sábado, 25 de maio de 2019

🛸 UFO - "Doctor, Doctor" [Live]

💋 Deep Purple - "Strange Kind of Woman" (1971)

★ Waylon Jennings - 'Lonesome, On'ry & Mean' (1973) ★

Monarch - "Shady Maiden" [Prisma Guitars Shop Sessions]

🙏🏻 Led Zeppelin @ Montreux, 1970

Sunn O))) & Boris - 'Altar' (via Southern Lord Recordings, 2006)

Artwork: Aaron Horkey

sexta-feira, 24 de maio de 2019

🔥 Come on baby...

Review: ⚡ Jordsjø - 'Nattfiolen' (2019) ⚡

Da cidade-capital de Oslo (na Noruega) chega-nos o recém-nascido novo álbum do quarteto Jordsjø. Designado de ‘Nattfiolen’ e lançado hoje mesmo sob a forma física de CD e vinil (este último bifurcado em duas edições ultra-limitadas), adjectiva-se como o resultado de uma devota inspiração que se distende do cinema clássico de horror, passando pela cena germânica Progressiva dos 70’s, pelo misticismo dos contos fantásticos, a frondosa natureza norueguesa e desaguando na emblemática mitologia de origem nórdica. A sua sonoridade revivalista, adorável e fantasista sobrevoa os envolventes domínios de um encantador Prog Folk – orquestrado e condimentado a uma apurada habilidade e sensibilidade – que me prendera e namorara com expressiva vitalidade. Recostem-se confortavelmente, desmaiem as pálpebras, respirem pausada e profundamente, e deixem-se ingressar no universo medieval de Jordsjø, brilhantemente narrado por um requintado bailado de um mágico sintetizador em incessante diálogo com um quimérico mellotron, uma sumptuosa guitarra de acordes sentimentalistas, intimistas e poéticos, e solos serpenteantes, majestosos e aliciantes, uma flauta romanesca de frescas harmonias desenhadas a uma beleza lírica e epopeica, um baixo sombreado e balanceado a linhas hipnotizantes, fluídas, compenetradas e ondulantes, uma primorosa bateria de soberba e sublimada orientação jazzística, e ainda uma profética voz de tez aveludada, melódica e ensolarada que – com base no seu idioma nativo – confere a ‘Nattfiolen’ todo um nobre misticismo de traje mitológico e novelesco. Sou um confesso admirador de bandas que façam do pretérito o seu presente, e nesse contexto Jordsjø causara em mim um perfeito e imperturbável estado de fascinação e veneração à primeira audição que lhe dedicara. Uma épica e magnífica excursão ao interior emoldurado e amuralhado da Idade Média que nos faz desejar não mais dela regressar. Musicalmente, conseguem imaginar uma perfeita conjugação entre os ilustres britânicos Gentle Giant, Camel e Genesis? Se sim, alcançaram a fabular e lapidar essência que climatiza todas as incomensuráveis, primaveris e pastoris planícies que este extraordinário álbum encerra. Toda uma utopia onírica de vestes ancestrais e fragância divinal que nos eteriza e canoniza a alma sedenta de algo assim. É demasiado fácil perecer de amor a ‘Nattfiolen’ e prometer-lhe um dos mais invejáveis lugares na lista que receberá os mais notáveis álbuns lançados em 2019. Estamos mesmo na honrosa presença de uma completa obra-prima nutrida a uma inspirada e enfeitiçada maestria, irretocável e inatacável aos meus ouvidos.

