quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

✌đŸ» Ozzy Osbourne // Black Sabbath

🌍 Crypt Trip // European Tour 2019

© Sam Pierson

Deep Purple - "Lazy" (Machine Head, 1972)

🍁 Sonic Whip 2019

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Review: ⚡ Mang Ont - ‘Maa Sarv’ (2019) ⚡

Do leste europeu chega-nos a e soberana e rosnante lisergia transpirada pelo poderoso power-trio estoniano Mang Ont com o lançamento do seu segundo trabalho de longa duração ‘Maa Sarv’. Apresentado no inĂ­cio do presente mĂȘs de Janeiro numa edição de autor sob a forma fĂ­sica de CD e cassete (este Ășltimo ultra-limitado a apenas 50 cĂłpias existentes), este novo ĂĄlbum desprende na nossa direcção toda uma monolĂ­tica, titĂąnica e portentosa avalanche decibĂ©lica – tomada e cauterizada pelo vulcĂąnico efeito fuzz – que nos persegue ao longo de todo o seu corpo temporal. Orientado por um nebuloso, saturado, febril e rumoroso Stoner Doom de hĂĄlito fumarento e psicotrĂłpico que – aliado a um meditativo, etĂ©reo e lenitivo psicadelismo de admirĂĄvel propensĂŁo celestial – nos hipnotiza, asfixia, narcotiza e arremessa na profunda intimidade e vacuidade de um Cosmos deserto, inĂłspito e tenebroso, este ‘Maa Sarv’ tem a capacidade de nos entorpecer o olhar, rebaixar as pĂĄlpebras e tombar o semblante de encontro ao peito. Soterrados na sua espessa, intensa e sĂ­smica reverberação sonora, somos canalizados e viajados numa envolvente hipnose que nos preenche de morfina via auditiva. Revolvam-se pausada e detidamente num perfeito estĂĄdio de sonambulismo ao mĂ­stico som de uma guitarra intoxicante que se hasteia em tensos, corpulentos, embaciados e obscurecidos riffs, e se supera em ecoantes, gĂ©lidos, alucinĂłgenos e atordoantes solos, um baixo melancĂłlico conduzido a linhas bafejantes, tonificadas, onduladas e ressonantes, e uma bateria ardente de ofensivas vigorosas, dinĂąmicas e impetuosas. Num contexto secundĂĄrio, Ă©-me ainda importante destacar e elogiar os vocais distorcidos, avinagrados, frĂ­gidos e espectrais que se desprendem das mais sepultadas trevas para se enfatizarem Ă  tona desta abissal narcose. Chego ao final dos 46 minutos que balizam os trĂȘs temas do ĂĄlbum completamente alcoolizado e arrebatado pela sua poderosa toxicidade. ‘Maa Sarv’ Ă© um disco adornado e nebulizado por uma anestĂ©sica e encantadora atmosfera que nos sorve a lucidez e petrifica num perfeito estĂĄdio de embriaguez. Vivenciem de forma detida e compenetrada toda esta imersiva odisseia de corpo embriagado e algemado pela inĂ©rcia, e consciĂȘncia libertada e derramada pela vertiginosa infinidade que se desdobra nos firmamentos do negrume estelar. Indubitavelmente o registo mais coeso e impactante da ainda parca e modesta discografia de Mang Ont que causara em mim toda uma duradoura ressaca difĂ­cil de afugentar.

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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

📀 Monkey3 - 'Sphere' (12/04/2019, Napalm Records)

đŸŽȘ Prisma Circus (live, 2018)

📾 Roberto Jorge Escudero

★ Crypt Trip - "Natural Child"

📀 Green Lung - 'Woodland Rites' (20/03/2019, Kozmik Artifactz)

🍭 Jimi Hendrix

đŸŽč Jon Lord // Deep Purple

© Fin Costello

🎬 Alguien MĂĄs En Quien Confiar (2017) ★★★★★

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Review: ⚡ Seedium - ‘Awake’ EP (2019) ⚡

