domingo, 19 de janeiro de 2020

☀️ Causa Sui - 'Free Ride' (2007)

🦇 Tony Iommi // Black Sabbath (Technical Ecstasy tour, 1976)

🍾 Janis Joplin (19/01/1943 🎗 04/10/1970)

🚩 Stevie Nicks // Fleetwood Mac (1975)

📷 Fin Costello

🍴 Pappo's Blues - "Sucio Y Desprolijo" (1972)

⚜️ Emerson, Lake & Palmer (via Muziek Expres, 1971)

💣 Jack Bruce // Cream, 1971

sábado, 18 de janeiro de 2020

Review: ⚡ RYTE - 'RYTE' (2020) ⚡

Renascidos das cinzas dos saudosos Pastor, os recém-formados druídas austríacos RYTE – sediados na cidade-capital de Viena – acabam de lançar o seu muitíssimo aguardado álbum de estreia. De designação homónima e devidamente promovido pelo imparável selo discográfico romano Heavy Psych Sounds sob a forma física de CD e vinil, ‘RYTE’ vem governado e inflamado por um electrizante, psicotrópico, misantrópico e alucinante Heavy Psych, um serpenteante, melódico, exótico e hipnotizante Heavy Prog e ainda um tirânico, tenebroso, vigoroso e messiânico Proto-Metal de ressonância Black Sabbath’ica. A sua sonoridade tremendamente galvanizadora e impactante – destilada de um épico confronto entre os consagrados californianos Earthless, Mammatus e Ancestors – ostenta elaboradas, ostentosas e inspiradas composições onde envolventes e evolutivos bailados instrumentais se agigantam e desaguam em crescendos estonteantes, sónicos e triunfantes que culminam numa explosiva e catártica euforia capaz de nos fazer rasgar as vestes da lucidez. Na génese desta perfeita e apoteótica simbiose instrumental estão duas guitarras gémeas que se avultam e empoderam na assunção e condução de majestosos, fumegantes, intrigantes e trevosos Riffs, e se entrelaçam e multiplicam em estonteantes, ciclónicos, homéricos e excitantes solos, um pesado, magnético e sombreado baixo de bafagem tensa, densa e reverberante, uma incrível bateria de apurada sensibilidade jazzística que tiquetaqueia, pauta e esporeia com um toque cintilante, fogoso, acrobático e retumbante, e ainda uns vocais ácidos, ásperos, ferrugentos e diabrinos que assombram toda a revoltosa atmosfera de ‘RYTE’. De destacar e elogiar ainda o fabuloso artwork de créditos apontados à artista gráfica Sandra Havik (aka Cosmik Havik) que ilustrara com irrepreensível exactidão toda a mística, fervilhante, alucinógena e enérgica ferocidade fumegada pelo quarteto austríaco. Este é um álbum integralmente pensado e executado à minha imagem, que ultrapassara largamente as minhas elevadas expectativas a ele previamente dedicadas. ‘RYTE’ é um registo locomovido a uma tremenda ferocidade que nos sacode e implode num intenso turbilhão de adrenalina via auditiva. Deixem-se agredir e engolir por toda esta titânica, raivosa e monolítica avalanche repleta de endorfinas e sintam-se entrar numa vibrante erupção que vos arremessará na vertiginosa direcção do infindável Cosmos. Na ressaca da sua arrebatadora e redentora audição, tudo em mim grita que não será nada fácil afastar este imponente registo do primeiro lugar do pódio referente aos melhores álbuns nascidos em 2020. Uma consumada obra-prima aos meus ouvidos sedentos de poder experienciar algo assim.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

💎 Lucy In Blue @ KEXP (Live, 2019)

🌴 Keith Richards & Gram Parsons @ Joshua Tree, California

📸 Michael Cooper

Review: ⚡ Mythic Sunship - 'Changing Shapes' (2020) ⚡

Depois de ‘Ouroboros’ (Review aqui), ‘Land Between Rivers’ (Review aqui), ‘Another Shape Of Psychedelic Music’ (Review aqui) e ‘Upheaval’ (Review aqui), os exóticos dinamarqueses Mythic Sunship preparam-se agora para nos presentear com mais um novo álbum através do insuspeito selo discográfico local El Paraiso Records. Captado ao vivo na passada edição de 2019 do carismático festival holandês Roadburn Festival e com o seu lançamento oficial calendarizado para o dia de amanhã – 17 de Janeiro – através dos formatos físicos de CD e vinil (este último ultra-limitado a uma primeira prensagem de apenas 500 exemplares, entretanto já reservados e esgotados), ‘Changing Shapes’ encerra todo um vibrante, excêntrico, apoteótico e berrante Carnaval sonoro tão característico deste colectivo nórdico brilhantemente transposto do estúdio para cima do palco. Num admirável e adorável equilíbrio entre velhos temas resgatados dos seus discos anteriores e outros nunca antes estreados, este novo álbum vem inaugurar um renovado capítulo da sua fantástica odisseia musical e sensorial principiada já há uma década. Conjugando um envolvente, hipnótico, psicotrópico e viajante Space Rock com um expressivo, labiríntico, selvático e inventivo Free Jazz que nos remete aos bizarros territórios de vultosas referências como Ornette Coleman, John Zorn ou Pharoah Sanders, a camaleónica sonoridade de ‘Changing Shapes’ catapulta o ouvinte para uma evolutiva, sinuosa, assombrosa e intempestiva digressão pela intimidade espiritual sem destino previamente traçado ou a garantia de um regresso anunciado. Deixem-se dissolver e embevecer nesta mística e ritualística extravagância, condimentada por uma mágica alquimia, onde duas guitarras sónicas imergem e desabrocham com os seus atordoantes, ácidos, gélidos e incessantes solos serpenteados numa bombástica, gritante e orgásmica emancipação, um baixo murmurante e magnetizante de linhas ondeantes, densas, sombrias e dançantes, uma bateria tribalista de galopante, incisiva, criativa e contagiante ritmicidade, e ainda um indomável e intratável saxofone que – com os seus uivos desvairados, aparatosos, libidinosos e embriagados – golpeia, fere e incendeia todo o negro veludo cósmico. ‘Changing Shapes’ é um registo dotado e adornado de uma imensa sedução xamânica que prontamente esgota toda a lucidez do ouvinte e o atesta de uma ofuscante embriaguez. Diluam-se, percam-se e inflamem-se nas brumosas profundezas de Mythic Sunship, e experienciem sem a mais pequena réstia de inibição todo o gritante, frenético e euforizante esplendor deste seu memorável registo gravado ao vivo.

🎬 Russian Circles - "Sinaia" & "Quartered" | Audiotree Far Out, 2020


🎖 52 anos de Blue Cheer - 'Vincebus Eruptum' (16/01/1968)

🎖 49 anos de 'ZZ Top's First Album' (16/01/1971)