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quarta-feira, 22 de maio de 2019

⛧ Acid King | Busse Wooods 20th Anniversary USA Tour

☀️ Roger Waters (Pink Floyd live at Pompeii)

🎙 The Well @ KUTX 98.9 Austin (2019)

Review: ⚡ The Mothercrow - 'Magara' (2019) ⚡

Depois de uma bem-sucedida campanha de crowdfunding que num curto espaço de tempo financiara na totalidade toda a gravação e produção em estúdio, os espanhóis The Mothercrow anunciam finalmente o seu tão ansiado álbum de estreia batizado de ‘Magara’ e do qual muito devem orgulhar-se. Oficialmente lançado no passado dia 17 de Maio sob a forma física de vinil pela mão do conceituado selo discográfico de origem germânica Nasoni Records, e em formato de CD pela parceria editorial espanhola que interligara a madrilena Nooirax e a La Rubia Producciones, este primeiro trabalho de longa duração do entusiasmante quarteto localizado na cidade de Barcelona vem inflamado de um musculado, enérgico, fibrótico e torneado Hard Rock de tração setentista e engrenado num deslumbrante, sedutor, harmonioso e contagiante Heavy Blues de ostentosa e primorosa condução. A sua sonoridade deveras fascinante, clássica, carismática e chamejante prende um embriagante aroma de paladar intimista e revivalista que me envolvera, intrigara e embevecera do primeiro ao derradeiro tema. São 44 minutos ensolarados e ofuscados por uma paradisíaca fervura de alcance transversal a todo o álbum, condimentando e apimentando tanto as deleitáveis, adoráveis, atraentes e eloquentes baladas de desarmante beleza, como as excitantes, dinâmicas e desconcertantes cavalgadas de instrumentos esporeados à rédea solta. ‘Magara’ é um aprimorado, brilhante e consumado registo que se galanteia pela doce, harmoniosa e sedosa brandura, e se incendeia pela vulcânica, caótica e destravada comoção. Testemunhem toda a admirável sinergia destes catalães onde uma guitarra prodigiosa se bamboleia à boleia de ostentosos, veneráveis e prazerosos acordes e se transcende na libertação de vistosos, inventivos e talentosos solos, um voluptuoso baixo valvulado a linhas reverberantes, fluídas, vincadas e magnetizantes, uma agradável bateria locomovida tanto a um toque polido, brilhante e delicado como a uma rumorosa, explosiva e calorosa ritmicidade, e ainda uma voz volumosa, melódica, mélica e libidinosa que se passeia e envaidece pela decorosa atmosfera desde maravilhoso álbum de The Mothercrow. De realçar ainda o esmerado, distinto e elevado artwork – de créditos apontados ao habilidoso artista espanhol Jalón de Aquiles – que confere todo um exótico misticismo visual a esta distinta obra-prima. É de alma completamente enfeitiçada e saciada que regresso do sublimado ‘Magara’. Um disco portador de uma aura tanto edénica e tocante, como eufórica e vibrante que seguramente conquistará a aceitação e reclamará a devoção de todos aqueles que nele comungarem. Estamos na singular presença de um álbum tremendamente refinado e provocante que aponta todas as suas pretensões às mais altas posições da listagem referente aos melhores registos lançados em 2019.

🎙 Dunbarrow - "On This Night" [Kaffiprat 2019]

segunda-feira, 20 de maio de 2019

🥁 John "Bonzo" Bonham // Led Zeppelin (NYC, 1977)