Do noroeste da PolĂłnia chega-nos ‘Awake’, o intoxicante EP de estreia do jovem power-trio instrumental Seedium. Lançado muito recentemente e unicamente em formato digital – apesar da garantia deixada pela banda de um lançamento em formato fĂ­sico de CD agendado para um futuro prĂłximo – atravĂ©s da sua pĂĄgina oficial de Bandcamp, este auspicioso primeiro registo da banda polaca formada em 2017 vem saturado e enfeitiçado por um nebuloso, temulento, fumarento e pantanoso Psych Doom carregado pelo erosivo efeito fuzz. A sua sonoridade imensamente viscosa, morfĂ­nica, lisĂ©rgica e oleosa convida o ouvinte a enlamear-se e arrastar-se numa poderosa narcose que o absorve, mumifica, petrifica e revolve do primeiro ao derradeiro tema. SĂŁo cerca de 27 minutos completamente ensombrados por uma atmosfera temulenta, distĂłpica, enigmĂĄtica e pardacenta que nos desmaia as pĂĄlpebras, enluta a alma e esgota atĂ© a mais combativa rĂ©stia de lucidez. Ensopem-se neste banho de impassĂ­vel e psicotrĂłpica escuridĂŁo Ă  profĂ©tica boleia de uma guitarra untada em THC que se avoluma e encrespa em riffs monolĂ­ticos, poderosos, umbrosos e demonĂ­acos, e se transcende em solos ecoantes, ĂĄcidos, gĂ©lidos e viscerais, um baixo carrancudo de pesada e reverberante bafagem que se conduz em linhas oscilantes, robustas, corpulentas e pulsantes, e uma estimulante bateria de toque cintilante, explosivo, ofensivo e tonitruante que galopa pesada e vagarosamente toda esta alucinĂłgena avalanche capaz de nos induzir um pleno e prazeroso estĂĄdio xamĂąnico. ‘Awake’ Ă© um EP detentor de propriedades terapĂȘuticas em tudo semelhantes ĂĄs do consumo da cannabis, que atestam a capacidade espiritual do ouvinte de uma poderosa e duradoura dosagem de misticismo redentor. Deixem-se magnetizar, sedar e recostar numa perfeita sensação de bem-estar, e sintam-se alcançar e imortalizar nos domĂ­nios de um transe religioso. Seedium Ă© um potente anestĂ©sico via auditivo que vos manterĂĄ cientes nas soterradas trevas de um sonho acordado, e de onde muito dificilmente conseguirĂŁo desancorar-se e emergir. Uma das maiores surpresas hasteadas neste inĂ­cio de 2019 estĂĄ aqui, na cerrada e esverdeada exalação de ‘Awake’. Empestem-se na sua turva toxicidade.

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sĂĄbado, 26 de janeiro de 2019

đŸ€  Tabernas Desert Rock Fest

Deep Purple - "Child in Time" (In Rock, 1970)

🌮 Joshua Tree, Califórnia (1948)

Dave "Dixie" Collins // Weedeater

🩅 Aeroblus [tributo]

♠ Liz Buckingham // Electric Wizard

Heavy Feather - "Where Did We Go" (The Sign Records, 2019)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Review: ⚡ High n' Heavy - ‘Warrior Queen’ (2019) ⚡

Da cidade norte-americana de New Bedford (localizada no estado de Massachusetts) chega-nos o quarto e novo ĂĄlbum do pujante quarteto High n’ Heavy apelidado de ‘Warrior Queen’ e oficialmente lançado hoje mesmo atravĂ©s do selo discogrĂĄfico italiano Electric Valley Records sob a forma fĂ­sica de vinil (disponĂ­vel em trĂȘs diferentes ediçÔes e ultra-limitadas a poucas dezenas de cĂłpias existentes). Escudado e entrincheirado num tirĂąnico, altivo, combativo e dinĂąmico Heavy Rock de indiscreta inspiração setentista em parceria com um empolgante, destravado e euforizante Skate Rock de ritmicidade e intensidade imprĂłprias para cardĂ­acos, este ‘Warrior Queen’ vem dotado de uma potĂȘncia, robustez e efervescĂȘncia capazes de nos fazer entrar em combustĂŁo. SĂŁo 36 minutos galopados a uma pesada, titĂąnica e desenfreada cavalgada que nos devasta sem qualquer misericĂłrdia ou inibição. Absorvam toda esta dosagem de adrenalina via auditiva Ă  boleia de uma guitarra intoxicante que se enlameia em intrigantes, corrosivos, pantanosos e fumegantes riffs e se galanteia em majestosos, electrizantes, dilacerantes e voluptuosos solos, um baixo dominante que se carrega atravĂ©s de linhas possantes, tensas, obscuras e trovejantes, um litĂșrgico ĂłrgĂŁo de bailados arrepiantes, enigmĂĄticos, lucifĂ©ricos e atemorizantes, uma bateria diligente que tanto se inebria e esmorece como se desprende e enlouquece, e uma voz exasperada, erosiva, cavernosa e escarpada que capitaneia toda esta avalanche bĂ©lica. ‘Warrior Queen’ Ă© um registo despĂłtico, de natureza intrigante, atormentada, distorcida e inquietante que nos mantĂ©m enfeitiçados e a ele atrelados do primeiro ao derradeiro tema. Ousem transpor as imponentes muralhas que protegem o invicto reinado de High n’ Heavy e enfrentem de forma destemida um dos ĂĄlbuns mais vultosos, aparatosos e impactantes lançados atĂ© ao momento no ainda juvenil ano de 2019.

