terça-feira, 4 de agosto de 2020
segunda-feira, 3 de agosto de 2020
domingo, 2 de agosto de 2020
sábado, 1 de agosto de 2020
sexta-feira, 31 de julho de 2020
Review: ⚡ King Gorm - 'King Gorm' (2020) ⚡
Da artística cidade costeira
de San Diego (mapeada na Califórnia, EUA) chega-nos a
inebriante, enigmática e enfeitiçante alquimia nebulizada e mistificada pelo
álbum de estreia do quarteto King Gorm. Lançado hoje mesmo através do
formato digital e das formas físicas de cassete (ultra-limitada a apenas 60
cópias existentes) e vinil (este pela mão do pequeno selo discográfico californiano Church
Recordings), este homónimo álbum forjado e orquestrado pela jovem, trovadora e
talentosa formação norte-americana vem talhado e pincelado por um glorioso,
épico, estético e majestoso Heavy Prog desdobrado a vistosas, imponentes
e espalhafatosas galopadas de esporas afiadas e à rédea solta, e um lenitivo,
profético, edénico e introspectivo Psychedelic Folk de enternecedoras,
envolventes, eloquentes e sonhadoras baladas emolduradas a beleza medieval,
paisagens bucólicas e clima outonal. A sua apaixonante sonoridade de essência
ritualística e devoção ocultista – tecida, acolchoada e condimentada a um
carismático revivalismo emprestado pelo frutífero e dourado território setentista –
ostenta elaboradas, caprichadas, principescas e ousadas composições que imediatamente
fascinam, deleitam e transportam o ouvinte para uma sublimada, genuína e
imaculada época ancestral caída há muito em desuso. Na génese desta sumptuosa, mágica
e portentosa liturgia está um quimérico órgão Hammond profundamente compenetrado nos
seus harmoniosos, virtuosos, romanescos e pomposos bailados, um magnetizante teclado
Mellotron de encantadores véus sonoros polvilhados a poeira estelar, uma
guitarra aristocrática de Riffs imperiosos, homéricos, sidéricos e
umbrosos de onde sobressaem esvoaçantes, ácidos, gélidos e serpenteantes solos
de elevada toxicidade, um enfático baixo valvulado a linhas empoladas,
pulsantes, ondeantes e fibradas, uma dinâmica bateria de pratos flamejantes,
explosivos e cintilantes, e timbalões retumbantes, acrobáticos e atordoantes, e
uma voz melódica, jovial, odorosa e messiânica que – perseguida e banhada por
um espectral, lustroso, ecoante e angelical coro vocal de natureza celestial –
completa na perfeição toda esta heroica epopeia pela admirável Corte de King
Gorm. Este é um álbum verdadeiramente fenomenal que me embrumara,
persuadira e deslumbrara do primeiro ao derradeiro minuto. Percam-se e
encontrem-se por entre as imersivas fábulas superiormente narradas por King
Gorm, e testemunhem toda a lapidar magnificência de um álbum inaudito que
resvala nas fronteiras da perfeição. Pressagia-se uma longa e apoteótica vida ao
reinado deste fantástico e deveras auspicioso quarteto californiano que tem em ‘King
Gorm’ uma estreia discográfica de sonho.
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quinta-feira, 30 de julho de 2020
quarta-feira, 29 de julho de 2020
terça-feira, 28 de julho de 2020
domingo, 26 de julho de 2020
sábado, 25 de julho de 2020
quarta-feira, 22 de julho de 2020
Review: ⚡ Heavy Whipped Cream - 'A Mouthful' EP (2020) ⚡
Proveniente da bonita cidade de Utrecht
(situada na Holanda) chega-nos ‘A Mouthful’, o gracioso,
jovial e polposo EP do quarteto Heavy Whipped Cream, que fora lançado
em Abril do presente ano através do formato digital (com a elogiosa possibilidade
de download gratuito) e numa simpática edição em CD carimbado com o seu
cunho autoral. Ensolarado e massajado por um delirante, primaveril, pastoril e
deslumbrante Psychedelic Rock de (in)discretas aproximações aos
territórios do Folk rural e do Blues estival, este seu novo extasiante
registo de curta duração proporciona ao ouvinte uma fácil digestão e
inesgotável fascinação que o climatiza e eteriza do primeiro ao derradeiro
minuto. A sua sonoridade emoldurada por um cheiroso, dançante, contagiante e
charmoso revivalismo de ornamentos sessentistas passeia-se de forma relaxada, despretensiosa e sedutora pelos cinco melosos temas que o habitam. No imaginário de quem o vivencia
é desdobrada, colorida e oxigenada toda uma planura verdejante e arborizada, de extensão
a perder de vista, irrigada pelo morno e dourado bafo de um Sol poente e bocejante que
se debruça no horizonte. Esta deliciosa iguaria de absorção via auditiva é
superiormente servida por duas guitarras dialogantes de acordes agradáveis, risonhos,
lustrosos e afáveis de onde florescem e ziguezagueiam solos serpenteantes, embriagados, ácidos e
magnetizantes, um baixo de bafejo pululante orientado a linhas ondeantes, flácidas, despreocupadas
e murmurantes, uma cativante bateria – aliada a uma percussão tribalista – de
ritmicidade envolvente, entusiasmada, condimentada e eloquente, e ainda vocais sedosos,
apurados, educados e melodiosos que emprestam toda uma distinta fineza à
edénica simplicidade suspirada e disseminada por ‘A Mouthful’. É-me importante
evidenciar e elogiar também o maravilhoso artwork de atmosfera paradísica que
aponta os seus créditos autorais ao talentoso ilustrador holandês Artmaus.
Embrenhem-se na boa disposição e estimulante vibração transpiradas pela açucarada,
sumarenta e apaladada musicalidade de Heavy Whipped Cream que vos
petrifica e pacifica os sentidos sedentos por poder experienciar algo assim.
Este é um EP adubado, arejado e embelezado a enternecedor afago e singeleza
estilística que seguramente não deixará nenhum dos seus ouvintes recostado à indiferença.
São sensivelmente 28 minutos inteiramente farolizados e bronzeados por uma ternurenta, ataráxica e balsâmica brisa de origem oceânica que
nos desmaia as pálpebras, dilata as narinas e hasteia um perpétuo sorriso no
rosto rosado. Derretam-se na sua caramelizada e aromatizada maviosidade, e degustem detida e
prazerosamente um dos EP’s mais reconfortantes, jubilosos e tocantes do
ano. Não recomendado a diabéticos.
domingo, 19 de julho de 2020
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