Review: ⚡ Praÿ - 'Praÿ' (2019) ⚡

Da cidade francesa de Lyon chega-nos o empolgante álbum de estreia do jovem tridente Praÿ. Lançado muito recentemente através da sua página oficial de Bandcamp em formato digital, de CD e ainda numa limitada edição em vinil, este registo de denominação homónima encerra um electrizante, dinâmico, xamânico e euforizante Heavy Psych de um corrosivo e chamejante efeito Fuzz, que tanto se robustece e obscurece num montanhoso, lamacento e poderoso Psych Doom, como se apazigua e nebuliza num meditativo, místico e lenitivo Space Rock. A sua sonoridade – nutrida e conduzida a envolventes, valvuladas e eloquentes jams de natureza instrumental e sideral – tem a capacidade de absorver, amotinar e extasiar o ouvinte ao longo de todo o seu corpo temporal, pendulando-o do mais soterrado abismo terrestre ao mais elevado ponto do Cosmos. São cerca de 48 minutos povoados por quatro longos temas e alternados por uma bipolaridade atmosférica que tanto nos sacode, centrifuga e explode de incontida e fervorosa adrenalina, como nos relaxa, narcotiza e eteriza de uma temulenta sublimidade temperada a morfina. E é esta bipolaridade musical e emocional que faz de ‘Praÿ’ um álbum verdadeiramente irresistível aos ouvidos do comum mortal. Deixem-se absorver, enlouquecer e deleitar à boleia de uma guitarra endeusada e consagrada pelos astros que se manifesta em riffs vultosos, pujantes e rumorosos, e se agita em alucinantes, ácidos e trepidantes solos, um baixo carrancudo de linhas carregadas, magnetizantes, intrigantes e onduladas, e uma bateria sísmica que com a sua impetuosa, arrojada e fogosa ritmicidade esporeia e incendeia toda esta violenta evasão da consciência pelo profundo negrume astral. A cuidadosa, detalhada e engenhosa ilustração que confere rosto a este portentoso registo é da autoria da artista francesa Jody de Bousilly (aka Mamie Bousille) que vertera com exatidão para o universo visual o que de mais secreto e primordial subsiste na enigmática essência de ‘Praÿ’. Este é um álbum de propensão sideral que nos suga através de um desenfreado vórtice e desagua num perfeito estado de encantamento e exultação. Já tinha saudades de um disco assim.

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🐝 World Bee Day

⚡️ Christoph "Lupus" Lindemann // Kadavar

♠ Lemmy Kilmister // Motörhead ♠

🔌 Necro - 'Pra Tomar Chá' EP (2019, Abraxas)

domingo, 19 de maio de 2019

🐺 Matt Pike (2005)

📸 Jimmy Hubbard

🧙‍♂️ Monolith on the Mesa

Review: ⚡ Saint Vitus - 'Saint Vitus' (2019) ⚡

Depois de um jejum discográfico de sete anos (no que à produção de álbuns de estúdio diz respeito, entenda-se), os lendários Saint Vitus – comumente e justamente apelidados de padrinhos do Doom Metal norte-americano – estão de regresso (e que regresso!) com a apresentação do seu novo trabalho de longa duração designado de ‘Saint Vitus’ e lançado muito recentemente pela mão da já consagrada editora discográfica francesa Season Of Mist (sediada na cidade de Marselha e especializada na promoção da música Metal) sob a forma física de vinil, CD e cassete. Este seu novo álbum – o segundo de designação homónima – representa o tão ansiado regresso às origens da banda, ou não tivessem recuperado o seu carismático vocalista de origem Scott Reagers (que desde o lançamento de ‘Die Healing’ em 1995 não mais empunhara o microfone de Saint Vitus). Confesso-me um especial adorador dos primórdios discográficos desta mítica formação californiana (particularmente em relação ao seu álbum de estreia ‘Saint Vitus’ datado de 1984 e ao ‘Born Too Late’ nascido em 1986), e, portanto, foi com uma grande dose de desconfiança que antevi este seu novo registo. Mas assim que o ouvira pela primeira vez, todas as dúvidas se dissiparam e deram lugar a um perfeito estado de fascinação que me climatizara e empolgara do primeiro ao derradeiro tema. Apesar dos 35 anos que balizam o primeiro disco homónimo deste segundo, ambos possuem almas aparentadas. Logo aos primeiros acordes baforados pela guitarra demoníaca e atormentada de Dave Chandler, somos hipnotizados e toldados pela negra e intrigante radiância que envolve todo o corpo temporal deste renovado ‘Saint Vitus’. Trajada e maquilhada por um titânico, carregado e luciférico Doom Metal e com destemidas (mas bem-sucedidas) aproximações aos domínios de um galopante, apressado e euforizante Heavy Metal de cariz tradicional, a caliginosa, tensa e portentosa sonoridade destes revigorados Saint Vitus provocara em mim toda uma súbita e inesperada sensação de crescente devoção. Comunguem toda esta sombria e horripilante liturgia de ‘Saint Vitus’ à perturbadora boleia de uma guitarra suprema que se agiganta em arrastados, monolíticos e assombrados riffs e se desfigura em excêntricos, caóticos e alucinados solos, um baixo profano de bafagem possante, tensa, turva e magnetizante, uma forte bateria de ritmicidade pausada, pesada e ressonante, e ainda uma carismática voz tanto de textura encorpada, melódica e cuidada, como ardente, espinhosa e corrosiva, que lidera com gloriosa autoridade toda esta sólida e denegrida avalanche sonora. Chego ao final deste álbum de alma completamente pasmada e exorcizada pela ritualística dominância que ‘Saint Vitus’ ostenta. Um álbum do tamanho da imaculada reputação que esta banda localizada em Los Angeles detém, e que – depois de um passado triunfante – deixa no ouvinte a forte convicção de que este invejável legado se vai arrastar pelas estradas futuristas. Foi essa a certeza que ‘Saint Vitus’ deixara imortalizada em mim.