đŸ’„ Monolord [live]

📾 Ted Daroski

đŸ„ Frank Beard // ZZ Top (London, 1983)

★ Black Sabbath ★

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

F*ck yeah, Earthless!

✌️ Richie Jackson

🙏 Al Cisneros (Sleep/OM)

Review: ⚡ Plastic Woods - ‘Icarus’ (2019) ⚡

Este inĂ­cio de 2019 estĂĄ a ser muito prolĂ­fico para as bandas espanholas, e por isso terei de prolongar a minha estadia – no que a matĂ©ria de reviews diz respeito – no paĂ­s vizinho. Do municĂ­pio de Antequera (MĂĄlaga, Andaluzia) chega-nos o ĂĄlbum de estreia do recĂ©m-formado trio Plastic Woods denominado ‘Icarus’. Lançado no passado dia 18 de Janeiro pela editora discogrĂĄfica espanhola Surnia Records sob a forma fĂ­sica de CD, este fabuloso ĂĄlbum de natureza conceptual prende um envolvente, harmonioso e fascinante sortido de sonoridades que nos cativa do primeiro ao Ășltimo minuto. Superiormente orientado por um inventivo, complexo e altivo Prog Rock de veia jazzĂ­stica e experimental, que se balanceia entre um contemplativo, quente, deslumbrante e lenitivo Psych Rock de aroma primaveril e um poderoso, obscuro e nebuloso Psych Doom de reverberação massiva, este primeiro registo dos jovens Plastic Woods demonstra e ostenta uma admirĂĄvel maturidade capaz de convencer e apaixonar o mais exigente dos ouvintes. A sua musicalidade passeia-se livre e elegantemente por atmosferas marcadamente contrastantes, numa viagem evolutiva que alterna entre paisagens sonoras tingidas a uma estarrecedora placidez e outras incendiadas por uma vibrante efusividade. É esta rotatividade de climas que faz de ‘Icarus’ um extraordinĂĄrio ĂĄlbum de natureza imersiva, onde mergulhamos e nas suas profundezas nos atordoamos e sublimamos. Sintam-se transcender e embevecer ao extasiante som de uma guitarra fenomenal que se consolida em vistosos, monolĂ­ticos, pesados e oleosos riffs e se fragmenta em prodigiosos solos de desarmante beleza e destreza, um baixo de ressonĂąncia modorrenta que se conduz a linhas possantes, arrastadas e torneadas, uma bateria de toque cintilante, polido, delicado e estimulante que se aventura em criativas e aliciantes acrobacias, e uma liderante voz de feiçÔes bipolares que tanto surge branda, melĂłdica e suave como colĂ©rica, aguerrida e cĂĄustica. De destacar – ainda que num contexto secundĂĄrio – a presença de uma flauta transversal que com os seus erĂłticos e compenetrados bailados confere toda uma misticidade extra a esta inspirada e caprichada obra de Plastic Woods. Recostem-se confortavelmente, respirem calma e profundamente, tombem as pĂĄlpebras, eclipsem o olhar, e deixem-se induzir pela intensa maviosidade irradiada por ‘Icarus’. Este Ă© um ĂĄlbum majestoso e cerimonioso – detentor de uma aura sagrada – que prontamente me convertera em seu devoto seguidor. Comunguem a consagrada mĂșsica de Plastic Woods e convertam-se vocĂȘs tambĂ©m.

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🔌 Mooner - 'OM' (Outer Battery Records, 2019)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Review: ⚡ Vertical - 'Vol.3' EP (2019) ⚡

