segunda-feira, 5 de novembro de 2018
domingo, 4 de novembro de 2018
Review: ⚡ Drug Cult - ‘Drug Cult’ (2018) ⚡
Da pequena cidade
australiana de Mullumbimby chega-nos
o estrondoso e impactante álbum de estreia do jovem quarteto Drug Cult. De denominação homónima e oficialmente
lançado e promovido pelo selo discográfico londrino Ritual Productions sob a forma física de CD e vinil (ambos os formatos
disponíveis em duas versões diferenciadas), este ‘Drug Cult’ encerra e
desenterra um obscurantista, possante, reverberante e ocultista Psych Doom, lavrado e adornado por um envolvente e meditativo Drone Metal, que nos espartilha, angustia
e soterra nos mais profundos abismos da alma. A sua sonoridade verdadeiramente esotérica,
luciférica, fúnebre e enigmática causa no ouvinte uma forte sensação de sedação,
hipnotismo e fascinação que o mantém de pupilas dilatadas, respiração pausada e
atenção ininterruptamente ancorada no seu vasto lastro espiritual. Conseguem
imaginar um cruzamento entre os míticos Electric
Wizard e os druidas nova-iorquinos Naam?
Se sim, chegaram aos negros, morfínicos e ritualísticos domínios de Drug Cult. São cerca de 42 minutos
atestados de uma densa, sombria e intensa radiância que nos encobre, envolve e submerge
num amplo e profundo negrume do qual não mais conseguimos emergir e regressar ao
longo de todo o álbum. Comunguem toda esta intrigante, demoníaca e narcotizante
liturgia – que em nós semeia e floreia as melancólicas trevas – à memorável boleia
de uma guitarra profana e fervida em efeito fuzz
que se robustece e enegrece em riffs
aterrorizantes, ácidos, sádicos e prepotentes, um baixo ressonante de linhas
sólidas, encorpadas, densas e bafejantes, uma bateria incisiva de cadência criativa,
dinâmica e explosiva, e uma voz translúcida, ecoante, penetrante e enregelada que
lidera toda esta mística caravana sonora pela pálida e fantasmagórica nebulosidade
de ‘Drug
Cult’. Este é um álbum detentor de uma soturnidade reinante que nos
sopra as velas da lucidez, eteriza e faroliza de olhos vendados e sentidos abafados
pelos virgens trilhos da sua intensa, densa e ameaçadora cerração. Deixem-se ocultar
e dissolver nas vertiginosas e caliginosas trevas de Drug Cult e atestem toda a imponência, força e efervescência de um
dos álbuns mais surpreendentes e enfeitiçantes de 2018.
Links:
➥ Facebook
➥ Bandcamp
➥ Ritual Productions
➥ Bandcamp
➥ Ritual Productions
sábado, 3 de novembro de 2018
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
Review: ⚡ BelzebonG - ‘Light the Dankness’ (2018) ⚡
Os polacos BelzebonG acabam de brindar e
surpreender todos os seus adoradores com a banda sonora perfeita para o
presente dia de Halloween. Refiro-me
a ‘Light
the Dankness’, o tão aguardado sucessor de ‘Greenferno’ (review aqui) e que chega a nós
não só sob a forma digital, mas igualmente nos formatos físicos de CD e vinil
(este último repartido em três edições distintas e cada uma delas limitada à
existência de apenas 200 exemplares disponíveis). Lançado hoje mesmo numa edição
autoral e através das suas páginas oficiais de Bandcamp e Youtube, este
novo álbum do quarteto há muito dedicado ao lado mais psicotrópico e luciférico
do Doom Metal vem enlameado e sobrecarregado por uma
sonoridade pantanosa, fumarenta, morfínica e tenebrosa que provoca no ouvinte
efeitos em tudo semelhantes aos da absorção do Tetraidrocanabinol (THC). Uma espessa, nebulosa e esverdeada exalação
– de elogio e veneração às substâncias psicoativas – que se adensa e agiganta numa
monolítica avalanche e que consequentemente nos envolve, sombreia e revolve sem
qualquer piedade ou inibição. Profundamente baseado em pesados, vigorosos, poderosos
e embriagados riffs – manobrados e
modulados por duas guitarras corrosivas, robustecidos e bafejados por um baixo intensamente
musculado, e esporeados por uma bateria incisiva e explosiva – que desaguam em alucinantes,
ácidos e atordoantes solos, ‘Light the Dankness’ conta ainda com
a intrigante presença de samples cirurgicamente
amputados a Cult Horror Films que
emprestam a este registo toda uma dose extra de fascínio. São cerca de 35
minutos – distribuídos pelos quatro temas que o corporizam – sumamente administrados
por uma tóxica, enigmática e demoníaca vaporização que nos amortalha e soterra
numa brumosa narcose capaz de asfixiar, turvar e embaciar a nossa lucidez. Este
é um álbum de efeitos medicinais e espirituais. Inalem toda a sua lisérgica bafagem
vaporada pelo próprio Diabo, e sintam-se relaxar, sedar e estacionar numa
imperturbável sensação de bem-estar.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Review: ⚡ The Wizards - ‘Rise of the Serpent’ (2018) ⚡
Da vizinha Espanha – mais concretamente da cidade portuária
de Bilbau – chega-nos o terceiro e
novo álbum do quinteto basco The Wizards
denominado de ‘Rise of the Serpent’ e lançado no passado dia 26 de Outubro
pela mão do selo discográfico germânico High
Roller Records sob a forma física de CD e vinil (este último reduzido a uma
prensagem ultra-limitada de apenas 200 cópias existentes). Descendentes directos de uns Judas Priest e uns Thin Lizzy, estes The
Wizards hasteiam um ostentoso, imponente, principesco e poderoso Proto-Metal de feições setentistas, profundamente influenciado
pela tão emblemática New Wave of British
Heavy Metal (N.W.O.B.H.M.) talhada e patenteada no final dos anos
setenta e inícios dos oitenta. A sua sonoridade galopante, majestosa, vistosa e
pujante balanceia-se por entre a robustez, a harmonia e a rapidez num admirável
equilíbrio de forças que nos mantém a ela firmemente fascinados e de atenção
ancorada. São cerca de 48 minutos atestados de uma enérgica e desenfreada cavalgada, brilhantemente
esporeada por duas guitarras gémeas que se serpenteiam na ascensão de
imponentes, homéricos e marcantes riffs
e na frenética condução de luxuosos, altivos e portentosos solos, um potente baixo
de bafagem pesada, tensa e torneada, uma bateria estrondosa, rápida e impetuosa,
e uma voz volumosa, melódica, temperada e vaidosa que – apoiada e adornada por
um secundário coro vocal – se engrandece, esclarece e glorifica na ardente
atmosfera de ‘Rise of the Serpent’. Este é um disco de contornos épicos, detentor
de uma fragância graciosamente revivalista que me embriagara e namorara do
primeiro ao último tema. Deixem-se absorver, enfurecer e comover pela veemência
tirânica que este novo álbum de The
Wizards transpira, e vivenciem – de olhar carregado e punhos cerrados –
toda a sua desarmante, nobre e apaixonante grandiosidade. Um verdadeiro rolo
compressor que atropelará todo aquele que o enfrentar. ‘Rise of the Serpent’ é
indubitavelmente um dos grandes e incontornáveis discos do ano, de audição
obrigatória a todos os apóstolos do género.
Links:
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➥ High Roller Records
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➥ High Roller Records
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
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