domingo, 11 de fevereiro de 2018
sábado, 10 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Review: ⚡ River Cult - 'Halcyon Daze' (2018) ⚡
De Brooklyn (Nova York, EUA) chega-nos o primeiro álbum de
estúdio do tridente ofensivo River Cult
designado ‘Halcyon Daze’. Lançado hoje mesmo nos formatos físicos de CD,
cassete (via Blackseed Records) e
vinil (via Nasoni Records), este fabuloso
álbum de estreia prende um enigmático, delirante, sombrio e cósmico Heavy Psych aliado a um denso, poderoso,
pausado e corpulento Psych Doom que
nos enevoa, narcotiza e sepulta no profundo negrume do solo espacial. A sua
sonoridade – incendiada em efeito fuzz
- intensamente fascinante, morfínica, hipnótica e intoxicante causa em nós todo
um efeito redentor que nos desamarra a consciência e a propaga pelos mais
soturnos, gélidos e inóspitos domínios do Cosmos embriagado. É numa constante,
adorável e ofuscante dança pendular que tanto nos afoga, asfixia e entorpece numa
assombrosa, despótica e impiedosa cavalgada pelos pardacentos, espessos e lamacentos
prados Doom’escos como nos absorve,
atesta e euforiza de uma adrenalina febril vaporizada pelo lado mais arrebatador
e empolgante do psicadelismo astral, que este majestoso ‘Halcyon Daze’ se ostenta
e enaltece. Aspirem toda esta narcotizante bruma estelar e sintam-se naufragar pelos
lisérgicos oceanos da infinidade sideral ao enigmático som de uma guitarra
prodigiosa que se revigora em riffs musculados,
esotéricos, vagarosos e ensombrados, e se esgota e dissipa em solos
verdadeiramente alucinantes, corrosivos, distorcidos e estimulantes, um baixo
trovejante de linhas maciças, magnetizantes, arrastadas e intimidantes, uma voz
colérica e ecoante de rugidos violentos, ásperos e mordazes, e uma bateria enérgica,
turbulenta e explosiva – de investidas cativantes, dinâmicas e ardentes – que esporeia
e apimenta toda esta épica e inesquecível odisseia pela inebriante majestosidade
de River Cult. Confesso que ‘Halcyon
Daze’ foi-me uma experiência de reverência à primeira audição. Um
impacto colossal que deixara em mim uma profunda e incurável cratera. Deixem-se
dissolver no admirável universo que climatiza este imponente ‘Halcyon
Daze’ e enfrentem destemidamente um dos registos mais altivos, notáveis
e poderosos do ano. Não vai ser nada fácil regressar dele.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Review: ⚡ Ozone Mama - 'Cosmos Calling' (2018) ⚡
Da cidade de Budapeste (Húngria) chega-nos o terceiro e novo álbum do poderoso quarteto Ozone Mama chamado ‘Cosmos Calling’. Lançado
no passado mês de Janeiro pela mão do selo discográfico californiano Ripple Music nos formatos físicos de CD
e vinil, este novo registo da banda húngara escuda-se num elegante, tirânico e
empolgante Hard Rock de essência setentista em erótica cumplicidade com
um oleado, atraente e arrojado Southern
Rock que se ostenta por entre a forte robustez e a apaixonante melosidade.
A sua enérgica, agradável e provocante sonoridade – de encantadoras variações
rítmicas - conjuga na perfeição a pujança e o vigor com a doce e requintada harmonia,
numa adorável combinação sonora capaz de nos inebriar, prender e fascinar do
primeiro ao último tema. São cerca de 43 minutos climatizados e conduzidos por
uma altiva e opulenta guitarra que se manifesta em majestosos, primorosos, notáveis
e charmosos riffs que desaguam em
refinados, exuberantes, vistosos e arrebatadores solos, um baixo errante de
linhas pulsantes, bailantes, hipnóticas e reverberantes, uma bateria acrobática
de impactante, dinâmica, inventiva e euforizante orientação rítmica, e ainda
uma voz imponente, melódica, doce e glamorosa – regada e temperada a whiskey –
que conjuga na perfeição com a virilidade instrumental. ‘Cosmos Calling’ é um
álbum verdadeiramente esplendoroso que nos intriga, namora e instiga com
espantosa facilidade. Um registo desmesuradamente extraordinário que ilustra
condignamente toda a potência, simetria e subtileza de Ozone Mama. Deixem-se enfeitiçar, envolver e entusiasmar pela caprichosa,
magnífica e deleitosa musicalidade de ‘Cosmos Calling’ e testemunhem a grandiosa
eclosão de um dos mais luxuosos álbuns lançados até ao momento em 2018.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
domingo, 4 de fevereiro de 2018
sábado, 3 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Review: ⚡ Pastels - 'The Snake King' EP (2018) ⚡
Da cidade portuária de Geelong (Victoria, Austrália)
chega-nos o fabuloso EP de estreia da jovem banda Pastels denominado ‘The Snake King’. Este auspicioso registo
brinda e prazenteia o ouvinte com um fascinante, afável, agradável e relaxante Psych Rock de ares veraneios em deliciosa
harmonia com um elegante, meloso, majestoso e hipnotizante Blues de essência intoxicante. A sua sonoridade ensolarada, deslumbrante
e narcotizada – aureolada e condimentada por uma intensa ambiência idílica – causa
em nós toda uma estarrecedora, imperturbável e duradoura sensação de bem-estar
que nos embacia, envolve e acaricia do primeiro ao derradeiro tema. São cerca
de 26 minutos conduzidos a ternura, volúpia e requinte que nos ofuscam com a
sua etérea e inebriante radiância. Deixem-se esvaziar de lucidez e atestar de
um nebuloso encantamento ao combinado som de uma guitarra sonhadora que se
embeleza em esplendorosos, sublimes e prazerosos acordes, e se esgota em sumptuosos,
irretocáveis e fogosos solos, um baixo pulsante, robusto e magnetizante de
linhas murmurantes, torneadas e dançantes que mareia e capitaneia este
lisérgico oceano, uma bateria maviosa e relaxante de toque delicado, polido e
comovente, um sintetizador polvilhado de matéria estelar que se transcende e envaidece
por entre bailados fantasiosos, exuberantes e viscerais, e ainda uma voz
vistosa, sóbria e cavalheiresca que - na sedutora e harmoniosa parceria com uma
outra voz de feições cristalinas, amenas e divinas - confere a este ‘The
Snake King’ todo um cunho de imaculada e inatacável formosura que nos abraça,
sufoca e atordoa sem qualquer inibição. Sintam-se desvanecer num extasiante
desmaio que vos canalizará numa admirável odisseia pelas exóticas e morfínicas
paisagens sonoras de Pastels e
vivenciem demorada e apaixonadamente toda a insuperável majestosidade transpirada
de um dos mais refinados e notáveis EP’s lançados este ano.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
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