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 Season Of Mist

sexta-feira, 17 de maio de 2019

✌️ Harley and J

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🕊 Jimi Hendrix @ Benedict Canyon, Los Angeles (09/09/1968)

📀 Swan Valley Heights - "Teeth & Waves" (06/09/2019 via Fuzzorama Records)

Sucking the 70's

🔌 Saint Vitus - 'Saint Vitus' (2019, Season of Mist)

Review: ⚡ Dommengang - 'No Keys' (2019) ⚡

Depois de na madrugada do passado ano de 2018 ter dissertado e elogiado o adorável e irreprovável ‘Love Jail’ (review aqui), eis que os californianos Dommengang convocam novamente a minha atenção e motivam a uma renovada bajulação. ‘No Keys’ é o terceiro álbum deste fascinante tridente originário da exótica cidade de Los Angeles, lançado hoje mesmo pela prestigiada Thrill Jockey Records (afamada editora norte-americana, sediada em Chicago e responsável pela promoção de todos os trabalhos discográficos da banda até à data) nos formatos físicos de CD e vinil, e que se alicerça num ensolarado, extasiante, ofuscante e delirado Psych Rock de bafagem veraneia em harmonioso diálogo com um elegante, oleado, torneado e serpenteante Blues Rock de ritmicidade Boogie e ainda um entusiasmante, lascivo e contagiante Garage Rock fervido e inflamado pelo efeito Fuzz. A sua sonoridade magnetizante, sublimada, enfeitiçada e inebriante – brilhantemente climatizada por uma mágica, paradisíaca e envolvente nebulosidade a fazer recordar não só os seus vizinhos californianos Sleepy Sun, como os míticos canadianos Quest For Fire que tantas saudades em mim deixaram – causa no ouvinte uma forte sensação de relaxamento, apego e deslumbramento impossível de contrariar. De ouvidos salivantes, olhar petrificado, sorriso imortalizado no rosto e alma arrebatada, somos mareados e balanceados pela edénica maviosidade de ‘No Keys’ que edifica no nosso imaginário todo um esplendoroso deserto californiano, de Sol esbatido e debruçado sobre as montanhas que delimitam e emolduram o horizonte crepuscular, uma dançante, anestésica e suavizante brisa de aroma floral que se entrelaça nos nossos cabelos e escoa pelas nossas narinas dilatadas, e onde toda uma apaziguante, carismática e reinante ambiência Western sobrevoa as cálidas, tisnadas e sedosas areias deste lisérgico oceano desértico. Deixem-se bronzear e mistificar pelos provocantes e inquietantes bailados de uma guitarra soberbamente ritmada que se envaidece e estarrece em cativantes, flexíveis e emocionantes riffs e se ultrapassa e endoidece na criação e condução de solos verdadeiramente estonteantes, requintados, desconcertantes e orgásmicos, um tonificante baixo desenhado e sombreado a linhas reverberantes, hipnotizantes, fibróticas e oscilantes, uma bateria expressiva e criativa de excitante e vibrante galope, e ainda um hipnotizante, ecoante, luminoso e apaziguante  coro vocal que contrasta na perfeição com a fogosidade instrumental. Este novo álbum de Dommengang prende um perfeito sentimento nirvânico que me farolizara, enfeitiçara e arrebatara do primeiro ao último minuto. ‘No Keys’ é um registo verdadeiramente excepcional, de essência intensamente esplendorosa, exultante e voluptuosa, que certamente surpreenderá e apaixonará todo aquele que nela se deliciar. Um dos álbuns mais enternecedores e comoventes de 2019 está aqui, na maravilhosa obra-prima presenteada pelos inspirados Dommengang. Um autêntico paraíso devocional para absoluto gáudio do nosso espírito mental e sensorial.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Review: ⚡ Pyramidal - 'Pyramidal' (2019) ⚡