Da cidade de Toledo (Espanha) chega-nos a irreverente e reverberante fogosidade do jovem power-trio Vertical com o lançamento do seu novo EP apelidado de ‘Vol.3’ e lançado muito recentemente tanto em formato digital (disponĂ­vel para download gratuito) como em formato fĂ­sico de CD (numa edição autoral e ultra-limitada a apenas 100 cĂłpias existentes) atravĂ©s da sua pĂĄgina oficial de Bandcamp. Orientada e motorizada por um poderoso, fervilhante e ostentoso Hard Rock em harmoniosa parceria com um enĂ©rgico, provocante e carismĂĄtico Grunge Rock Ă  boa moda dos 90’s, a incitante sonoridade de Vertical arremessa-nos para uma alucinante e vertiginosa digressĂŁo Ă  boleia de um furioso e ruidoso muscle car que desbrava e incendeia as estradas de um horizonte fervido pelo bafo solar. Contando ainda com lisĂ©rgicas passagens que nos envolvem num estĂĄdio de entorpecimento e fascinação, este ‘Vol.3’ Ă© maioritariamente um registo governado a uma redentora explosividade que nos atesta de adrenalina. Na composição deste inflamante trago estĂĄ uma guitarra dominante de riffs musculosos, oleados, ondulados e imperiosos, um murmurante baixo de linhas possantes, obscuras, viçosas e vibrantes, uma bateria ressonante de ritmicidade enĂ©rgica e galopante e ainda uma espantosa voz temperada a ardĂȘncia, vivacidade, aspereza e intensidade que lidera com excelĂȘncia e exuberĂąncia todo este disparo de euforia via auditiva. Sobrevivo ao sĂ­smico entusiasmo desta impactante formação espanhola de respiração ofegante e coração entregue a um rufar incessante. Enfrentem toda esta massiva avalanche detonada pelos Vertical e experienciem todo o vigor transpirado pelo primeiro grande EP de 2019.

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📀 Brant Bjork - 'Jacoozzi' (05/04/2019, Heavy Psych Sounds)

Rotor [Live, 2018]

Skatin' Black Sabbath!

💀 Kadavar

domingo, 20 de janeiro de 2019

The Entrance Band @ San Francisco, California (2008)

Sucking the 70's

Skatin' Riley Hawk!

🕯 Buried in Smoke // Sunn O)))

Review: ⚡ HĂ­brido - 'I' (2019) ⚡

Da regiĂŁo sulista da nossa vizinha Espanha chega-nos o ĂĄlbum de estreia do recĂ©m-formado quarteto HĂ­brido. Apesar de ser lançado apenas amanhĂŁ pelo selo discogrĂĄfico espanhol Spinda Records sob a forma fĂ­sica de CD e vinil (ambos os formatos limitados a uma prensagem ultra-limitada de poucas centenas de cĂłpias), esta banda domiciliada na cidade costeira e portuĂĄria de Algeciras (Andaluzia) acaba de disponibilizar ‘I’ para escuta integral atravĂ©s da sua pĂĄgina oficial de Bandcamp. Contando com membros dos histĂłricos Viaje a 800 (que tantas saudades nos deixaram) e dos muito promissores Atavismo, esta nova formação espanhola presenteia-nos com uma encantadora fragĂąncia sonora de onde se desprendem e enfatizam um serpenteante, hipnĂłtico e exuberante Prog Rock de clara invocação setentista a fazer lembrar os germĂąnicos Eloy, um estival, sedutor, envolvente e celestial Psych Rock e ainda um dinĂąmico Alternative Rock de agradĂĄvel digestĂŁo. A sua mĂșsica – borrifada a misticismo, exotismo e sublimidade – edifica deslumbrantes paisagens sonoras que nos mantĂȘm de respiração sustida, olhar petrificado e alma arrebatada. Na cativante atmosfera de ‘I’ passeia-se ainda uma adorĂĄvel aura de essĂȘncia revivalista que nos remete para uma vivĂȘncia temporal hĂĄ muito em desuso. Deixem-se envolver, enternecer e enlevar pela magnetizante majestosidade de HĂ­brido ao paradisĂ­aco som de duas copiosas guitarras em constante diĂĄlogo entre si que se cortejam e entrançam em aromatizados, mĂ©licos, doces e compenetrados acordes, e se libertam em solos vistosos, edĂ©nicos, sidĂ©ricos e donairosos, um baixo dançante soberbamente nutrido e conduzido a linhas viçosas, fluĂ­das, flexĂ­veis e vigorosas, uma estimulante bateria tanto pujante e explosiva como suave e contemplativa, e ainda um ecoante, lĂ­mpida, profĂ©tico e liderante coro vocal – de idioma castelhano – que sobrevoa toda esta quimĂ©rica exalação temperada e climatizada a desarmante fascinação. ‘I’ Ă© um disco verdadeiramente surpreendente que certamente agradarĂĄ e conquistarĂĄ tanto gregos como troianos. Um ĂĄlbum pensado e executado a uma redentora maestria que me assombrara e inebriara do primeiro ao derradeiro minuto. Velejem os adorĂĄveis mares de HĂ­brido e testemunhem com inteiro apego e devoção aquele que espero tratar-se do capĂ­tulo inicial pertencente a uma rica, extensa e luxuosa odisseia musical. Empoeirem-se na sua nebulosa magia estelar.

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📀 Tia Carrera - 'Visitors/Early Purple' (22-03-2019)

# KYASS