelha a um histórico salto olímpico. Uma estreia auspiciosa que em mim causara um verdadeiro sismo emocional de elevada magnitude. Na composição deste criativo vulcão em diluviana erupção podemos testemunhar as vistosas danças de uma guitarra devaneante que nos mumifica numa sedosa teia de embriagantes, fascinantes e empolgantes riffs e descarrila num rodopiante vendaval de solos derrapantes, estonteantes e angulosos, a dominante reverberação de um baixo sombreado, obeso e coeso que pulsa e soletra o riff-base numa repetição absorvente, a quimérica sublimidade suspirada por um adorável teclado de polposos mugidos e bailados entretidos que nos borrifa com brilhantes e fantasmagóricas poeiras cósmicas, e as extraordinárias acrobacias jazzísticas de uma endiabrada bateria vivamente locomovida a ritmos animados, excitantes e desembaraçados. ‘Symbiotic Dream’ é um registo verdadeiramente irresistível, embebido em chamejante exotismo e desarmante tecnicismo, que toca as longínquas e tão cobiçadas fronteiras da perfeição. Aos meus ouvidos, o melhor álbum português do ano.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

🏜️ Billy Gibbons & Dusty Hill // ZZ Top (1974)

Review: 🚀 Frozen Planet 1969 - 'Echoland' (2025, Pepper Shaker Records) 🚀

★★★★

Com mais de duas décadas de existência e duas mãos cheias de álbuns editados, o irreverente tridente australiano Frozen Planet 1969 – domiciliado na cidade artística de Sydney – desperta agora de uma inédita hibernação que se seguira ao lançamento em 2022 de ‘Not From 1969’ (aqui trazido e merecidamente enaltecido) para descansar e presentear todos os seus fiéis seguidores com o descortinar de um novo capítulo discográfico da sua maravilhosa odisseia espacial intitulado ‘Echoland’ e previsivelmente promovido pelo seu selo caseiro Pepper Shaker Records através dos formatos CD e digital. Continuando a fazer da libertadora configuração jam a sua estrela orientadora, os australianos neste seu novo álbum não deixam de atribuir uma estrutura mais raciocinada e cinzelada aos desiguais temas que o povoam. Camaleónica, alucinógena, sónica e devaneante, a desamarrada sonoridade de ‘Echoland’ vagueia livre e vaidosamente pela sempiterna vacuidade cósmica de um narcotizante, aventuroso, odoroso e viajante Space Rock que se embebeda de influências nos clássicos germânicos UFOAgitation Free e Cosmic Jokers, e incendeia-se na incandescente lava de um electrizante, propulsivo, explorativo e excitante Heavy Psych sintonizado nas mesmas frequências de relevantes referências da actualidade como os californianos Earthless, os texanos Tia Carrera ou os parisienses Domadora. Ricocheteando entre a gélida e contemplativa lisergia que nos faz levitar, sonolentos e sem destino, pelos deslumbrantes e inexplorados jardins alienígenas, e a vulcânica e imersiva euforia que nos embala na centrifugante vertigem sideral, somos encandeados, magnetizados e engolidos pela feitiçaria instrumental de Frozen Planet 1969. Este caldeirão cósmico – de espuma transbordante e coloração pulsante – que encerra chamejantes fornalhas estelares, planetas sombrios, enxames de asteroides e cometas luzidios – é revolvido por uma guitarra ácida que se meneia em dançantes, oleados, tonificados e provocantes riffs que desaguam num mirabolante manancial de solos serpenteantes, escorregadios, enleantes e fugidios, um baixo motorizado de linhas empoladas, elásticas, enfáticas e sombreadas, e uma bateria soberbamente groovy de ritmos quentes, agitados, fluídos e atraentes. São 42 minutos de incessante sedução que nos mantém de fascinação atrelada a este foguetão do primeiro ao derradeiro tema. ‘Echoland’ é um álbum sofisticado, envolvente e apaixonante – condimentado pelo sal do oceano astral – que fará dos seus ouvintes verdadeiros astronautas no seu infindável Cosmos espiritual.