Da vizinha Espanha chega-nos o espantoso novo álbum de uma das bandas mais aclamadas do flanco underground da música Rock espanhola: Pyramidal. Esta talentosa formação, recém transfigurada de quarteto para quinteto, e localizada na cidade sulista de Alicante lançara em meados do passado mês de Abril o homónimo ‘Pyramidal’ através da parceria discográfica promovida pela espanhola Surnia Records (em formato de CD) e a holandesa Lay Bare Recordings (em formato de vinil), e o mesmo provocara em mim um intenso estádio de encantamento logo na primeira audição que lhe dedicara. Fundamentado num magistral, opulento e orquestral Prog Rock de inspiração revivalista, um envolvente, meditativo e eloquente Space Rock de alcance extraplanetário e ainda um poderoso, ostentoso e empolgante Heavy Psych de elevada toxicidade, este deslumbrante e exuberante álbum traz o intrigante peso e denso negrume de uns Black Sabbath, a sagrada, sublimada e sedutora fragância de uns Pink Floyd e os copiosos, extravagantes e inebriantes bailados de uns Hawkwind. A sua sonoridade soberbamente complexa de ‘Pyramidal’ – tecida e nutrida a uma desarmante tecnicidade, primorosa subtileza e magnetizante vistosidade – vem confirmar um elevado grau de maturação e cumplicidade instrumental nunca antes alcançado pelos espanhóis. Uma gloriosa, carnavalesca e caprichosa odisseia sensorial que nos atesta de um crescente fascínio e projecta pelos infindáveis firmamentos da vacuidade sideral. De visão vendada, cabeça rodopiante e alma atordoada, somos enfeitiçados e estimulados pela maestria de duas guitarras principescas e enigmáticas que se unificam na elevação e orientação de épicos, formosos e quiméricos riffs e se serpenteiam e galanteiam na exteriorização de solos rendilhados, hipnóticos e alucinados, um baixo dançante de linhas bafejantes, fluídas e pulsantes, uma bateria diligente que se conduz a uma ritmicidade altiva, dinâmica e criativa, e um mágico sintetizador que borrifa toda a atmosfera de ‘Pyramidal’ com uma aura celestial de idioma alienígena. É-me ainda importante destacar e elogiar as colaborações adicionais de um exótico saxofone que se perde e encontra por entre os seus ziguezagueantes, esquizofrénicos e delirantes bailados, e um violino que com os seus sedosos, apaziguantes e pomposos movimentos sobrevoa a atmosfera desta epopeica narrativa superiormente pensada e executada por Pyramidal. Chego ao final destes 47 minutos que balizam esta obra-prima hispânica de expectativa não só saciada como superada, e alma profundamente assombrada, absorta e conquistada por todo o requintado talento que ‘Pyramidal’ encerra. Estamos seguramente na honrosa presença de um dos álbuns portadores da beleza e destreza mais consumadas de 2019. Irretocável.

👨‍🚀 Sleep [USA Tour 2019]

Artwork: Dave Kloc

© Robert Crumb

🙏 OM [Kulturkirken JAKOB, 2019]

✌🏻 Grateful Dead // Human Be-In (1967)

★ Uncle Acid and the deadbeats - Runaway Girls

terça-feira, 14 de maio de 2019

🔌 Zig Zags - 'They'll Never Take Us Alive' (RidingEasy Records, 2019)

Review: ⚡ Vago Sagrado - 'Vol. III' (2019) ⚡

Da grande e populosa cidade-capital de Santiago (no Chile) chega-nos o novo e terceiro álbum do tridente Vago Sagrado. Oficialmente lançado no início de Março pela mão do selo discográfico peruano Necio Records sob a forma física de vinil (numa prensagem ultra-limitada a apenas 250 cópias existentes, produzidas em solo europeu e distribuídas a partir da Alemanha), este ‘Vol. III’ passeia o ouvinte pelas suas místicas, plácidas e idílicas paisagens sonoras tecidas, coloridas e desdobradas por um inebriante, sublime e delirante Shoegaze em harmoniosa consonância com um envolvente, hipnótico e viajante Krautrock, um carismático, empolgante e dançante Post-Punk à boa moda de uns Bauhaus, Killing Joke e Joy Division, e ainda um vibrante, alucinógeno e deslumbrante Neo-Psych de padrões revivalistas. A mágica e temulenta musicalidade deste terceiro capítulo – pertencente à fascinante odisseia principiada em 2015 por estes talentosos músicos chilenos – tem a capacidade de exorcizar a nossa consciência do solo terrestre e catapulta-la para as mais distantes costuras do Cosmos. Uma alternância mental que tanto nos eclipsa a alma e a unge de uma doce melancolia, como em nós faz florescer todo um adorável manto primaveril de cores berrantes, aromas quentes e luminosidade ofuscante. E é esta bipolaridade de ‘Vol. III’ que faz dele um álbum de natureza verdadeiramente intrigante, misteriosa e tocante. Uma evolutiva viagem de cariz introspectivo que nos conduz dos mais obscurecidos e soterrados abismos da existência humana aos mais elevados e ensolarados píncaros da alma. Deixem-se absorver e embriagar nas profundezas deste distorcido universo onírico ao volante de uma guitarra nutrida a lisergia que se manifesta em fascinantes, anestésicos e magnetizantes acordes de essência morfínica, e se transcende em borbulhantes, venenosos e atordoantes solos de lamacento psicadelismo, um baixo modorrento e sonolento de linhas desenhadas e bafejadas a uma reverberação ondulante, fluída e pulsante, uma emocionante bateria esporeada e locomovida a duas velocidades, e uma voz afagante, ecoante, profética e liderante (que oscila entre um Ian Curtis dos históricos Joy Division e um Brian McMahan dos míticos Slint). São estes os ingredientes elementares que em aliciante e erótica conjugação fazem deste novo trabalho de longa duração de Vago Sagrado, um registo verdadeiramente irresistível e impactante. Uma gloriosa ascensão que nos transporta do infortúnio ao triunfo em apenas 47 minutos de duração. Um disco impossível de passar despercebido aos ouvidos que nele ancorarem a sua atenção.

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 Necio Records

sábado, 11 de maio de 2019

🌅 Tame Impala

⚔️ Hawkwind - 'Warrior on the Edge of Time'

Graveyard - "Right is Wrong" (2007)

© Maarten Donders

🕊 Robert Plant // Led Zeppelin

🍄 Alice in Fenderland!

👨🏻‍🚀 Sleep - 'The Sciences' [Roadburn Festival '19]